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Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
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Florianópolis recebe evento internacional de xadrez

Karoliny da Cruz sonha em chegar ao nível mais alto no esporte

Daniel Silva
Florianópolis

A imagem de Karoliny da Cruz, 22 anos, contrastava com o ambiente do ginásio do Instituto Estadual de Educação, Rozendo Lima Vasconcelos, que recebe um evento internacional de xadrez. Uma das poucas mulheres inscritas na competição (foram cerca de 270), a jovem sonha alto: quer ser Grande Mestre da modalidade, o maior título possível – e vitalício. Os desafios serão muitos, principalmente o tempo para treinar, limitado por conta da faculdade de Engenharia Química. Nos dez anos que pratica o esporte, Karoliny conquistou títulos como os Jogos Abertos (em 2012) e foi vice-campeã brasileira, mas nem só de medalhas vive um enxadrista.

Bruno Ropelato/ND
Karoliny da Cruz é vice-campeã brasileira de xadrez


A estudante conheceu o xadrez aos 12 anos, na escola Intendente José Fernandes, em Ingleses. O aprendizado foi difícil, mas ela se apaixonou desde o primeiro jogo. O maior benefício que o esporte trouxe para a sua vida foi a quantidade de amigos que fez pelo caminho. “A professora resolveu montar uma equipe para disputar os jogos escolares e gostei logo de cara. Tem que ter prática para acabar não fazendo besteira, entregar peça, às vezes tinha resultados ruins e chorava, mas sempre tive vontade de me superar. O xadrez ensina muito, a respeitar as pessoas, a aprender a focar, e me trouxe amigos que levarei para a vida toda”, declarou. 

Karoliny recebe uma bolsa da Fundação Municipal da Esportes para participar das competições. Apesar da falta de tempo, a estudante consegue treinar duas vezes na semana no Clube de Xadrez de Florianópolis, no Centro, e tenta compensar jogando em casa, no computador. A atleta não acredita que possa viver do esporte, mas tem o sonho de chegar ao mais alto nível. “Geralmente as pessoas que são profissionais do xadrez, elas dão aula, mas eu não gosto de lecionar, não tenho uma didática boa. Pretendo me tornar grande mestre, mas teria que terminar a faculdade e conseguir tempo para treinar”, afirmou. 

Xadrez nas escolas 

Com sede própria, na Anita Garibaldi, o Clube de Xadrez de Florianópolis briga pela inclusão da modalidade na grade curricular das escolas da Capital. No ano passado organizaram competições em 20 instituições de ensino, atingindo 400 estudantes. Os melhores passam a integrar a equipe de rendimento para representar a cidade nos eventos da Fesporte (Fundação Catarinense de Esporte). “Falta determinação política. Defendo que o xadrez seja uma disciplina. Concórdia é um exemplo, tem o xadrez difundido nas escolas públicas. Se houver isso haverá uma popularização do esporte e formação de atletas”, informou Marcelo Pomar, organizador do evento e treinador de xadrez.

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