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Edição de 2018 da Maratona Internacional de Florianópolis deve usar Beira-Mar Continental

Após trânsito intenso, organizadores e poder público estudam saída da Beira-Mar Norte e mudança para área continental

Matheus Joffre
Florianópolis
28/08/2017 às 23H29

Já virou rotina. A cada grande evento esportivo realizado em Florianópolis volta à tona a discussão sobre a estrutura da cidade para receber tais eventos, os problemas de mobilidade da Capital e o impacto sobre a população. No último domingo (27), a Maratona Internacional de Florianópolis reuniu 6 mil competidores e provocou congestionamento em alguns pontos da Ilha, principalmente na avenida Beira-Mar Norte e na região da UFSC, onde tinha um concurso público do TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

Maratona Internacional de Florianópolis levou 6 mil competidores para as ruas da Capital - Gabriel Heusi/Heusi Action/Divulgação/ND
Maratona Internacional de Florianópolis levou 6 mil competidores para as ruas da Capital - Gabriel Heusi/Heusi Action/Divulgação/ND


Mas apesar dos transtornos no trânsito, o retorno de um evento deste porte para a cidade é inegável. Segundo a Secretaria Municipal de Turismo, a rede hoteleira da Capital registrou 12 mil diárias desde quinta-feira – quando começou a entrega dos kits – até domingo. Já os organizadores da prova estimam que Florianópolis teve um lucro de R$ 5 milhões com a Maratona Internacional – o Ironman, que já teve 17 edições em Floripa, traz R$ 20 milhões. “Agosto é uma época de extrema sazonalidade e um evento como este movimenta não só a rede hoteleira, como o comércio, o setor gastronômico, aquece toda a economia da cidade”, destacou o superintendente de turismo Vinícius De Luca.

Para tentar minimizar o impacto para a edição de 2018, que deve ocorrer no dia 26 de agosto, promotores do evento e poder público já estudam algumas melhorias. A principal delas passaria pela mudança no trajeto, que deixaria de utilizar a avenida Beira-Mar Norte e se valeria da Beira-Mar Continental e de uma das faixas das pontes Pedro Ivo e Colombo Salles. “O impacto seria muito menor se utilizássemos as pontes, uma faixa para ir e outra para voltar, e a Beira-Mar Continental. Cada passagem nossa na ponte deixaríamos de utilizar 4 km na Via Expressa Sul. Domingo de manhã o fluxo nas pontes não é intenso e as liberaríamos o mais cedo possível. Seria mais atrativo para os atletas e teria um impacto menor”, explicou Leonardo Silvano, um dos organizadores da Maratona Internacional de Florianópolis.

“Precisamos que Floripa abrace nosso evento”, diz organizador

Silvano reconheceu problemas na prova, como alguns gargalos da cidade e a demora na liberação das vias devido ao atraso do pessoal da limpeza. Mas, segundo ele, o maior problema foi a realização do concurso do TRT no mesmo dia. O jogo do Avaí com a Chapecoense na Ressacada, inicialmente marcado para as 11h, foi transferido para as 19h, por exemplo.

Para evitar possíveis choques de agenda, o empresário sugeriu, inclusive, a criação de um calendário de eventos único para a Prefeitura. “A discussão é válida. Queremos transformar a Maratona Internacional na maior prova do Sul do Brasil em cinco anos. Mas para isso precisamos que Floripa abrace nosso evento. Queremos que seja como em Nova Iorque, que a população vá para as ruas ver os atletas, que participe da prova. Claro que sabemos que temos que dar uma contrapartida para a cidade. Foram R$ 5 milhões de lucro para Florianópolis, mas queremos mais e evitar esse desgaste no dia seguinte à prova”, ressaltou.  

Eventos têm saído da Beira-Mar Norte

Desde o ano passado, alguns eventos já têm deixado a avenida Beira-Mar Norte, principal via da cidade. Em 2016,  a Parada da  Diversidade passou a ser realizada na Beira-Mar Continental.

Segundo a secretária de segurança e comandante da Guarda Municipal Maryanne de Mattos, esta mudança será uma prática da nova gestão da prefeitura. “Nós temos mudado os eventos da Beira-Mar Norte, porque realmente prejudica muito trânsito. Neste caso específico da Maratona Internacional, como nós pegamos a negociação já em andamento não conseguimos mudar o trajeto. E até por ser um evento internacional, que traz muitos benefícios para  a cidade, mantivemos como estava, mas para o próximo ano vamos sentar e conversar com os organizadores para pensar em soluções para diminuir oi impacto na mobilidade da cidade”, afirmou.

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