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Empresário anda 39 quilômetros ao lado do filho para ver jogo do Figueirense neste sábado

Morador do bairro Ingleses do Rio Vermelho saiu de casa às 8h03min, e chegou ao estádio Orlando Scarpelli às 14h46min; caminhada foi o pagamento de uma promessa

Michael Gonçalves
Florianópolis
21/05/2017 às 12H21
Valdinei Secco e o filho, Luan Fellype Secco, percorreram 39 quilômetros até o estádio Orlando Scarpelli - Daniel Queiroz/ND
Valdinei Secco e o filho, Luan Fellype Secco, percorreram 39 quilômetros até o estádio Orlando Scarpelli - Daniel Queiroz/ND


Aos 10 anos, o estudante Luan Fellype Secco tem uma aventura para contar quando voltar à sala de aula nesta semana na Escola Intendente José Fernandes, no Norte da Ilha, em Florianópolis. Neste sábado (20), ele saiu de casa no bairro Ingleses do Rio Vermelho e, na companhia do pai, o empresário Valdinei Secco, percorreu 39 quilômetros até o estádio Orlando Scarpelli, no bairro Estreito, para assistir ao jogo do Brasileirão da Série B entre Figueirense e Náutico. O desafio foi o pagamento de uma promessa do pai, que teve início às 8h03min, e terminou às 14h46min, na bilheteria. Enquanto Valdinei andava e corria, o filho pedalava na bicicleta que foi doada na chegada ao estádio. Após a a vitória Alvinegra por 3 a 0, a família recebeu os cumprimentos do técnico Márcio Goiano e do zagueiro Bruno Alves.

Emocionado, Valdinei completou o percurso ao lado filho com dores nos pés. “Quando fiz a segunda cirurgia nos meus joelhos, prometi que faria essa caminhada, porque estava desacreditado em voltar a jogar bola no amador. Fiquei feliz quando o meu filho quis me acompanhar, porque como todo jovem passa muito tempo na internet e para apreender que é preciso se esforçar para alcançar os nossos objetivos”, observou.

A caminhada começou na Estrada Dário Manoel Cardoso e aconteceu em um dia nublado, mas como uma chuva fraca pelo trajeto. Eles passaram por três rodovias estaduais: Rodovia João Gualberto Soares, SC-403 e SC-401. Boa parte do trecho não tem calçada e o empresário informou que passou momentos de tensão nas proximidades do bairro Cacupé. Felizmente, eles concluíram o percurso com quatro paradas sem nenhum incidente grave.

Luan, que está no 5º ano do Ensino Fundamental, ficou com as marcas da aventura pelo corpo. “Quando o meu pai sentia dores eu dava uma força, assim como ele me incentivou quando reclamei das bolhas nas mãos. Esse dia ficará gravado para sempre na minha memória”, afirmou o menino que sonha em ser um atleta profissional do futebol.

A família Secco voltou de carro com a matriarca Elaine, 37, e com o filho Lucas, seis anos, até o Norte da Ilha.

Após o desafio, Luan fez a doação da bicicleta para um projeto social da Prainha - Daniel Queiroz/ND
Após o desafio, Luan fez a doação da bicicleta para um projeto social da Prainha - Daniel Queiroz/ND


Bicicleta foi doada para projeto social da Prainha

Quando a família Secco chegou ao estádio Orlando Scarpelli, o pequeno Luan fez a doação da bicicleta para um projeto social da Prainha, em Florianópolis. O jovem demonstrou que também pensa no próximo e presentou o projeto do auxiliar administrativo Luiz Taffarel de Souza Lopes, 28, que trabalha com 60 jovens, de seis a 16 anos. “É importante que ele pense também nas crianças que não têm as facilidades que ele possui. Eu fui criado na roça em Tunápolis [Extremo Oeste catarinense] e não tínhamos tantas opções. Hoje, normalmente as pessoas pensam apenas nelas mesmas”, contou o empresário Valdinei Secco.

O projeto de futebol no gramado de acesso ao Túnel Antonieta de Barros acontece todos os sábados, a partir das 10h. “Vamos avaliar as crianças que não têm uma bicicleta e possuem uma situação de fragilidade financeira. Quero agradecer ao Valdinei e dar ao parabéns ao Luan pelo gesto de amor ao próximo”, afirmou o auxiliar administrativo.

Família é recebida pelo zagueiro Bruno Alves, ídolo do jovem Luan

Após a vitória maiúscula sobre o Náutico por 3 a 0, a família Secco foi homenageada pelo Figueirense com vários brindes e uma visita especial. O jovem Luan realizou o sonho de conhecer de perto do ídolo Bruno Alves, que é um dos zagueiros do Furacão do Estreito, com abraço apertado. O defensor ouviu a aventura do empresário Valdinei e do filho Luan Secco.

”É gratificante quando a gente recebe tanto carinho da torcida, ainda mais após um esforço desse tamanho. Fizemos um bom jogo e dedico à vitória a essa bela família alvinegra. Para ajudar o projeto social na Prainha, também me coloco à disposição para doar uma camisa oficial do Figueirense”, prometeu o zagueiro, que assinou as camisas dos irmãos Luan, 10, e Lucas, seis anos.

A mãe Elaine também estava emocionada com tanto carinho da assessoria de imprensa alvinegra. Ela foi a responsável pelo resgate na carona de volta. Elaine revelou que estava preocupada, porque parte do trajeto não tem calçada e acostamento. “Quando o Valdinei disse que iria tudo bem, mas quando comentou que o Luan também participaria da aventura fiquei com receio. O importante é que tudo deu certo e comprovamos que temos pé quente”, brincou.

Bruno Alves recebeu o empresário e os filhos Lucas e Luan - Daniel Queiroz/ND
Bruno Alves recebeu o empresário e os filhos Lucas e Luan - Daniel Queiroz/ND



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