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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Ex-ginasta Lais Souza é homenageada em evento de moda inclusiva em Florianópolis

Ex-atleta ficou tetraplégica após acidente de esqui em janeiro de 2014, nos Estados Unidos

Matheus Joffre
Florianópolis

Convidada de honra do 4º Prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva, que ocorreu nesta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa de Florianópolis, a ex-ginasta Lais Souza contagiou o ambiente com sua simpatia e alto astral.

“Seria ótimo se eu participasse de um evento de inclusão como este por mês e pudesse dividir minhas experiências para ajudar outras pessoas com as mesmas dificuldades que as minhas. É bom reunir todo mundo juntinho assim, ainda mais nesse frio”, brincou a homenageada.

Marco Santiago/ND
Lais Souza com o paratleta manezinho Giovani de Pinho


Lais Souza ficou tetraplégica após sofrer um acidente enquanto esquiava em Park City, nos Estados Unidos, durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, em janeiro de 2014. A ex-ginasta fraturou a terceira vértebra (C3) da coluna cervical, perdeu os movimentos do pescoço para baixo e teve que se readaptar a uma nova rotina.

Hoje, aos 27 anos, ela conta com a ajuda de seu cuidador e fiel escudeiro, William Campi, para se locomover com a cadeira de rodas e realizar funções básicas como comer, escovar o cabelo ou passar um brilho nos lábios.

As sessões de fisioterapia são diárias. Lais também fez um tratamento com células-tronco, nos Estados Unidos, e estuda a possibilidade de realizar uma segunda etapa do processo. Mas, para ela, o principal é manter a mente sã e acreditar na recuperação.

“Acho que o principal é sempre pensar de forma positiva, nunca se deixar abater. Eu acredito muito que, aos poucos, vou recuperar meus movimentos. Mas para isso acontecer, eu primeiro preciso acreditar nisso”, ressaltou.

Lais vai participar do revezamento da tocha olímpica em São Paulo e aguarda um convite para assistir aos Jogos Olímpicos do Rio. Uma volta ao esporte não está descartada pela ex-ginasta, que está se acostumando com a ideia de migrar para a bocha adaptada. 

“Pelo tipo de lesão que eu tenho, seria uma das poucas possibilidades. Mas não quero nada de atropelo. Por enquanto, estou bem feliz em participar do revezamento da tocha e espero acompanhar e conviver com as meninas da ginástica nos Jogos”, projetou.

Paratleta manezinho busca índice olímpico

O paratleta manezinho Giovani de Pinho, 38, também foi homenageado na Alesc. O remador do Clube de Regatas Aldo Luz ainda busca o índice olímpico para os Jogos Paralímpicos do Rio do Janeiro.

Giovani sofre de uma doença degenerativa que atrofia, principalmente, os membros inferiores e teve que recomeçar seu ciclo olímpico do zero, após trocar de categoria por conta de um avanço da enfermidade.

“Ficou constatado que quando chegava na metade da prova, eu não conseguia mais fazer o movimento da lombar, porque ela engessava”, explicou.

Marco Santiago/ND
Giovani de Pinho e Lais Souza foram homenageados na Alesc


O paratleta pensou em desistir do esporte de alto rendimento e remar apenas por lazer e qualidade de vida, mas ganhou o patrocínio da Flex Contact Center – uma empresa de telemarketing com atuação em várias cidades do Estado e em São Paulo , no fim do ano passado, e viu o sonho olímpico seguir vivo.

“Eu já tinha aceitado a ideia de parar, mas surgiu esse patrocínio da Flex. Consegui comprar um barco e remos adaptados, porque antes eu treinava em barcos normais. Mas se eu não conseguir a classificação agora para o Rio, logo começa outro ciclo olímpico. O importante é não parar de sonhar”, ressaltou.

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