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Ex-medalhista olímpico dá aula de natação e ajuda a fomentar esporte como saúde e educação

Gustavo Borges, com quatro medalhas olímpicas e quatro participações nos jogos, esteve em Florianópolis desenvolvendo um projeto que busca introduzir os valores do esporte às crianças

Diogo de Souza
Florianópolis
11/04/2018 às 11H36

Todo brasileiro que gosta de esporte já ouviu falar em Gustavo Borges. Se inicialmente o nome soar estranho, basta situar como o ex-nadador e medalhista olímpico do Brasil. Embora pareça algo distante na memória – sua última medalha olímpica veio há 18 anos, em Sidney-AUS – o ex-atleta segue inspirando gerações. Dezenas de crianças entre quatro e dez anos, praticantes da natação, estiveram reunidas em uma academia de Florianópolis, no bairro Trindade, para acompanhar o ídolo em uma demonstração envolvendo os quatro nados, além da ideia do esporte como sinônimo de saúde, educação e futuro.

Gustavo Borges em meio as crianças - Marco Santiago/ND
Gustavo Borges em meio as crianças - Marco Santiago/ND


Imagine a borda de uma piscina repleta de crianças sentadas, lado a lado, amparadas em centenas de pernas em movimento contínuo pra cima e pra baixo, denotando ansiedade e euforia. Esse era o cenário na tarde desta quarta-feira minutos antes da chegada do ex-nadador de 45 anos, Gustavo Borges.

“É uma gratidão pelo esporte, a gente trabalhar com a educação por meio da natação e quando a gente tem isso, trabalhamos o cidadão como um todo. O apoio dos pais para as crianças que buscam a atividade física é uma recompensa que vem do esporte. As medalhas, tudo o que foi conquistado, acaba tendo uma outra conotação quando a gente vê as crianças dessa forma”, justificou o paulista de Ribeirão Preto, apontando para a fileira de “perninhas” jorrando água.

Borges lidera um projeto para o desenvolvimento da natação, a partir de uma metodologia que busca introduzir os valores do esporte às crianças e incentivar a prática esportiva de uma forma geral.

“O esporte é caminho para várias coisas, educação, saúde e o esporte ajuda a pegar as crianças e dar visibilidade, tem um exemplo, um ídolo, uma pessoa que se torna uma meta. Se não conseguir repetir esse ídolo e chegar a uma olimpíada ou uma medalha, só a busca disso já é uma construção do ser humano”, acrescentou. 

Futuro do esporte “mais com menos”

Detentor de quatro medalhas olímpicas – duas de prata e duas de bronze – e quatro edições dos Jogos Olímpicos, Gustavo Borges falou sobre a participação do país nos Jogos do Rio, em 2016, onde concordou com resultado aquém da expectativa. “Terminamos a Olimpíada e não tivemos um resultado tão importante para natação brasileira. Temos que nos acostumar a fazer mais com menos investimento e entender que a Olimpíada não foi o fim, e sim o início de uma era”.

Sobre a edição de Tóquio, em 2020, Gustavo Borges lembrou que ainda faltam dois anos até lá e, dessa forma, alguns atletas devem amadurecer e fazer parte da equipe do País. “Temos uma base boa, terá uma renovação até lá, aliado aos mais experientes que também marcarão presença. Enfim, são dois anos e meio até lá e a expectativa é que tenhamos bons resultados”, finalizou.

Gustavo Borges - Marco Santiago/ND
Gustavo Borges - Marco Santiago/ND



Gustavo Borges

Paulista natural de Ribeirão Preto, Gustavo Borges tem 45 anos e é um dos maiores desportistas do País. Com quatro medalhas - duas de prata e duas bronze - e quatro edições dos jogos olímpicos -Barcelona/92, Atlanta/96, Sidney/00 e Atenas/04 - o ex-atleta também é o segundo maior medalhista brasileiro em jogos Pan-Americanos com 19 pódios.

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