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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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Figueirense encara vice líder para voltar a vencer fora de casa

Atlético-MG, adversário deste sábado, briga pelo título da Série A

Marcone Tavella
Florianópolis

Não tem mais para onde fugir. Pode ser líder, quase rebaixado ou time que nem liga mais para ganhar ou perder, o Figueirense precisa de vitória fora de casa. Um dia antes de exercerem a cidadania nas eleições municipais, os jogadores terão de cumprir com um dever com efeitos mais imediatos do que quatro anos de uma gestão. A permanência na Série A do ano que vem. O adversário deste sábado é o vice-líder Atlético-MG. Na conta da equipe do técnico Cuca tem o dobro de pontos do Furacão e mais um pouco. Desempenho que o faz brigar pelo título, na segunda posição – possui 53 pontos. 

Na humildade de seus 22 pontos somados, na 19ª posição, o Figueira busca repetir o feito que só conseguiu uma vez neste campeonato. A vitória por 1 a 0 contra o Sport, na 16ª rodada, foi a única vez que os jogadores trouxeram na bagagem os tão cobiçados três pontos. O treinador Márcio Goiano sabe que vencer longe do Scarpelli é essencial. “Precisamos vencer, de vitórias fora de casa para conseguir o objetivo que é permanecer na Série A. Independente de quem enfrentamos”, repetiu o discurso que todo atleta alvinegro já sabe de cor.

Mas só discurso não adianta e todos sabem também, então a equipe vai armada no 4-5-1, com Guilherme Lazaroni e Almir no meio campo e Sandro na zaga. As maiores novidades do comandante. “Estudamos bastante os adversários, as características de alguns atletas para que façamos uma boa marcação”, garantiu Goiano.

Então, que role a bola no estádio Independência neste sábado, às 18h30. Tem que vencer e não há para onde fugir.

Márcio Goiano quer suprir a falta de Caio
Medir a importância de Caio na equipe do Figueirense é somar seus nove gols aos nove de Aloisio e chegar no resultado: a melhor dupla de ataque da Série A. Mas Caio quebrou o quinto metatarso do pé esquerdo, ou o popularmente conhecido dedo mindinho. Ontem passou por cirurgia e só retorna em dois meses.

Daí a falta que o técnico Márcio Goiano vem sentindo. “Não só pelos números, mas por ser um atleta que jogou praticamente todos os jogos. Taticamente, é um jogador que procura fazer tudo que você pede. Faz gols, é rápido e não tem outro com as mesmas características”, rasgou-se em elogios Goiano, que foi buscar a solução no grupo que treina afastado do elenco potencial.

Ronny foi reintegrado ao time e deve ser a alternativa na sequência para a leveza e velocidade do atacante Caio, que fez 26 das 27 partidas do Figueirense até agora. Para a partida deste sábado, o substituto, que foi afastado por falta de empenho após a derrota para o Bahia, há duas semanas, não foi relacionado ainda.

Os atacantes Julio Cesar e Loco Abreu são as opções no banco de reservas.

Milhões em jogo neste sábado
Vale quanto ficar na Série A? E conquistar o título? Para as diretorias de ambas as equipes, o valor gira na casa dos milhões. Em Florianópolis, o novo presidente Wilfredo Brillinger prometeu R$ 1 milhão para ser repartido entre os atletas. Lá em Belo Horizonte, Alexandre Kalil fez a oferta de R$ 2 milhões para animar o grupo. E assim os dois dirigentes colocaram um tempero a mais na partida deste sábado, às 18h30, na arena Independência.

O técnico Márcio Goiano, que foi zagueiro campeão no Scarpelli, sabe da importância de um agrado deste em reta final de campeonato. Mas aconselha que a atenção não pode estar só nas verdinhas. “A manutenção na Série A não tem preço, assim como título. Pela satisfação, pelo objetivo alcançado. É coisa do futebol. Não vou dizer que o atleta esquece destes valores, mas dentro de campo são 11 contra 11 e é preciso viver o jogo”, pediu.

Após o apito final do jogo deste sábado, algum dos lados vai lamentar a derrota, que pode distanciá-los mais do presente de fim de ano. 

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