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Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018
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Em entrevista exclusiva, Gabriel Medina afirma que título mundial será resposta aos críticos

Perto de fazer história e se tornar único brasileiro campeão mundial de surfe, paulista de apenas 20 anos admite que título teria um gosto especial e que tem pessoas que falam demais

LANCE!NET

Viajar pelo mundo, conhecer pessoas e ganhar dinheiro fazendo o que mais gosta. A rotina de Gabriel Medina passa a impressão de uma vida perfeita, desejada por qualquer um. Quando se está perto de entrar para a história e se tornar o primeiro brasileiro a faturar o Circuito Mundial de surfe (WCT), tudo fica melhor.

O preço que se paga? Ter cada passo monitorado pelos fãs nas redes sociais, até quando sua única vontade é aproveitar os momentos de lazer com os amigos, desde os menos famosos até nomes como o craque Neymar. E, às vezes, ter sua capacidade questionada.

Mas o paulista de apenas 20 anos mantém a tranquilidade que demonstra nas águas quando trata dos mais espinhosos temas ligados ao universo que escolheu. Em outubro, a revista australiana "Stab" publicou artigo colocando em questão se o mundo do surfe estaria pronto para ter um campeão brasileiro. Embora negue haver preconceito, ele admite que, em diversas ocasiões, ouviu críticas a seu trabalho em outros países.

Reprodução
Legenda

 

Em entrevista exclusiva ao LANCE!Net, parceiro do ND Esportes, durante evento da Gillette, uma de suas patrocinadoras, Medina disse que a vantagem sobre o australiano Mick Fanning e o americano Kelly Slater na etapa de Pipeline, no Havaí, entre 8 e 20 de dezembro, última da temporada, é apenas numérica. E tratou de muitos outros assuntos.

Confira a entrevista.

ND Esportes Lance!NET - Tem sido mais difícil lidar com a fama cada vez maior, com o título se aproximando?

Gabriel Medina - Está tranquilo. Tenho cuidado da minha vida e treinado. Estou liderando o ranking, bem próximo do título. Mas a vantagem é só na pontuação. Quero dar o meu máximo, treinar e chegar 100%.

ND Esportes Lance!NET - E o assédio dos fãs? Acha que deve haver algum limite?

Medina - Serve de motivação ver que tem bastante gente torcendo por você. Eu me sinto melhor com a torcida. Tenho visto as mensagens que mandam, a galera torcendo. É algo gigante. Isso me motiva. Não é uma coisa que me atrapalha, não.

ND Esportes Lance!NET - Recentemente, você esteve em Barcelona e visitou o Neymar. Algumas pessoas, ao virem a foto de vocês, disseram que esse tipo de coisa poderia te tirar o foco. Como responde a eles?

Medina - Esse tipo de comentário sempre vai existir. Vai ter crítico, vai ter a galera que não tem nada para fazer falando isso. Faz parte do dia a dia. E não ligo.

ND Esportes Lance!NET - Já sentiu que duvidaram de você profissionalmente

Medina -  Várias vezes. Em algumas etapas, em algumas baterias. Tem campeonatos que acham que você não vai conseguir ganhar, e é legal quando você mostra algo diferente do que imaginavam. Acaba surpreendendo essas pessoas.

ND Esportes Lance!NET - Sente que há preconceito contra brasileiros no surfe?

Medina -  Acho que não. Viajo para lugares incríveis, posso competir com os melhores do mundo. Não tenho nada do que reclamar. É um sonho.

ND Esportes Lance!NET - Então como explica o questionamento feito pela revista australiana?
Às vezes as pessoas falam coisas demais. Estou brincando, mas sempre vai ter gente falando mal, com você ganhando ou perdendo.

ND Esportes Lance!NET - Como era o Gabriel Medina aluno nos tempos de colégio?

Medina - No começo, eu tirava notas boas. Mas depois foi complicando. Eu bagunçava bastante, como qualquer moleque, e fazia minhas coisas também, fazia minhas lições. Consegui terminar o colegial, apesar das minhas viagens. Fui aluno médio.

ND Esportes Lance!NET - O que você pode falar do Victor Ribas, melhor brasileiro no WCT até hoje? Se conhecem?

Medina - Não conheço muito bem. Sei que foi o melhor brasileiro até hoje, e conversamos algumas vezes, mais quando ele ainda competia. Também não assisti muito ele surfar, porque é de muitos anos atrás. Eu era novo. Parece ser um cara gente boa.

ND Esportes Lance!NET - Algum surfista brasileiro serve de inspiração para você?

Medina - Assisti bastante ao Adriano de Souza e ao Fábio Gouveia.

ND Esportes Lance!NET - E como é sua relação com Mick Fanning e Kelly Steler?

Medina - O Mick eu conheço mais, porque a gente tem o mesmo patrocínio (Rip Curl) e a gente normalmente fica na mesma casa nas etapas. Eu assistia a eles na internet, na TV, lia nas revistas. Hoje, estou tendo essa oportunidade de disputar o título mundial contra eles. É engraçado tudo isso. Com o Kelly eu falo mais nas etapas mesmo. Ele também é um cara gente boa, tranquilo, e é uma lenda no esporte.

ND Esportes Lance!NET - O que achou do Slater quebrando a prancha após a derrota em Peniche

Medina - Acontece, né? Cada um age de um jeito. Eu também fico triste. Dá vontade de socar qualquer coisa que você vê na frente. Eu entendo ele, deve ter ficado bravo. Não sei se eu chegaria ao ponto de fazer o mesmo. Até hoje não me deu vontade.

ND Esportes Lance!NET - O que gosta de fazer quando não está surfando? Com o Neymar você jogou pôquer...

Medina - É, eu gosto de jogar pôquer, mexer na internet, andar de skate às vezes, brinco bastante com meus cachorros (são quatro) quando estou em casa, levo minha irmã na escola. Minha irmã vai viajar e sempre traz um cachorro. Na maioria das etapas a família está presente. Só não dá para levar todos.

ND Esportes Lance!NET - Hoje você está solteiro. Quando acabar a temporada, as mulheres poderão se animar?

Medina - Acho que sim, ainda mais ganhando o título mundial, né? Se eu conseguir, vou ficar mais bonito (risos).

 

Assista vídeo da entrevista

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