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Quinta-Feira, 15 de Novembro de 2018
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Fesporte discute medidas para evitar crise em 2016

Mudanças no calendário foram contestadas por dirigentes em reunião nesta terça-feira

Daniel Silva
Florianópolis

A Fesporte (Fundação Catarinense de Esporte) recebeu um encontro de dirigentes e representantes de federações do Estado para discutir o calendário de 2016. Uma das medidas propostas pela entidade na reunião para evitar problemas foi a junção dos Jesc 15-17 (Jogos Escolares de Santa Catarina) com a Olesc (Jogos da Juventude Catarinense) ou até mesmo a suspensão do segundo evento. A ideia não agradou e os ânimos se exaltaram um pouco, gerando diversos questionamentos. Uma nova assembleia está marcada para o dia 9 de novembro, em Jaraguá do Sul, onde deve ser definido o cronograma.

Bruno Ropelato/ND
Presidente da Fesporte, Osvaldo Juncklaus, quer cumprir o calendário


O presidente da Fesporte, Osvaldo Juncklaus, exaltou a participação dos dirigentes e disse que “discussão é sempre bom, pois crescemos juntos”. A readequação se faz necessária para não se repetir situações como o cancelamento dos Jogos Abertos e posteriormente o seu adiamento, após o repasse ter sido garantido pelo Tribunal de Contas. “A questão é a sobreposição de evento, de faixas etárias. Os alunos estão saindo muito e os municípios não conseguem atender a demanda. É uma proposta de um calendário para termos certeza de que será cumprido”, afirmou. 

Apesar de a previsão de orçamento para 2016 ser praticamente a mesma da deste ano, R$ 23 milhões, para pagar salários, manutenção da entidade e organização dos eventos, Juncklaus quer fazer “mais com menos”. Os recursos não são certos, visto que passam por votação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. “Podemos manter o evento e formatar diferente, viabilizando uma economia na sua execução. Podemos tirar uma etapa. O grande desafio é manter os investimentos, fazer mais e melhor, aproveitar com mais racionalidade esses investimentos”, explicou. 

Descontentamento geral 

O argumento mais utilizado pelos presentes para contestar a fusão da Olesc com os Jesc pede que a Secretaria de Estado da Educação deveria ser responsável ou arcar com parte dos custos dos Jogos Escolares. O presidente da Fundação de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville, Fernando Krelling, defendeu a manutenção da Olesc. “O Jesc é educacional, deveria ter um suporte. Se isso ocorrer, não terá mudança no calendário. Não podemos sacrificar a Olesc. São as fundações que fazem o trabalho de base. Nos preparamos o ano inteiro para isso”, declarou. 

Bruno Ropelato/ND
Fernando Krelling defende a manutenção da Olesc


O dirigente também discorda da sobreposição dos dois eventos. O cancelamento da Olesc criaria um vácuo na formação dos atletas, segundo Krelling. O dirigente ainda acredita que a medida prejudicaria o trabalho de muitos professores no Estado. “A Olesc é a primeira competição de base. Se tirarem, os professores perderão espaço e estes atletas terão um delay muito grande entre as competições, vão chegar com 16, 17 anos, sem experiência e motivação para continuar no esporte. A Olesc é o berço do rendimento”, salientou. 

Sem “jeitinho brasileiro” 

Para a presidente do Conselho Estadual de Esporte, Michele de Souza, o momento de crise no Brasil pede mudanças. A palavra-chave é planejamento, para que, caso ocorram, as interferências no calendário sejam mínimas. “Sabemos que não temos condições de suprir toda a demanda de eventos através do orçamento da Fesporte. Fica comprometido, no jeitinho brasileiro, de emprestar ônibus. Não é assim que queremos trabalhar seriamente o esporte. Temos de entrar em um acordo, ouvir os municípios, para fazer um ano melhor. O calendário está inchado”, falou.

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