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Do penta do Brasil ao tetra alemão: equilíbrio marca as decisões de mundiais no século 21

França e Croácia decidem neste domingo (15), em Moscou, o quinto campeão mundial do século, para quem vai sua torcida?

Ian Sell
Florianópolis
13/07/2018 às 13H51

Neste domingo (15) França e Croácia definem o título de maior relevância no futebol mundial. A Copa do Mundo é o desejo dourado de todo jogador de futebol, levar a sua seleção, representar o seu país em uma final de mundial é o ponto alto para qualquer atleta. A França faz a sua terceira final na história, venceu o Brasil por 3 a 0 em 1998 e perdeu para a Itália nos pênaltis após empate em 1 a 1 no tempo normal no mundial da Alemanha, em 2006. Mbappe, Pogba e Griezmann tentam fazer história e colocar a promissora geração de volta no topo. Já a Croácia chega em uma final na primeira vez em sua história, após bater na trave e cair nas semis para a mesma França em 1998 com a geração do artilheiro Suker. Após uma copa de alto nível, Modric, Rakitic, Perisic e cia tentam pintar a zebra de vermelho e branco para o mundo todo ver.

 A Croácia fez história ao bater a Inglaterra por 2 a 1, de virada, com um gol no tempo normal e outro na prorrogação. Perisic foi um gigante, importantíssimo para o empate, e Mandzukic fez o gol que colocou a equipe na final contra a França. Veja a avali -  AFP
A Croácia fez história ao bater a Inglaterra por 2 a 1, de virada - AFP


As finais de Copas do Mundo no século 21 foram marcadas por muito equilíbrio, com exceção de 2002 quando o Brasil bateu a Alemanha por 2 a 0 no tempo normal, 2006, 2010 e 2014 foram para a prorrogação para definir seus campeões. 2006 foi além, o vencedor foi definido apenas nas cobranças de pênalti tamanho foi o equilíbrio durante os jogos. Separamos as finais de Copas desse século para você relembrar, confira:

2002 - A superação de Ronaldo e o pentacampeonato do Brasil

A história do mundial da Coréia e Japão, em 2002, traz muito orgulho ao torcedor brasileiro. Apesar dos vários craques no time, a seleção chegava desacreditada por ter conquistado uma classificação pra lá de suada na última rodada das eliminatórias com um vitória por 3 a 0 contra a Venezuela em São Luís (MA). Vanderlei Luxemburgo, Leão e Luiz Felipe Scolari treinaram a seleção em um curto período de tempo. Como um time tão bagunçado poderia ser campeão do mundo? Ronaldo vinha de duas seríssimas lesões no joelho, parando por quase 2 anos, Felipão acreditou no craque, barrou Romário (motivo de muitas reclamações na época) e conduziu o Brasil ao penta na chamada "Família Scolari".

O Brasil fez uma campanha perfeita no mundial, 7 vitórias em 7 jogos com Ronaldo artilheiro da competição com 8 gols. Encarou Turquia (2x1), China (4x0) e Costa Rica (5x2) na primeira fase e Bélgica (2x0), Inglaterra (2x1) e Turquia (1x0) no mata-mata antes de chegar à final contra a Alemanha. Os alemães chegavam com a muralha Oliver Kahn, considerado o melhor goleiro do mundo na época. Após um primeiro tempo em 0 a 0 onde o Brasil foi melhor, Kléberson acertou o travessão e Ronaldo perdeu duas grandes chances, no segundo tempo a seleção finalmente marcou e com uma colaboração de luxo de Kahn. Aos 22, Rivaldo recebeu passe da direita, ajeitou e bateu colocado, Kahn bateu roupa e Ronaldo não perdoou, o melhor goleiro do mundo falhava, 1 a 0 Brasil. A seleção suportou a pressão dos alemães e aos 34 fechou o placar, passe de Kléberson, corta luz de Rivaldo, chute de Ronaldo, 2 a 0 Brasil, o único pentacampeão do mundo.

Brasil 2 x 0 Alemanha (30/06/2002) - Estádio Internacional de Yokohama, Japão

BRASIL: Marcos; Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafú, Gilberto Silva, Kléberson e Roberto Carlos; Ronaldinho Gaúcho(Juninho Paulista), Rivaldo e Ronaldo(Denílson). Téc: Luis Felipe Scolari

ALEMANHA: Kahn; Linke, Ramelow, Metzelder e Frings; Hamann, Jeremies (Asamoah), Schneider e Bode (Ziege); Neuville e Klose (Bierhoff). Téc: Rudi Völler

GOLS: Ronaldo(BRA) aos 22' e 34', do segundo tempo

 1º) Maior artilheiro do Brasil em Copas, Ronaldo marcou 15 gols em 19 partidas: quatro gols na França-98, oito gols na campanha do penta, em 2002, e mais três gols na Alemanha-2006.  -  (Foto: AFP/DAMIEN MEYER)
O retrato da final, Ronaldo comemora o gol brasileiro enquanto Kahn fica no chão (Foto: AFP/DAMIEN MEYER)


2006 - A "copeira" Itália decide nos pênaltis

A Itália foi precisa no mundial de 2006, na Alemanha. Marcada por uma forte defesa e um futebol 'nem tão bonito assim', a geração de Pirlo, Del Piero, Totti, Buffon e Cannavaro obteve 5 vitórias e 2 empates na campanha daquele ano. Passou por Gana (2x0), Estado Unidos (1x1) e República Tcheca (2x0) na primeira fase, Austrália (1x0), Ucrânia (3x0) e a anfitriã Alemanha (2x0) antes da decisiva final contra a França, em Berlim. A final foi um jogo duro, pegado com a França saindo na frente em cobrança de pênalti (com um sangue frio e tanto) de Zidane, o craque daquele mundial, batendo de cavadinha, a bola ainda tocou no travessão antes de entrar. O zagueirão Materazzi empatou 12 minutos de cabeça, 1 a 1 ainda no primeiro tempo. O empate se manteve no placar e a partida foi para a prorrogação.

Zidane, o craque da Copa, a referência francesa perdeu a cabeça nos minutos finais da prorrogação. Materazzi provocou, Zidane reagiu e deu a famosa cabeçada no peito do zagueiro, o árbitro argentino Horácio Elizondro viu, era o fim do mundial para o camisa 10 da França. Nos pênaltis a Itália foi melhor, convertou as 5 cobranças que bateu, a França perdeu com Trezeguet e viu o sonho do bi campeonato ir embora quando o italiano Fábio Grosso converteu o último pênalti e levou o tetra para a Itália.

Itália 1 (5) x (3) 1 França (09/07/2006) - Estádio Olímpico de Berlim, Alemanha

ITÁLIA: Buffon; Zambrotta, Cannavaro, Materazzi e Grosso; Perrotta(Iaquinta), Gattuso, Camoranesi(Del Piero) e Pirlo; Totti(De Rossi) e Luca Toni. Téc: Marcello Lippi

FRANÇA: Barthez; Sagnol, Thuram, Gallas e Abidal; Makelele, Viera(Diarra), Malouda e Zidane; Ribery(Trezeguet) e Henry(Wiltord). Téc: Raymond Domenech

GOLS: Zidane(FRA) aos 7' e Materazzi(ITA) aos 19' do primeiro tempo

O lance capital, Zidane acerta cabeça em Materazzi e é expulso - JOHN MACDOUGALL/AFP/GETTY IMAGES
O lance capital, Zidane acerta cabeçada em Materazzi e é expulso - JOHN MACDOUGALL/AFP/GETTY IMAGES


2010 - O futebol bonito da Espanha enfim vence

Quantas vezes você ouviu a frase: "A Espanha jogou como nunca e perdeu como sempre"? Em 2010, enfim, foi diferente. Comandado por Vicente Del Bosque o time espanhol vinha de uma brilhante Eurocopa em 2008 onde venceu a Alemanha por 1 a 0 na final, com gol de Fernando Torres. A campanha vitoriosa de Iniesta, Xavi, Villa e cia começou com um susto e tanto na África do Sul, na estreia uma derrota frustrante para a Suíça por 1 a 0.

O time espanhol superou seus traumas e no jogo seguinte se recuperou, venceu Honduras (2x0) e Chile (2x1) ainda na primeira fase. Na fase de mata-mata venceu Portugal (1x0), Paraguai (1x0) e Alemanha (1x0) antes de chegar a final inédita contra os holandeses. A final foi um jogo truncado, Robben e Villa perderam chances claras para os dois lados e deixaram o placar em 0 a 0. A partida se encaminhava para um disputa de pênaltis, até Fábregas achar passe preciso para Iniesta aos 12 do segundo tempo da prorrogação, o camisa 6 espanhol fuzilou Stekelenburg, era enfim o título da geração de ouro da Espanha.

Holanda 0 x 1 Espanha (11/07/2010) - Estádio Soccer City, em Johanesburgo, África do Sul

HOLANDA: Stekelenburg; Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen, Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel, De Jong (Van der Vaart), Sneijder; Kuyt (Elia), Van Persie e Robben. Téc: Bert Van Marwijk

ESPANHA: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puuyol, Capdevilla; Xabi Alonso (Cesc Fabregas), Busquets, Xavi, Iniesta; Pedro (Jesús Navas) e Villa (Torres). Téc: Vicente del Bosque

GOLS: Iniesta(ESP), aos 12' do segundo tempo da prorrogação

 Em 2010, Espanha venceu a Holanda na final -  (Foto: KERIM OKTEN / STR)
Em 2010, a Espanha venceu a Holanda na final - (Foto: KERIM OKTEN / STR)


2014 - O talento alemão para levar o tetracampeonato

A Alemanha vinha como uma das favoritas para levar o caneco na Copa do Mundo no Brasil. O time de Joachim Löw tinha talentos como Toni Kroos, Müller, Klose e Lahm, craques em todos os setores do campo. A campanha alemã começou com uma goleada para cima de Portugal, Cristiano Ronaldo não viu nem a cor da bola nos 4 a 0 impostos na Fonte Nova. A Alemanha ainda empatou com Gana em jogo duríssimo (2x2) e venceu os Estados Unidos (1x0) na primeira fase do mundial. No mata-mata venceu a Argélia (2x1), França (1x0) e o Brasil, que você deve se lembrar bem o que houve. Um 7 a 1 acachapante, uma aula de futebol coletivo e a consagração de uma geração excelente.

A final contra a Argentina de Messi foi um jogo duríssimo no Maracanã, Higuaín teve chance claríssima após 'presente' dado por Kroos e não aproveitou. O 0 a 0 se estendeu até o fim do tempo normal e mais uma Copa do Mundo foi decidida em uma prorrogação. Já na segunda etapa complementar, o 'iluminado' Mario Götze, que havia entrado no lugar de Klose, recebeu passe da esquerda, dominou no peito e fuzilou de voleio contra o gol de Romero, 1 a 0 Alemanha, era o tetracampeonato.

Alemanha 1 x 0 Argentina (13/07/2014) - Estádio Jornalista Mário Filho (Maracanã), Rio de Janeiro, Brasil

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Schweinsteiger e Kramer (Schurrle); Muller, Kroos e Ozil (Mertesacker); Klose (Gotze). Téc: Joachim Löw

ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia, Enzo Pérez (Gago) e Messi; Lavezzi (Aguero) e Higuaín (Palacio). Téc: Alejandro Sabella

GOLS: Mario Götze(ALE), aos 7' do segundo tempo da prorrogação 

 A Alemanha é a recordista no quesito. Os sempre fortes germânicos terminaram 13 vezes entre os quatro melhores da Copa, com quatro títulos conquistados, em 1954, 1974,1990 e 2014 (foto)  -  (Foto: Paulo Sergio/Lancepress!/AFP)
A Alemanha conquistou o tetra no Maracanã e encantou o mundo - (Foto: Paulo Sergio/Lancepress!/AFP)

 

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