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Giovane Gávio, gestor do vôlei na Rio 2016, lamenta o fim dos projetos da modalidade em SC

Bicampeão olímpico comandou o time da Unisul e voltará a ser treinador em novo projeto, no Rio de Janeiro

Diogo Maçaneiro
Florianópolis

Nosso vôlei está de volta às manchetes nesta reta final de Olimpíada. Após a conquista de duas medalhas na areia - ouro no masculino e prata no feminino - fica a expectativa sobre o futuro da modalidade nas quadras. A seleção feminina foi eliminada precocemente nas quartas de final pelas chinesas e a masculina chega - aos trancos e barrancos - à final e será nossa última chance de subir ao pódio neste domingo, dia do encerramento dos Jogos Olímpicos.

Divulgação
Gavio: "A gente tem um bom produto nas mãos"

 

Quatro atletas do grupo atual tem passagem pelas quadras de Santa Catarina. O levantador Bruninho despontou para a carreira quando defendeu a Cimed. Antes, ainda com 17 anos, jogou pela Unisul e ficou sob os cuidados de Renan dal Zoto, a pedido do pai Bernardinho, técnico da seleção. O meio de rede Lucão e o central Éder também já defenderam a equipe da Capital. O também levantador William jogou na Intelbrás/São José de 2002 a 2004 e depois seguiu a carreira no voleibol argentino. 

O Estado que já foi celeiro de grandes times hoje míngua sem uma presença expressiva nas competições nacionais. Apenas as meninas de Rio do Sul conseguem participar da Superliga Feminina, ainda assim sem resultados expressivos. 

Bicampeão olímpico e gestor da modalidade nos Jogos Olímpicos do Rio, Giovane Gávio também despontou como treinador da Tigre/Unisul, em Joinville, em 2008 e 2009. Para ele, o momento vivido no começo dos anos 2000 e encerrado com o fim do projeto bancado pela Cimed, em 2012 - após quatro títulos em cinco temporadas da Superliga Masculina - foi devido a abnegados e apaixonados pelo esporte.

"A minha sensação é que essas pessoas cansaram. É uma luta muitas vezes cruel. A gente tem um bom produto nas mãos. O voleibol representa muita coisa e os empresários não enxergam isso muitas vezes e os municípios sozinhos não conseguem fazer nada, não aproveitam essas oportunidades", afirmou, referindo-se a Benhur Sperotto, de Blumenau, e Renan dal Zoto, à é poca na Unisul, batalhadores da modalidade.

Volta como técnico e experiência em gestão

Gávio voltará a ser treinador. Ele não fala abertamente, mas um projeto novo no Rio de Janeiro deve tê-lo como comandante logo após os Jogos Olímpicos, onde atua como gestor da modalidade. Segundo Gávio, a experiência adquirida foi crucial para este novo desafio. "esta experiência como gestor do Rio 2016 não tem muito a ver com a função de treinador, mas tem com a gestão de pessoas, planejamento e de certa forma a gente sempre acaba aprendendo. Então com essa oportunidade que eu vou ter de voltar a dirigir um time eu vou utilizar todo o conhecimento adquirido nos últimos anos", afirmou.

Para ele, a seleção brasileira masculina só se encontrou na partida contra a França. "Jogou o seu melhor voleibol. Capaz de levá-la até a final", afirmou, mas enfatizou que a evolução da modalidade no mundo é muito grande, principalmente no saque e no sistema defensivo. "Agora todo mundo está defendendo e bloqueando muito bem. O jogo está muito mais difícil", concluiu

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