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Domingo, 16 de Dezembro de 2018
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Jogadoras do Floripa e do Desterro formam a base da seleção brasileira de hóquei

Meninas intensificam os treinos na Capital para disputar o Panamerican Challenge

Redação ND
Florianópolis
Marcelo Bittencourt/ND
Da direita para a esquerda: Leka, Pati, Dje, Bru, Thayse e Verônica

 

MARCELO MANCHA
Especial para o Notícias do Dia

 O hóquei sobre a grama do Brasil se prepara para mais um grande desafio. Na primeira semana de agosto, os meninos e as meninas da seleção brasileira participam do Panamerican Challenge, que acontece no Rio de Janeiro. E Santa Catarina está bem representada.

O Challenge é uma seletiva e vale vaga para a Panamerican Cup (a Copa Panamericana). “Nossa seleção feminina disputará a vaga com outros quatro países (Uruguai, Paraguai, Guiana e Bermudas) e apenas os dois primeiros colocados se classificam”, esclarece Eduardo Martins Júnior, o Dudu, técnico da seleção feminina, ressaltando a dificuldade e a importância da competição. Por isso, os treinos não param em Florianópolis, onde atua mais da metade do time brasileiro.

A base da seleção feminina está nos dois clubes da capital catarinense, que nessa convocação cederam oito atletas. Santa Catarina é o Estado mais forte no hóquei sobre grama, seguido por Rio de Janeiro e São Paulo.

São dois clubes (Florianópolis Hóquei Clube e Hóquei Clube Desterro), com equipes nas duas categorias: feminino e masculino. “Nas partidas finais dos campeonatos, principalmente femininos, os dois clubes sempre terminam entre os três primeiros colocados e, na seleção, a maioria joga nesses times”, diz Alessandra Lopes, a Leka, defensora da seleção e do Floripa Hóquei Clube.

Aos 22 anos, Leka representa a primeira geração da seleção feminina no país. Ela conheceu o esporte em 2004, quando o treinador carioca Claúdio Rocha esteve na Ilha procurando jogadoras para a formação de um time, com a ideia de participar do Pan de 2007 no Rio. O esporte já era praticado no eixo Rio-SP, mas para virar uma confederação e dar origem à seleção, era preciso ter hóquei em três estados. “O Brasil ainda está começando seu grande desenvolvimento no esporte comparando com outros países. Somos a quarta equipe mais forte da América do Sul, brigando sempre com o Uruguai pela terceira posição”, confirma Dudu. Argentina (1ª posição) e Chile (2ª posição) completam os quatro primeiros do ranking.

Para os iniciantes

Diferente do hóquei praticado no gelo, o contato físico entre os atletas é mínimo sobre a grama. É um jogo dinâmico, de velocidade e de intrincadas estratégias de ataque e defesa.

Como diversão, hobby ou nas aulas de educação física, o hóquei é um esporte para todas as idades. “Sua prática não exige um biotipo específico, até mesmo entre os atletas de alto rendimento. Temos atletas em seleções com 1,70 m e outros com 1,90 m jogando lado a lado sem qualquer tipo de vantagem”, revela Dudu.

No bolso, um investimento razoável para o início: uma chuteira ou tênis, bermuda, camiseta e um taco, que numa versão mais simples (ou ‘usado’) custa, em média, R$ 100. No jogo, são dois times com 11 jogadores para cada lado.

Uma partida dura 70 minutos divididos em dois tempos de 35 minutos. O campo oficial lembra muito um campo usado no futebol, mas com marcações/linhas (de áreas e zonas) diferentes. A formação de um time de hóquei na grama é composta de um goleiro, dois defensores, dois alas, quatro no meio-campo e dois no ataque.

Ritmo forte

Quando o assunto é competição, a abordagem é diferente. Outros aspectos importantes entram em campo, como um bom condicionamento físico, agilidade, força, pensamento rápido e criatividade. No Brasil, enquanto o hóquei busca seu espaço, esbarra na falta de materiais esportivos para os atletas.

A bola, o taco, o equipamento de proteção do goleiro e as caneleiras especiais precisam ser importadas da Europa, Estados Unidos ou Argentina. Para as meninas da seleção, por exemplo, que treinam com equipamento profissional, um taco (top de linha) pode custar entre R$ 500 e R$ 1.000, feitos com materiais como fibra de vidro ou fibra de carbono.

Para completar, o único campo oficial do país está no Rio de Janeiro, construído para o Pan de 2007. Por isso, no início da semana, a equipe embarca para a capital carioca para sete dias de preparação antes da estreia no Challenge. “Nosso grande foco é a Olimpíada, que acontece no Brasil (Rio 2016)”, explica a meio-campista do Desterro e da seleção, Patrícia Boos, a Pati.  

As feras e belas do hóquei

Os adeptos do hóquei apontam o esporte como o sétimo mais praticado do planeta e o terceiro entre as mulheres. Algumas seleções têm fama de serem formadas por atletas bonitas. Também é um esporte que pode ser jogado até um pouco mais tarde que algumas outras modalidades, como por exemplo, o futebol. “Existem várias e vários craques do hóquei com 30 e 40 anos”, ensina Leka.

As seleções da Holanda, Argentina (“Las Leonas”), Alemanha, EUA, Suíça, Suécia, Nova Zelândia, Alemanha e claro, as meninas do Brasil, marcam um golaço no quesito beleza. Bruna Ferraro, a Bru, lateral do Florianópolis e da seleção, confirma: “Não sou muito de reparar nisso, mas é verdade, nossa seleção tem realmente mulheres bonitas, com pernas fortes”.

Talvez seja esse o motivo de tanta atenção dos torcedores e amigos nos treinos. “Adoramos assistir quando elas jogam. Mas nós somos bonitos também”, finaliza, em tom de brincadeira, Willian Alba, atacante da equipe masculina do Desterro.  

AS SELECIONÁVEIS
Floripa tem oito atletas na seleção

Alessandra Lopes Flores (Leka)
22 anos , zagueira
Florianópolis Hóquei Clube
Estudante de Jornalismo e Geografia
 
Bruna Ferraro (Bru)
21 anos, lateral
Florianópolis Hóquei Clube
Estudante de Farmácia
 
Djeniffer Vasques (Dje)
26 anos, meia-esquerda
Hóquei Clube Desterro
Professora de Educação Física
 
Lisandra Regina de Souza (Li)
27 anos, goleira
Hóquei Clube Desterro
Professora de Inglês
 
Patricia Boos (Pati)
27 anos, meio-campo
Hóquei Clube Desterro
Técnica administrativa
 
Thayse Kiatkoski Neves
24 anos, zagueira
Hóquei Clube Desterro
Assistente de pesquisa
 
Andrea Bernardes (Dea)
26 anos, goleira
Hóquei Clube Desterro
Estudante de Letras Italiano
 
Thalita Cabral (Thalitinha)
21 anos, lateral
Hóquei Clube Desterro
Estudante de Educação Física

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