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Ian Gouveia pode garantir vaga na elite em 2017 no Hang Loose Pro Contest - 30 Anos

Filho de Fabinho Gouveia é o quinto no ranking do QS e pode carimbar acesso em evento histórico na Joaquina, em Florianópolis

Matheus Joffre
Florianópolis
30/10/2016 às 22H37

Há 30 anos, quando o Hang Loose Pro Contest colocou Florianópolis no cenário do surfe mundial, Ian Gouveia ainda nem era nascido. Filho do ídolo Fabinho Gouveia – que competiu em três das quatro edições do evento na Joaquina na década de 80 e que correu todo o circuito mundial patrocinado pela marca – agora é a vez do surfista de 24 anos, que também tem o patrocínio da Hang Loose, fazer sua própria história.  

Ian Gouvêa segue os passos do pai e quer brilhar no Hang Loose Pro - Flávio Tin
Ian Gouvêa segue os passos do pai e quer brilhar no Hang Loose Pro - Flávio Tin



Melhor brasileiro no ranking do WSL Qualifying Series em quinto lugar, o pernambucano, que morou na capital catarinense dos nove aos 23 anos, pode garantir a vaga na elite em 2017 surfando no quintal de casa no Hang Loose Pro Contest – 30 anos, etapa QS 6000, que começa nesta terça-feira. “Eu cresci surfando na Joaquina, onde competi meus primeiros campeonatos. Tenho muitas boas lembranças daqui. A primeira vez que me classifiquei para o Mundial Junior da ISA foi na Joaca e agora espero carimbar a vaga pro CT”, projetou o surfista, que vai entrar no round 2 e precisa passar quatro baterias para garantir a vaga antes do encerramento da temporada na Tríplice Coroa Havaiana. "Todo mundo sabe que no Havaí é mais complicado. Mas se eu garantir a vaga aqui vai ter um gostinho especial, junto com toda a família e os amigos para comemorar. Ainda mais em um evento do meu patrocinador, que está comemorando os 30 anos daquele histórico de 86”, ressaltou.

Foi naquela época que o pai de Ian, Fabinho Gouveia, e o catarinense Teco Padaratz começaram a profissionalizar o surfe no Brasil e a correr o circuito mundial, ambos patrocinados pela Hang Loose. “Meu pai é o meu grande ídolo por tudo que ele fez pelo surfe, não só dentro da água, mas por todas as barreiras que ele quebrou para o esporte ser o que é hoje, junto com outros guerreiros. Essas barreiras já estão superadas e não dá para fazer nada parecido. Quero escrever minha própria história agora”, revelou o surfista, que começa a escrever o próximo capítulo no Hang Loose Pro Contest – 30 anos, que tem os campeões mundiais Gabriel Medina e Mineirinho confirmados.

Identidade visual é a mesma de evento de 1986

Até a identidade visual será a mesma do evento de 1986, com as cores azul e amarela. A expectativa é que as ondas também deem algo parecido com o que se viu naquela época. Com ondas de até 10 pés (3 metros) – as melhores que a Joaca já teve, segundo os locais –, o primeiro Hang Loose Pro Contest reuniu uma multidão de jovens de todo o país, que vieram prestigiar os ídolos que até então só viam em revistas especializadas.

Nomes como os campeões mundiais Mark Richards (tetra), Tom Carrol (bi), Shaun Tomson e Wayne Bartholomew estiveram presentes no evento, que distribuiu uma premiação de US$ 35 mil e teve o australiano Dave Macaulay como grande campeão. O campeonato foi um marco para a época e recolou o Brasil no calendário do circuito mundial após o fim do Wimea 5000, no Rio de Janeiro, quatro anos antes. “Eu não era nem nascido, mas quem viu diz que foram as melhores ondas da Joaquina. Naquela época o surfe nem era tão popular, mas pelas fotos dá para ver que o pessoal foi em peso para a praia. Espero que dê algo parecido desta vez, tanto de público quanto de boas ondas”, projetou Ian.

SERVIÇO

O que: Hang Loose Pro Contest           

Onde: Praia da Joaquina

Quando: de 1º a 6 de novembro

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