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Favorito do skate na Olimpíada de Tóquio, Pedro Barros comenta polêmica sobre 'mainstream'

Ao lado dos Estados Unidos, o Brasil será a delegação com o maior número de skatistas nos Jogos

Folha de S.Paulo
São Paulo (SP)
09/04/2017 às 19H47
Manezinho Pedro Barros foi seis vezes campeão dos X-Games - Flávio Tin/ND
Manezinho Pedro Barros foi seis vezes campeão dos X-Games - Flávio Tin/ND


GUILHERME SETO

Com sete medalhas de ouro, o Brasil teve seu melhor desempenho olímpico da história na Rio-2016. Com a entrada do skate pela primeira vez em Tóquio-2020, o país deverá contar com um novo favorito ao topo do pódio. O manezinho Pedro Barros, 22 anos, seis vezes campeão dos X-Games, principal campeonato de esportes radicais, deverá ser um dos representantes nacionais da modalidade.

"O Brasil sempre teve skatistas de muito talento e força. Não será diferente na Olimpíada. Mas ainda está muito longe, e por isso procuro não pensar muito. Quero representar o Brasil bem, esperando que o skate mantenha sua essência", disse. A discussão sobre a corrupção da essência do skate pelo espírito olímpico deve se arrastar até os Jogos.

Parte dos principais skatistas argumenta que a trajetória de contracultura do skate não combina com o formato da Olimpíada, e petições foram criadas na internet para protestar contra a inclusão. Pedro acha que é possível achar a conciliação. "Tem muita gente que diz isso, mas os próprios X-Games estão aí e são bem 'mainstream'. Acho que se o padrão de competição for mantido, não tem nada de mais", afirmou.

Na Olimpíada do Japão serão disputadas provas de skate nos estilos "street" e "park". Pedro pratica o segundo, que tem obstáculos construídos especialmente para a prática do skate, como rampas, paredes, e "bowls" ("bacias", inspiradas em piscinas vazias). Já o "street" mimetiza a paisagem urbana, com bancos, escadas, corrimãos e calçamento como espaços de manobras.

Impasse com as confederações

É improvável que Pedro Barros não esteja na Olimpíada de Tóquio por algum critério técnico. E não somente por suas qualidades. Ao lado dos Estados Unidos, o Brasil será a delegação com o maior número de skatistas nos Jogos (12).

Por outro lado, ele já disse no passado que considera não disputar a Olimpíada caso a CBSk (Confederação Brasileira de Skate) não participe. No momento, a CBHP (Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação) é a entidade representativa da modalidade na Olimpíada, já que a CBSk teve filiação negada pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) em dezembro. "Ainda estamos na briga", disse, explicando que não decidiu se abandonaria a participação caso fosse obrigado a disputar o evento pela CBHP.

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