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Domingo, 18 de Novembro de 2018
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Ex-goleiro do Floripa Futsal atuará ao lado de Falcão em evento na Índia

Carlos Espíndola, de 23 anos, foi campeão italiano na última temporada

Daniel Silva
Florianópolis

Com apenas 23 anos, o goleiro Carlos Espíndola tem muita história para contar. Já atuou na Espanha com o irmão gêmeo, o fixo Pedro. Se destacaram pela equipe do Floripa Futsal e cada um seguiu o seu rumo. Após um ano defendendo Orlândia-SP, Carlos seguiu o destino de Pedro e foi jogar na Itália, onde ganhou a Liga Nacional na última temporada com a equipe de Asti.

A partir desta sexta-feira (15), o goleiro começa outra aventura, desta vez na Índia. O país, que está investindo para entrar no circuito dos grandes eventos esportivos, estreia um campeonato teste de futsal com a presença de Ronaldinho Gaúcho e outros craques. 

Arquivo Pessoal/ND
Carlos interage com as crianças em Chennai


O sorteio das chaves aconteceu nesta terça-feira. O Premier Futsal, organizado por Figo e Falcão, terá seis equipes, divididas em dois grupos com três clubes. Cada um terá quatro tipos de atletas – indianos, jogadores de futsal, ex-atletas de futebol de campo e estrelas do freestyle. Carlos jogará pelo Chennai, time de Falcão.

O torneio ainda não é oficializado pela Fifa, mas o camisa 12 da seleção brasileira assinou por cinco anos com a Liga. “A tendência é levar o evento para os Estados Unidos se der certo por aqui também. Os profissionais são todos atletas de seleção, conhecidos. É mais para promover o futsal, não sei se será competitivo”, disse. 

Além de Ronaldinho, o Premier Futsal terá ainda Giggs, Crespo, Scholes e Salgado. Entre os atletas de futsal, o grande nome é o goleiro espanhol Luis Amado, do Inter Movistar. Sem saber o que esperar da competição, Carlos ressaltou a oportunidade de enfrentar lendas do esporte.

“Me espelho muito no Luis Amado, quero falar com ele. É o meu exemplo dentro de quadra e me disseram que ele é uma ótima pessoa. Nunca tinha tido um contato tão perto com o Falcão e jogar no time dele e no meio dessas feras que brincava no videogame é indescritível”, comentou. 

 “Contraste absurdo” 

Espíndola e todos os outros jogadores estão em um hotel cinco estrelas de Chennai, a quarta maior cidade do país, no extremo sul da Índia. Entre os treinos e “resenha” em português, italiano, espanhol e um pouco de inglês, o goleiro reserva um tempo para conhecer a região. O atleta se impressionou com a desigualdade e social e está pensando em interromper a viagem que tinha programado pelo país depois do fim da competição. 

“O contraste é absurdo. Demos uma volta pela cidade para conhecer os templos. A miséria é grande. Tinha ido para o sul da Ásia, Tailândia, Camboja e Vietnã. Eu não sabia que era assim. Minha intenção era ficar mais três semanas, ir para o Norte da Índia, mas não sei se consigo fazer isso. É muito triste sair na rua e ver a pobreza, faz um mal. A cidade parece que sofreu um apocalipse, construções abandonadas e muita sujeira”, contou.

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