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Grupo aposta no basquete de rua para levar inclusão e educação às comunidades da Capital

NQS (Nós que Somos) fomenta o basquete 3x3 em Florianópolis e leva esperança para milhares de pessoas de comunidades carentes

Diogo de Souza
Florianópolis
16/04/2018 às 11H29

O basquete como um esporte dinâmico e olímpico, talvez, não seja exatamente uma novidade. A inclusão do basquete 3x3 como uma modalidade olímpica a partir de Tóquio 2020, também é comum à todos. O que poucos sabem, é que Florianópolis conta com um grupo de atletas que representam a Capital – e o Estado – país à fora nessa nova modalidade e, juntamente com isso, tocam um projeto de inclusão social por meio do esporte, da cultura e da integração.

Nós Que Somos Florianópolis - Marco Santiago/ND
Nós Que Somos Florianópolis - Marco Santiago/ND


Resistência, resiliência e luta. Palavras-chaves que delimitam o espírito da Associação Desportiva e Cultural de Basquete 3x3 – Nós Que Somos. Trata-se de um grupo formado por atletas e ex-atletas da modalidade que se juntaram a partir da paixão pelo esporte e a missão de fazer o bem sem olhar a quem.

“A modalidade tem duas vertentes, tanto a vertente de rendimento quanto a vertente social, ambas, oriundas do basquete de rua, da cultura do hip-hop”, resumiu Rodrigo Trindade, diretor-presidente da associação e líder do grupo que, segundo ele, já levou a modalidade a mais de 30 bairros de Florianópolis.

Mais que a prática e a paixão pelo esporte, Rodrigo conta que o grupo leva a identificação da modalidade juntamente com profissionais e oficinas. “Nosso foco são as comunidades de vulnerabilidade social. Visitamos mais de 30 bairros sempre divulgando o basquete 3x3 e toda sua cultura. Em determinados momentos levamos profissionais, um fisioterapeuta, uma oficina de grafite, enfim, sempre tentando levar atividades para comunidades que acabam, de alguma forma, esquecidas”, acrescentou.

Entre o público-alvo, crianças de 6 a 12 anos onde, até os oito anos, o trabalho é realizado de maneira mais lúdica e, logo após isso, um foco em viés técnico, tático e de desempenho. “Na verdade é um grande e diário desafio. As crianças ficam encantadas, mas é preciso cuidado. Existem crianças já aliciadas pelo crime que a gente não sabe. Nossa tarefa, inicialmente, é conscientizar aquelas famílias, aquelas pessoas em locais onde o crime organizado não chegou. Tomamos cuidado, sempre respeitando a ordem local. Justamente para multiplicar a ideia do bem”, ponderou.

NQS Florianópolis - Marco Santiago/ND
(Da esq. para dir) Ricardo Costa, Nilo Souza e Rodrigo Trindade - Marco Santiago/ND


Busca por empresas que se “identifiquem” com a ideia

Embora todo o serviço e a missão de fomentar o bem, o grupo carece de apoio e empresas que abracem a ideia. “Temos apoios pontuais. Vivemos de doações. Toda nossa atividade social e de rendimento é tirada do bolso dos atletas. Cada dia o projeto cresce mais. Assumimos mais responsabilidades e precisamos urgentemente de empresas que se identifiquem com nosso gesto”, explicou o diretor-presidente.

Questionado sobre o tamanho dessa contribuição em nível humanitário, Rodrigo minimizou o protagonismo e lembrou da importância de um trabalho em conjunto. “Esse trabalho, em parceria com vários outros, auxilia bastante. Auxilia no combate a marginalização, diminui a violência e a possibilidade de acontecer o ruim para essas pessoas”.

Jogo dinâmico e oriundo do basquete de rua

Oriundo do basquete de rua, a modalidade é disputada apenas em uma cesta em 10 minutos ou até 21 pontos. Cada equipe, composta por três jogadores e um reserva, tem 12 segundos de posse de bola. “O jogo é peculiar. É muito intenso, dinâmico e atrativo”, contou Rodrigo.

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