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Fifa vê como positiva regra de fair play que fez Japão segurar a derrota

Seleção asiática se classificou às oitavas de final no critério de disciplina

Folha de São Paulo
Moscou (Rússia), São Paulo (SP)
29/06/2018 às 10H34
Na primeira rodada da fase de grupos, o Japão venceu a Colômbia por 2 a 1 (JIJI PRESS / AFP) -
Japão perdeu para a Polônia, mas comemorou vaga na próxima fase da Copa do Mundo (JIJI PRESS / AFP) -


MOSCOU (RÚSSIA) SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Pela primeira vez em uma Copa do Mundo um time avançou de fase por critério de disciplina. O Japão passou às oitavas, na quinta-feira, por ter levado menos cartão amarelo do que Senegal. Um dia após a inédita vaga por fair play, a Fifa considerou positiva a adoção da regra que premia o “jogo limpo”.

Diretor de torneios e eventos da Fifa, Colin Smith exaltou nesta sexta-feira, em reunião da entidade, o critério por fair play e projeta a manutenção desse sistema para campeonatos futuros.

“Obviamente, o que queremos evitar é o sorteio. Esse critério é mais uma forma de se evitar a decisão por sorteio. Vamos rever após a Copa, analisar o feedback [retorno]. Não vemos nenhuma necessidade de mudar a regra”, disse Smith, em evento da Fifa em Moscou.

Ciente de que poderia avançar graças ao “jogo limpo”, o Japão proporcionou cena curiosa. O time perdia para a Polônia por 1 a 0, resultado que asseguraria o time asiático nas oitavas pelo critério do “jogo limpo”.

Mesmo estando em desvantagem no placar, os japoneses praticamente abdicaram do ataque nos 15 minutos finais de jogo, tratando de se blindar para evitar outros gols poloneses, que tirariam o Japão da fase seguinte do Mundial.

Japão e Senegal terminaram a fase de grupos com quatro pontos e empatados em saldo de gols, gols marcados e sofridos. O confronto direto entre as duas equipes, na segunda rodada, teve igualdade por 2 a 2. Sendo assim, a decisão da vaga favoreceu o time mais disciplinado: os asiáticos levaram quatro cartões amarelos contra seis dos africanos.

Após o jogo, o técnico do Japão, Akira Nishino, admitiu que pediu aos atletas para que segurassem a derrota por 1 a 0.

A estratégia japonesa foi vista com ressalvas pelo diretor da Fifa.

“Cada jogo é competitivo e todos os times querem ganhar. São casos isolados [o que aconteceu com o Japão], e se encontram neste cenário. Obviamente, a nossa posição, é que o futebol deva ser competitivo. E os fãs querem ver isso. E temos visto isso.”

“A preferência é que times avancem em gols e resultados, com ganhadores naturais. O fair play é um critério adicional”, disse Smith.

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