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Sábado, 15 de Dezembro de 2018
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Do mundo para o Scarpelli

Um pouco mais sobre a vida de Branco, novo técnico do Figueirense e um dos atletas que emocionou o mundo na Copa de 94

Liana Coelho
Florianópolis
Rosane Lima/ND
Branco já conheceu o gramado do Orlando Scarpelli

Com a responsabilidade de repetir ou até de superar a boa campanha do técnico Jorginho à frente do Figueirense no Campeonato Brasileiro, Cláudio Ibraim Vaz Leal, o Branco, chegou a Florianópolis na última terça-feira com muita vontade de trabalhar. Apresentado como novo treinador do Alvinegro, o gaúcho de 47 anos quer passar para dentro de campo e aos jogadores a mesma garra e determinação do lateral que se destacou com a camisa da seleção brasileira. Para isso, o desafio de assumir pela primeira vez a carreira de técnico de futebol foi lançado. 

Entrevista Branco

Como encara a responsabilidade de substituir Jorginho?

É uma responsabilidade muito grande, mas vou tentar melhorar tudo aquilo que ele fez, aprimorar o trabalho. Vamos trabalhar bastante para realizar isso. Sei que não vai ser uma tarefa fácil e só tenho a agradecer à diretoria do Figueirense por essa confiança.

Como surgiu o desejo de ser treinador?

Tinha vontade de comandar um time e já vinha amadurecendo isso na minha cabeça. Me preparei, viajei por diversos lugares, tenho a experiência de montagem de equipe, conhecimento do perfil do jogador e bagagem muito grande daquilo que fiz anteriormente nas funções que exerci.

Qual a principal dificuldade que vai encontrar nesse novo desafio?

A maior dificuldade vão ser os adversários. A gente vai trabalhar muito para que isso seja facilitado e para chegar às vitórias. De resto, acredito que não vou ter dificuldade nenhuma, muito pelo contrário. Vejo e vi pela conversa que tive com a diretoria que é uma equipe muito unida, uma gestão muito legal, um clube forte. Saíram alguns jogadores, mas outros vão chegar.

Como espera ser recebido pelo torcedor alvinegro?

Conheço bem o torcedor do Figueirense, já senti a torcida como adversário. É uma torcida muito grande, forte, apaixonada, que empurra o time. A gente vai precisar deles conosco lado a lado, para caminharmos juntos atrás de vitórias e conquistas.

O que o Branco “jogador” vai levar para dentro de campo com o elenco?

Vou trazer a mentalidade de vencedor que sempre fui dentro e fora de campo. Acho que o espírito é esse, é minha característica. Trabalhar a cabeça, a mentalidade, conquistar objetivos, tem que ter fome de jogar, temos que aproveitar esse momento nesse grande clube que é o Figueirense e marcar a história de todos aqui.

Quais foram às primeiras impressões sobre Florianópolis?

É uma cidade linda, maravilhosa e estou muito feliz de estar aqui. É muito quente também, têm muitas coisas parecidas com o Rio de Janeiro, lugar que morei e conquistei muitas coisas no Fluminense. Tenho certeza que vou me adaptar da melhor maneira possível.

Como classifica o auge de sua carreira?

O melhor momento da minha carreira foi a conquista da Copa do mundo de 94, que é o ápice de um atleta. Mas tive outros bons momentos também, como a Copa América, Campeonato Carioca, Campeonato Brasileiro com o Fluminense. O Campeonato Português também marcou, pois tive uma experiência linda na Europa.

Como descrever a emoção do gol contra a Holanda, pela Copa de 94?

Aquele gol significou toda a história de vida de uma carreira. Joguei três Copas e aqueles três segundos que levou até a bola entrar no gol significou e significa até hoje, a história da minha vida. Todo mundo, aonde quer que eu vá, em qualquer lugar do Brasil e do mundo, lembram daquele gol. Tanto é que toda e qualquer imagem que lembra 94, aparece esse lance. E teve um gosto a mais, pois como não teve gol em final - foi por pênaltis e até bati um, significou o gol do título e toda a minha história de vida.

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