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Deslocamento por van e moto, alimentação e planilha: Volta à Ilha exige logística complexa

Equipes começam a se planejar para correr a principal prova de revezamento da América Latina com cinco meses de antecedência

Matheus Joffre
Florianópolis
05/04/2017 às 19H48

Correr os 140 quilômetros do Revezamento Volta à Ilha exige planejamento a longo prazo. À medida que os grupos de corrida e assessorias esportivas vão tendo as vagas confirmadas, os coordenadores já começam a fazer a distribuição dos atletas em equipes de dois, oito ou até 12 corredores nas oito categorias diferentes da prova, que será disputada neste sábado, em Florianópolis.

Equipes fazem transporte dos atletas por vans, carros e motos de um trecho a outro - Daniel Queiroz/ND
Equipes fazem transporte dos atletas por vans, carros e motos de um trecho a outro - Daniel Queiroz/ND



Principal prova do gênero da América Latina, o Volta à Ilha é bastante cobiçado e possui um limite de 400 equipes. As vagas são definidas por pódios conquistados na edição anterior, participação em outros eventos da Eco Floripa – que organiza a corrida – durante o ano e por sorteio. “Até o fim do ano já sabemos quantas vagas teremos. A organização já começa cinco meses antes. A logística é 50% do Volta à Ilha. Selecionamos os atletas que vão compor os octetos, as duplas, decidimos quem irá correr cada trecho, fazemos uma planilha, mas a partir da metade da prova tem muitas variáveis que podem mudar o planejado, como lesão, cansaço ou o emocional”, explicou o coordenador Ricardo Sardá, 41, que está sempre com a prancheta nas maõs e terá nove equipes com 55 atletas.

A logística do transporte também é fundamental para o bom desempenho no Volta à Ilha. Cada equipe geralmente aluga uma van, que serve como suporte para os atletas durante a prova, mas o deslocamento dos corredores de um trecho a outro é realizado principalmente por moto. “Nós fomos os primeiros a usar moto no Volta à Ilha, há cinco anos. O trânsito estava completamente trancado e chamei um amigo que morava na Lagoa para levar um atleta da Joaquina ao Campeche porque com a van não chegaríamos a tempo para a troca. Hoje, é impossível fazer a prova sem moto. A van dá o suporte, é onde os atletas podem descansar, esticar as pernas, mas é a moto que faz a função”,  contou Andrea Teixeira, 50, que criou a primeira assessoria de corrida de Florianópolis, a Tribo do Esporte, em 2004.

As equipes também são responsáveis pela alimentação e hidratação dos atletas. Diferente de outras provas como a Meia-Maratona, que a cada 3 km tem um posto de hidratação, o Volta à Ilha não oferece água ou qualquer tipo de alimento para os participantes, a não ser na chegada e em pontos críticos, como o Morro do Sertão, na Tapera. “Este ano, vamos disponibilizar 400 garrafinhas de água, 100 de isotônico, 16 potes de paçoquinha, 15 caixas de gel. Mas cada atleta é responsável por sua alimentação”, ressaltou Sardá.

Equipe Tribo do Esporte é uma das mais tradicionais de Florianópolis - Marco Santiago/ND
Equipe Tribo do Esporte é uma das mais tradicionais de Florianópolis - Marco Santiago/ND



Planejamento para duplas é fundamental

A logística para as duplas no Volta à Ilha é ainda mais importante. Qualquer erro de planejamento pode comprometer a prova. O deslocamento é todo realizado por moto para evitar que um atleta complete um trecho e o outro ainda não esteja a postos para seguir adiante.

As duplas definem entre elas mesmas quais trechos cada integrante irá percorrer. Geralmente a escolha é baseada em quem correrá o trecho do Morro do Sertão, na Tapera, considerado o mais difícil de todo o trajeto. “Quem começa na largada, corre o Morro do Sertão. É o trecho mais difícil da prova. São 16,7 km de subida. No ano passado, eu fiz os trechos pares. Este ano, resolvi encarar o desafio”, contou Cristiano Araújo, 41, que conquistou o terceiro lugar em sua categoria no ano passado, ao lado do parceiro Leonardo Fernandes.

André Sardá, 39, irá correr pela primeira vez em dupla. Após integrar um octeto nas últimas edições, ele acredita que o lado psicológico será decisivo para o bom desempenho na nova categoria. “É claro que correr em dupla tem um desgaste físico bem maior, mas acho que o desgaste mental é ainda maior. A cabeça conta bastante porque tem alguns trechos que você corre praticamente sozinho, ali no Morro do Sertão e na Base Aérea, e se não estiver muito legal psicologicamente pode acabar desistindo”, ponderou.

André Sardá (à esq.) e Cristiano Araújo sabem a importância da logística para correr em dupla - Daniel Queiroz/ND
André Sardá (à esq.) e Cristiano Araújo sabem a importância da logística para correr em dupla - Daniel Queiroz/ND

Estimativa de recursos e alimentos da equipe Sardá para edição de 2017

1 van        

3 motos

13 carros

400 garrafas de água (200 litros)

100 garrafas de isotônico

52 kg de frutas (banana, tangerina e ameixa)

32 litros de refrigerante

16 potes de paçoca

15 caixas de gel

13 kits de primeiros socorros

13 caixas térmicas com gelo

Lanche (cada um dos 55 atletas leva o seu)

 

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