Publicidade
Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 25º C
  • 19º C

Conheça o jogador, ídolo da Chapecoense, que agora vende cachorro-quente em frente à arena

Ex-volante campeão estadual em 1977 recebeu reconhecimento do clube e ganhou um veículo para comercializar seus lanches no centro de Chapecó

Diogo Maçaneiro
Chapecó
23/11/2016 às 11H21

A Chapecoense tem uma das missões mais difíceis da sua história na noite desta quarta-feira (23). Às 21h45, o Verdão do Oeste recebe o San Lorenzo-ARG, pela semifinal da Copa Sul-Americana. A cidade está completamente mobilizada para esta partida, que pode colocar o Verdão numa inédita final de competição internacional e, quem sabe, dar o título mais expressivo do futebol catarinense. Além disso, renderia uma vaga à Libertadores do ano que vem. 

Janga toca o seu carrinho de cachorro quente estilizado com as cores da Chapecoense - Diogo Maçaneiro
Janga toca o seu carrinho de cachorro-quente estilizado com as cores da Chapecoense - Diogo Maçaneiro/ND


O jogo vale mesmo muita coisa para a vida do Verdão e para Chapecó. Cidade que reconhece, assim como o clube do coração de seus moradores, um ídolo da história verde e branca. Jandir Moreira dos Santos, o Janga, fez parte do elenco campeão catarinense de 1977, o primeiro da história do clube. Há 40 anos na cidade, há 20 ele toca dois carrinhos de cachorro-quente no centro da cidade, e quando um cliente chega para matar a fome, o assunto é sempre a Chape.

Mas e qual é o melhor reconhecimento que um clube de futebol pode dar a um ídolo aposentado? A Chapecoense marcou um golaço em favor do veterano jogador de 62 anos. Desde junho deste ano, a diretoria do clube presenteou o ex-volante com uma Kombi estilizada com as cores e escudos do clube com quem tem tanta identificação. O carrinho estaciona pontualmente às 18h na avenida Getúlio Dornelles Vargas, embaixo do banco Bradesco, e lá permanece até a meia-noite com uma assistente, conhecida apenas como a "Tia do Janga", alcunha recebida na época de pós-balada. "Antes eu ficava até duas, três da manhã, e atendia o pessoal depois das festas, mas a minha mulher ficou doente por um tempo e agora não fico mais na madrugada", explicou.

Mas quem pensa em procurar o ponto onde Janga "empresta" seu nome para vender os cachorros quentes - que segundo ele são especialidades da mulher Elenir -, terá de esperar, pois ele também tem um quiosque dentro da Arena Condá, onde até mesmo o presidente Sandro Palaoro mata a fome durante os jogos. "Eu tenho o nome, a marca Janga, mas o segredo do cachorro quente está no preparo da minha mulher", brinca. De fato, um molho "secreto" dá um sabor especial ao lanche, vendido em três opções ao custo de R$9 a R$13. Por isso, nesta noite ele estará com um olho no dog e outro na bola.

Caio Júnior faz mistério sobre escalação

Sala de imprensa lotada, cidade confiante e festa preparada pela torcida para momentos antes da bola rolar. O contexto obrigou Caio Júnior a despistar sobre a escalação do time. O atacante Tiaguinho é a principal dúvida para o jogo, pois levou uma pancada na coxa direita e sua escalação deve ser definida apenas antes da partida. Se ele não jogar, quem entra é o Ananias, outro homem da confiança do torcedor. Caso Tiaguinho esteja em campo, Lucas Gomes e Ananias disputam uma vaga no time. No ataque, Kempes - poupado na vitória contra o São Paulo - está confirmado no lugar do Bruno Rangel, por opção técnica.

Pelo lado argentino, mais mistério. O técnico Diego Aguirre fechou o treinamento na noite desta terça-feira (22) na Arena Condá, e permitiu apenas 20 minutos de imagem por parte da imprensa durante o aquecimento. Sobre a escalação, ele também pode mudar peças. Se o volante Corujo jogar como lateral-direito, Angeleri será deslocado para a zaga e Caruzzo e Coloccini disputam a outra vaga na defesa. Se o Angeleri for para a lateral, Corujo vai para o meio, e Caruzzo e Coloccini formam a zaga. Com isso Tino Costa sai do time. 

Duas horas antes de a bola rolar, uma festa está programada para o time. Torcedores prometem muito barulho na saída do time no hotel e uma recepção na entrada do estádio com 4.000 sinalizadores verdes e 3.600 baterias de fogos de artifício. São esperadas 1.000 pessoas nesta celebração e 19.300 torcedores na Arena Condá - lotação máxima liberada pelo Corpo de Bombeiros. "Confesso que isso é o que fez toda a dierença no jogo contra o Junior Barranquilla", afirmou o comandante da Chape. Os ingressos estão esgotados.

A Chapecoense se classifica para a final se vencer o jogo por qualquer placar ou empatar sem gols. Se o jogo terminar com 1 a 1, a decisão vai para os pênaltis, pois foi o mesmo placar do jogo de ida em Buenos Aires. Em caso de empate por outro placar ocorrer, ou se o "time do Papa" ganhar, a Chape estará eliminada.

Ficha Técnica

Copa Sul-Americana

Local: Arena Condá, em Chapecó. Data: 23/11/2016. Hora: 21h45. Arbitragem.

Chapecoense

Danilo; Mateus Caramelo, Neto, Willian Thiego e Dener; Josimar, Matheus Biteco, Gil e Cleber Santana; Lucas Gomes (Ananias), Kempes e Tiaguinho (Ananias). Técnico: Caio Júnior

San Lorenzo-ARG

Torrico; Corujo (Angeleri), Angeleri, Coloccini (Caruzzo) e Mas; Mussis, Tino Costa (Corujo), Ortigoza e Blanco; Cerutti e Cauteruccio. Técnico: Diego Aguirre.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade

Escolha seu time

  • Chapecoense
  • Criciúma
  • Figueirense
  • JEC
  • Avaí
Publicidade