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Futebol amador da Grande Florianópolis vive impasse

Exigência de atestado médico para jogador disputar competições pode inviabilizar calendário esportivo das Ligas Municipais. Realização da Copa Interligas está suspensa.

Fábio Machado
Florianópolis
29/03/2017 às 20H46

O futebol amador de Santa Catarina inicia o ano com muitas incertezas. A exigência da FCF (Federação Catarinense de Futebol), amparada no Regulamento Nacional de Registro e Transferência de Atletas de Futebol da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), exigindo exames médicos de cada atleta, inviabilizaria a realização dos campeonatos federados. Cada clube teria uma despesa adicional de, aproximadamente, R$ 1 mil para inscrever seus atletas (para 20 jogadores).

A reclamação é geral. Argumentam que, justamente por ser futebol amador, os clubes não têm como arcar com mais essa despesa. E se defendem afirmando que nos últimos 20 anos nenhum jogador de “fim de semana morreu em campo”. Já há uma movimentação para que campeonatos sejam realizados de forma “paralela”, ou seja, sem inscrição nas ligas para atletas não federados. Os próprios clubes se organizariam para realizarem as competições por conta própria. Como já ocorre, aliás, em alguns municípios da região.

O presidente da FCF, Rubens Angelotti, já afirmou que vai cumprir essa exigência. Não sinalizou com nenhuma opção que aliviasse financeiramente os clubes, apesar de ter ido ao Rio de Janeiro para se reunir com os dirigentes da CBF. Voltou sem uma solução prática para o problema.

Djone Kammers, treinador da equipe do Grêmio Cachoeira, de Florianópolis, acredita “que as organizações que cuidam do futebol não devem gerar dificuldades financeiras e burocráticas e sim facilitar” e cita como exemplo cidades como Tijucas, Pomerode, Braço do Norte e São Ludgero onde os campeonatos são extremamente bem organizados. “O atleta preenche a ficha de inscrição e joga sem problemas e sem um monte de papéis e burocracia”, finaliza, justificando a absurda exigência do atestado médico para atleta amador. 

Copa RIC 2017 não sai em 2017

A Copa RIC Interligas, por exemplo, que é o maior campeonato da região da Grande Florianópolis, não será realizado em 2017. Os dirigentes envolvidos na competição, reunidos na sede da Liga Florianopolitana de Futebol há duas semanas, nem aceitaram as alternativas apresentadas, como a exigência desse laudo médico “apenas em caso de transferência de atletas” ou fornecido por um médico indicado por algumas ligas com custos menores (algo em torno de R$ 40 por exame).

Clube de Palhoça querem que liga se desvincule da FCF

Em Palhoça, os clubes filiados à Liga Palhocense de Futebol já decidiram pelo afastamento do vínculo com a FCF (Federação Catarinense de Futebol) pelo perído de um ano. Os representantes dos clubes reuniram-se com a liga e anunciaram sua decisão. Agora, a diretoria da liga avalia como irá encaminhar a questão. “Eu administro para os clubes e eles já decidiram o que fazer. Têm o apoio da liga. Vamos realizar uma reunião de diretoria para definir como será o encaminhamento”, disse  Laurino José Machado. É certo, no entanto, que os campeonatos da 1ª. 2ª e juniores em Palhoça de 23017 serão disputados sem vínculo com a FCF e CBF.

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