Publicidade
Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 18º C

Fernandes diz que vai ajudar o Figueirense, mas não na atual gestão

"Não confio nessas pessoas. Se eles tivessem esse sentimento de me querer no clube, não teria nem saído", afirmou

Daniel Silva
Florianópolis

Ídolo é ídolo. De volta a Florianópolis após uma breve passagem pelo Red Bull-SP, Fernandes pendurou as chuteiras e está se preparando para assumir um cargo no Figueirense, clube que fez parte de 13 anos de sua vida. Mas não agora. E não enquanto Wilfredo Brillinger for presidente. O convite até foi feito, gentilmente recusado pelo maior ídolo da torcida alvinegra, que disputou 403 partidas e marcou 108 gols pelo Furacão. O ex-meia revelou ao Notícias do Dia que está sendo ainda mais assediado pelos fãs e prometeu voltar em grande estilo.

:: Figueirense negocia com atacante Toni, do Marcílio Dias

:: Figueirense apresenta dois novos reforços para o meio-de-campo e ataque

Marco Santiago/ND
Marco Santiago/ND
“Recebo um carinho muito grande. Sou um privilegiado", contou o ídolo


Já são quatro meses sem entrar em campo profissionalmente, mas o torcedor não se esquece do eterno camisa 10. Fernandes disse que só agora descobriu o quanto fez pelo Figueirense. E é por esse carinho que recebe diariamente nas ruas que o ex-meia espera poder ajudar o Alvinegro no futuro. “Onde ando na rua recebo um carinho muito grande. Recebia antes, mas quando estamos em atividade não temos dimensão do que fizemos pelo clube. Sou um privilegiado por toda a história que acabou sendo feita. Ainda alimento esse sonho de voltar e ajudar o Figueirense”, comentou.

Fernandes ficou feliz com a ligação de Vinícius Eutrópio pedindo que ele integrasse a comissão técnica do Figueirense, mas não aceitou e explicou para o treinador os seus motivos. O ídolo não quis ser usado pela diretoria como um “agrado” à torcida alvinegra, que pedia a saída do vice-presidente de futebol Marcos Moura Teixeira. “Ele não sabia. Não é só o Teixeira. Não confio nessas pessoas. Se eles tivessem esse sentimento de me querer no clube não teria nem saído. Não posso participar de uma gestão que não está sendo boa para o Figueirense”, afirmou.


Presidente?

Com muitas ideias na cabeça e disposto a ajudar o Figueirense, Fernandes espera nos próximos meses começar um curso de gestão desportiva. Humilde, o ex-meia falou que precisa se preparar antes de assumir uma função no clube. Ter sido um grande jogador não é a garantia de sucesso. “Fora de campo não sei nada. Tenho que aprender muito para entender realmente como funciona toda a área de gestão. Quero agregar conhecimento para desenvolver um bom trabalho. O Figueirense mudou a minha vida. Sou muito grato”, salientou.

Fernandes hoje não tem a pretensão de ser o presidente do Figueirense, mas não sabe o que pode acontecer no futuro. Aprovação da torcida, com certeza, ele teria, algo que pode acontecer também com Rogério Ceni no São Paulo. Independente do cargo, o ex-jogador não cansa de repetir que o seu objetivo é ajudar o Figueirense. “Se no futuro tiver essa chance, quero ajudar o Figueirense, seja como presidente ou qualquer função dentro do clube. Estou feliz em buscar novos caminhos e tem muitas possibilidades para acontecer”, informou.


Acesso é difícil

A última vez em que Fernandes esteve no Orlando Scarpelli foi para assistir o jogo contra a Chapecoense, no primeiro turno da Série B, no começo de junho. No CFT do Cambirela o ídolo não vai para “preservar algumas pessoas”. Ele prefere assim, torcer de longe para que o Figueirense conquiste o acesso, mas sabe que é difícil. Para o ex-meia, a consolidação do time no G4 dependerá do emocional dos atletas e do trabalho da comissão técnica.

“Depende dos jogadores se unirem e buscar uma sequência de vitórias e torcer por resultados adversos. Vivi isso em 2009. Jogava na sexta, entrava no G4, no sábado o adversário vencia e nos tirava. É uma pressão psicológica. Tem que vencer todos os jogos, precisa de uma força emocional muito grande. Tenho acompanhado os jogos pela televisão e o momento é esse. Se vencer o próximo jogo fora de casa, ganha nessa questão emocional”, declarou.

Publicidade

0 Comentários

Publicidade

Escolha seu time

  • Chapecoense
  • Criciúma
  • Figueirense
  • JEC
  • Avaí
Publicidade