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História das Copas mostra cortes de última hora, como o de Daniel Alves

Juntamente com o DNA vencedor, o Brasil carrega uma sina de, tradicionalmen­te, perder atletas importantes às vésperas dos jogos

Diogo de Souza
Florianópolis
10/06/2018 às 17H09

Muito da alcunha de “País do Futebol” é atribuído aos cinco títulos do Brasil em Co­pas do Mundo. Junto com as cinco estrelas sobre o distintivo da CBF, a produção quase industrial de craques e estrelas para o pla­neta bola faz dos tupiniquins o esquadrão mais respeitado da Terra.

Dani Alves foi cortado antes da Copa, num dos grandes desfalques dos mundiais - Reuters/Folhapress/ND
Dani Alves foi cortado antes da Copa, num dos grandes desfalques dos mundiais - Reuters/Folhapress/ND


Juntamente com esse DNA vencedor, o Brasil carrega uma sina de, tradicionalmen­te, perder atletas importantes às vésperas dos jogos. Em 2018, com o lateral Daniel Alves, não foi diferente. O atleta sofreu uma lesão no joelho em partida disputada pelo seu clube, o PSG, na final da Copa da França. Passado o sentimento de incredulidade junto à nação, o momento é de reflexão e curiosidade sobre uma situação que, de quatro em quatro anos, se repete no cérne boleiro brasileiro.

Para entender essa tendência basta voltar algumas edições e constatar que há mais de 50 anos a seleção Canarinho sofre­ra do mesmo mal. Pelé, o maior de todos os tempos, passou por esse problema em, pelo menos, três das quatro copas que disputou. Em 1958, lesionou-se em amistoso antes da competição que foi disputada na Suécia e, em função disso, entrou apenas na terceira partida da competição para, a partir disso, desfilar seu futebol até a final – com taça.

Em 1962 o Brasil chegou ao bicampeonato com Pelé que, apesar de estar no elenco e estre­ar com a seleção, sofreu uma lesão na segun­da partida e viu das arquibancadas o título na Copa do Mundo, que ficou conhecida, em terras brasileiras, como a “Copa do Garrincha”.

Em 1966, na Inglaterra, Nosso camisa 10 foi alvo da truculência dos za­gueiros e no jogo da eliminação, diante de Portugal, saiu carre­gado devido a violência dos seus marcadores.

Pelé sai carregado de campo em 1966 - Divulgação/ND
Pelé sai carregado de campo em 1966 - Divulgação/ND


De Pelé a Romário

Os anos seguintes também foram crueis com o selecionado. Além da espera de 24 anos entre o tri de 1970, no Mé­xico, e o tetra, nos Estados Unidos, a seleção seguiu com bai­xas em todos os níveis de impor­tância. Careca, em 1982 e Zico em 1986 foram simbólicos.

Em 1994 a seleção sofreu com a perda dos zagueiros, então ti­tulares, Ricardo Rocha e Ricardo Gomes. O segundo se machucou antes do Mundial e nem foi aos Estados Unidos. Rocha se lesionou durante o torneio e acabou substi­tuído por Márcio Santos, que ter­minou a competição como titular da seleção que levou o quarto títu­lo da Copa do Mundo.

O mesmo Márcio Santos voltou a ser protagonista do “jogo” das lesões pois, uma semana antes de começar o Mundial da França, em 1998, aca­bou lesionado e cortado da competi­ção. O caso de maior repercussão, no entanto, foi o do baixinho Romário que, com problema na panturrilha também ficou de fora. Émerson foi o seu substituto naquele ano e também sofreu o mesmo na edição posterior, em 2002 na Coréia do Sul e do Japão: Pouco mais de 24h antes da estreia Canarinho na Copa do pentacampe­onato, se machucou em um rachão enquanto atuava como goleiro. Foi substituído por Ricardinho.

Em entrevista concedida à RIC­TV Record, o zagueiro Márcio San­tos falou sobre sua experiência nos dois lados do “balcão” e afirmou que é natural que a ausência de Daniel Alves seja sentida na edição deste ano, que inicia em menos de duas semanas. “Na Europa o esforço é bem maior, você joga no inverno e depois muda para o verão e, tudo isso, sempre em alto nível”, lembrou o defensor tetracampeão.

Cortes na história recente dos Mundiais

2018

  • Egito – Mohamed Salah (machucou a clavícula na final da Liga dos Campeões, há durelacionado, mas só deve estrear no terceiro jogo)
  • Alemanha – Manuel Neur (recuperado de lesão, ficou oito meses sem jogar, mas confirmou seu lugar no time)
  • Argentina - perdeu dois titulares. Manuel Lanzini, 24, sofreu um rompimento do ligamento cruzado do joelho e foi cortado. Na última semana foi a vez do goleiro, então titular, Sérgio Romero também dar adeus ao Mundial.

2014

  • França – Frank Ribery – cortado por causa de problemas médicos

2010

  • Inglaterra -  De uma vez só, o English Team perdeu Rio Ferdinand, Devid Beckham e Michael Olwen, todos machucados.

2006

  • França – Cissé era a grande sensação dos Bleus, mas uma fratura na perna num amistoso pré-Copa o fez erder o Mundial.

2002

  • Alemanha  - Deisler foi destaque alemão para a Copa 2002, mas uma lesão no joelho postergou sua participação em Copas para 2006.

1998

  • Itália – Ravanelli perdeu a copa pela Azzura por causa de uma pneumonia e nunca mais voltou a vestir a camisa da seleção.

1994

  • Holanda – Marco van Basten foi cortado por causa das sussecivas lesões nos tornozeos
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