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Fórmula 1 quer novo motor à prova de reclamações dos pilotos para 2021

Plano da Federação Internacional de Automobilismo também é evitar que o motor tenha que ser poupado por conta da confiabilidade

Folha de São Paulo
Londres (Reino Unido)
08/09/2018 às 12H59

LONDRES, REINO UNIDO (UOL/FOLHAPRESS) - A introdução das chamadas unidades de potência na Fórmula 1 trouxe ao mesmo tempo tecnologias novas para a categoria, motores que podem produzir perto de 1000cv, e a necessidade dos pilotos administrarem o ritmo durante as corridas. Isso acontece por uma série de motivos, principalmente por restrições no uso de combustível e pelo fato de cada piloto ter à disposição só três motores por temporada.

Treino livre do GP Brasil de Fórmula 1 - LAT Images/Fotos públicas
Plano da Fórmula 1 é ter motor à prova de reclamações dos pilotos - LAT Images/Fotos públicas


Para uma categoria em que, no passado, já foram usados um motor para a classificação e outro para a corrida em cada fim de semana, isso muda completamente a maneira dos pilotos abordarem as provas. Tanto, que eles mesmos costumam reclamar justamente dessa necessidade de poupar o equipamento.

Por conta disso, o presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Jean Todt, ouvido pela reportagem no último final de semana na Itália, disse que a grande missão do novo motor, inicialmente programado para estrear em 2021, é acabar com essas reclamações.

“Tivemos longas discussões sobre o novo motor. Queremos um motor que continue sendo uma visão do futuro, mas também queremos que os pilotos possam competir por toda a corrida sem que tenhamos que ouvi-los falando que estão economizando, levantando o pé. Temos que evitar isso. Então queremos aumentar o fluxo de combustível.”

Além de acabar com a necessidade dos pilotos economizarem combustível durante a corrida, algo que acontece hoje devido ao fluxo, limitado a 100kg/h, e também pela quantidade total de combustível que cada piloto tem de usar - ainda que o total não seja utilizado na maioria das pistas - o plano da FIA é também evitar que o motor tenha que ser poupado por conta da confiabilidade. “Não queremos mais nenhuma desculpa de que eles têm de comprometer o uso do motor por conta do regulamento”, ressaltou o presidente da FIA.

Novas regras

Todt afirmou ainda que as novas regras já deveriam ter sido anunciadas em julho, mas existe um atraso porque FIA e a FOM, que gere os direitos comerciais e é controlada pela Liberty Media, querem divulgar em conjunto o novo regulamento técnico e esportivo, além da nova estratégia comercial.

Isso porque a grande maioria dos contratos das equipes com a Fórmula 1 - exceto a Renault - acabarão em 2020 e as renovações estão em fase final de negociação. A missão da Liberty Media nesse sentido é tornar a divisão dos lucros mais justa entre as equipes. “Mas estamos muito próximos de podermos anunciar tudo, é uma questão de encontrar uma data. Confesso que estamos um pouco atrasados. Mas será anunciado em breve e claramente não será uma continuidade do regulamento atual”, avisou.

Várias mudanças estão na pauta. A FIA já iniciou uma concorrência para o fornecimento de pneus, com parâmetros que indicam maior desgaste e mais paradas nos boxes. Além de novos motores e uma aerodinâmica mais voltada a facilitar as ultrapassagens, o regulamento técnico deve ter papel importante no corte de custos, com mais peças padronizadas.

Já na parte esportiva, foram discutidas mudanças no próprio formato do final de semana, como a introdução de duas corridas e a diminuição dos treinos livres, mas nada foi confirmado ainda. Do ponto de vista comercial, além da nova distribuição, é esperada a adoção de um teto de gastos.

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