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Florianópolis recebe competição internacional de xadrez de 16 a 22 de janeiro

Cada um dos 292 inscritos deverá enfrentar maratona de 40 horas de disputas, em média

Redação ND
Florianópolis

Com 292 enxadristas de dez países, começa neste sábado (16) a segunda edição do Floripa Chess Open, que vai até a sexta-feira da semana que vem no Lira Tênis Clube, em Florianópolis. O torneio, eleito o melhor do Brasil por uma revista especializada no ano passado, conta com o apoio da Fundação Municipal de Esportes e distribuirá R$ 18 mil em premiação.

Eduardo Valente/ND
Umetsubo conquistou título de mestre internacional. Gazel (à dir.) veio de Belo Horizonte


A competição vai reunir os principais nomes do xadrez da América Latina e mundial, como o peruano Julio Granda, tricampeão continental e iberoamericano que tem a graduação máxima no esporte.

“O apoio do Lira, que nos cedeu o espaço, e da prefeitura são importantes, mas o fundamental é o apoio da comunidade enxadrística sul-americana, que comprou a nossa ideia”, revelou o organizador do torneio Marcelo Pomar, 34.

“É muito difícil fazer um esporte marginal como o xadrez no Brasil hoje, mas se tudo der certo devemos nos consolidar como o principal torneio da América Latina”, projetou.

A consolidação do Floripa Chess Open como um dos principais torneios de xadrez do continente coincide com o bom momento vivido pelo esporte em Florianópolis.

A equipe da Capital foi campeã dos Jasc (Jogos Abertos de Santa Catarina) e dos Joguinhos, no ano passado, e conta com jovens valores como o paulista radicado na cidade, César Umetsubo, 31, que recentemente conquistou o título de mestre pela Federação Internacional de Xadrez.

“Eu estava parado sem jogar há quase dez anos, mas quando vim para Florianópolis conheci o Clube de Xadrez de Floripa e recuperei o hobby”, contou o enxadrista que abandonou a faculdade de administração para se dedicar ao xadrez.

“É bem melhor viver do xadrez, do que ficar o dia todo em um escritório. Eu passei a estudar cada vez mais e agora meu objetivo é chegar à graduação máxima do esporte”, afirmou.

Também titulado pela Federação Internacional, o jornalista Frederico Gazel, 28, veio de Belo Horizonte para disputar o torneio. “A premiação é bem atrativa e é legal poder medir forças com os principais jogadores do Brasil e da América Latina”, ressaltou.

Maratona de 40 horas de torneio

Os 292 jogadores deverão enfrentar mais de 40 horas de jogo no torneio. Ao todo, são dez rodadas, com cerca de quatro horas de duração cada partida. Uma maratona que exige um bom preparo não apenas mental, mas físico também.

“Muita gente não faz ideia. Acham que o xadrez é um esporte tranquilo porque você fica só sentado. Mas como corpo e mente estão ligados, você precisa de condicionamento para obter um bom resultado”, explicou Umetsubo.

No ano passado, o Floripa Chess Open ocorreu em um ginásio poliesportivo. Mas as instalações do salão do Lira, que entrou como parceiro nesta edição, deve oferecer melhores condições para os enxadristas.

“Poucos clubes têm interesse pelo xadrez. Eu já joguei, estudei um pouco. E o Lira apóia todos os eventos esportivos que gerem essa integração social”, destacou o presidente do Lira, Aroldo João Costa, 58.

 

O que: II Floripa Chess Open

Quando: a partir deste sábado até o dia 22 de janeiro

Onde: Lira Tênis Clubes, em Florianópolis.

Número de jogadores inscritos: 292

Países: 10

Premiação: R$ 18 mil

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