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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
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Jogos Abertos de Santa Catarina revelam grandes atletas em nível olímpico

Realizada desde 1960, a competição é um celeiro de talentos esportivos no Estado

Daniel Silva
Florianópolis
Rosane Lima/ND
Letícia Dutra/ginasta
Letícia Dutra chegou à seleção brasileira após se destacar nos Jogos Abertos

 


Caçador, no Meio-Oeste catarinense, reunirá durante 11 dias (6 a 17 de novembro) 4,5 mil atletas de 83 municípios para a disputa da competição esportiva mais tradicional no Estado: os JASC (Jogos Abertos de Santa Catarina). Realizado desde 1960, o evento, além de ajudar a fomentar o esporte em todo o Estado, tem sido uma fábrica de talentos. Em praticamente todas as modalidades, os JASC revelou atletas de renome nacional e até internacional, como Guga (tênis), Fernando Scherer (natação), Ana Moser (vôlei), Maicon (Manchester City-ING e ex-seleção brasileira), entre outros. 

Para o presidente da Fesporte (Fundação Catarinense de Esporte), Adalir Pecos Borsatti, os JASC funcionam como a locomotiva do esporte de Santa Catarina. O objetivo da competição é medir o investimento de cada município. “Temos um sistema municipalizado de esportes. A prefeitura investe o ano todo visando disputar essas competições, sendo o objetivo final os Jogos Abertos, que é a nossa grande olimpíada esportiva no Estado, onde se mede o esforço de cada município. Todos os nossos grandes talentos apareceram nas nossas competições menores”, afirmou o presidente. 

Como Caçador é uma cidade de porte médio, Pecos acredita que haverá algumas limitações na atual edição dos JASC, mas, se a competição perde um pouco em estrutura, ganha com outros atrativos, como a aproximação com a comunidade. O presidente estuda mudanças para o próximo ano, para deixar os Jogos Abertos mais equilibrados. “Caçador vive mais os Jogos Abertos, mas teremos algumas dificuldades que são naturais. Ganhamos de um lado e perdemos de outro. Temos modalidades com mais de 100 municípios e, em alguns casos, há uma disparidade técnica muito grande. A tendência é dividir as modalidades por divisão e fazer uma competição mais equilibrada”, informou.

Nível elevado

Outro ponto importante dos JASC é o nível dos atletas, principalmente no atletismo, como o velocista Heitor de Oliveira Sales, que tem no currículo a medalha de prata conquistada na Paraolimpíada de Londres, neste ano, quando atuou como guia do corredor Daniel Mendes no 200 metros livre. “São muitos atletas de nível internacional, que participam de torneios brasileiros, sulamericanos. É bem disputado. Ganhar medalha nos JASC, principalmente no atletismo, tem bastante destaque. Muitas vezes o atleta tem mais visibilidade nos JASC do que em competições fora de Santa Catarina”, afirmou o atleta. 

Para Sales, de 27 anos, que é paulista mas mora desde os cinco em Florianópolis, competir em “casa” é gratificante, ainda mais quando se pode fazer amizade com os atletas de outras cidades, fato que o pessoal que vem de fora, estranha. “Aqui as pessoas participam mais das provas, torcem mais. Tem aquela rixa legal entre as cidades. Tenho amizade com o pessoal de toda Santa Catarina e os atletas de fora que competem aqui, gostam de vir para cá por isso. É uma festa”, disse o corredor, que participa dos JASC desde 2004 e acumula mais de duas dezenas de medalhas.

Sacrifício pelos Jogos Abertos

A ginasta Letícia Karolina Dutra, de 19 anos, compete nos JASC desde 2007, representando Florianópolis e, desde 2009, tem o gostinho de voltar para casa com uma medalha de ouro. No ano passado, a atleta teve a sua participação mais marcante na competição. Deixou a seleção brasileira e teve apenas um mês para se preparar para os Jogos Abertos. “Estava em Aracaju treinando com a seleção e voltei para cá. Treinei um mês e disputei todas as provas, quatro individuais e duas em conjunto. Espero o ano inteiro para competir nos JASC”, disse a ginasta. 

O resultado da equipe de ginástica rítmica conta muito para o desempenho final de Florianópolis, por isso a pressão é grande em cima das meninas, que treinam pesado no Ginásio do IEE (Instituto Estadual de Educação). “Pelo nome da cidade e o status que a equipe conquistou nesses anos, a pressão só aumenta, mas a nossa equipe é muito unida. O mais legal dos JASC é o espírito de equipe. Todas querem o mesmo, vibramos juntas. Esse ano a equipe está muito forte. Se tudo der certo, o título é nosso”, comentou.

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