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Desde 2012 em São José, espanhol Campano é favorito à 2ª etapa do Brasileiro de Motocross

Após o vice em 2016, piloto quer aproveitar corrida "em casa" para retomar a hegemonia nas pistas nacionais e busca o tetracampeonato brasileiro

Matheus Joffre
Florianópolis
28/07/2017 às 19H36

O espanhol Carlos Campano, 32, é um dos principais responsáveis pela evolução no motocross brasileiro nos últimos anos. Campeão mundial na categoria MX3 em 2010, o piloto, que hoje corre na MX1, se mudou para São José, na Grande Florianópolis, em 2012 para fazer parte da equipe Yamaha Geração. De lá pra cá, conquistou três títulos brasileiros, um Arena Cross, uma Copa do Brasil e uma Superliga.

Espanhol Carlos Campano é um dos principais nomes do motocross brasileiro - Flávio Tin/ND
Espanhol Carlos Campano é um dos principais nomes do motocross brasileiro - Flávio Tin/ND


No ano passado, Campano acabou caindo nas duas provas da final e terminou com o vice-campeoanato. Mas o espanhol está disposto a recuperar a hegemonia nas pistas nacionais e é um dos favoritos para faturar a segunda etapa do Brasileiro de Motocross, que ocorre neste fim de semana, no Motódromo Marronzinho, em São José. “É uma pista que gosto muito, a que mais treinei. Moro aqui do lado, é a nossa pista de treino, conheço todas as retas, mas corrida é diferente. A gente está acostumado a treinar com dez, 15 caras e agora vai ter 80, 90 andando na pista, mas espero fazer uma boa corrida e assumir a liderança”, projetou o piloto, que é o terceiro colocado no ranking com cinco pontos atrás do líder, o paulista Eduardo Lima.

Diferente dos anos anteriores, Campano mudou sua preparação para esta temporada. O piloto tem passado a maior parte do tempo na Espanha e só vem ao Brasil nas semanas de provas. “Resolvi treinar este ano na Espanha. Antes, éramos em seis pilotos, todos baseados aqui. Agora tem um em São Paulo, outro em Curitiba e mais dois satélites. Então, é ruim porque eu estava treinando sozinho. E no motocross você precisa treinar com alguém até para ter uma referência, saber se está rápido demais, devagar. E na Espanha tenho bons parceriros de treino”, contou. 

Chegada de estrangeiros contribuiu para evolução do motocross brasileiro

Quando Campano chegou ao Brasil em 2012, a Honda dominava o circuito nacional. O espanhol, que sempre se destacava na etapa brasileira do Mundial em anos anteriores, era a aposta da Yamaha para alavancar a equipe.

Carlos Campano se mudou para São José em 2012, após ter conquistado o Mundial na MX3, em 2010 - Flávio Tin/ND
Carlos Campano se mudou para São José em 2012, após ter conquistado o Mundial na MX3, em 2010 - Flávio Tin/ND


Ao lado de outros bons pilotos, como João Ribeiro e Gabriel Gentil, Campano liderou a ascensão da Yamaha no país, que hoje tem um centro de treinamento com pista própria em Bigaçu. “Na Europa, eu estava acostumado a um padrão de qualidade mundial e quando cheguei aqui a equipe praticamente não existia, mas trabalhamos bastante e acho estamos perto do nível máximo de estrutura”, afirmou.

Segundo o espanhol, a vinda de vários estrangeiros para o circuito brasileiro também contribuiu para a evolução do motocross nacional. O equatoriano Jetro Salazar é o atual campeão da MX1. “Hoje, tem muitos estrangeiros competindo. Acho que sou o que está há mais tempo e o mais vitorioso. O padrão das equipes melhorou muito, tem três, quatro equipes muito fortes. Acho que melhorou bastante o nível dos pilotos, agora tem sete, oito até dez caras brigando pela vitória na MX1, acho que nessa parte evoluiu muito”, avaliou.

A única crítica de Campano é acerca dos elevados impostos de importação no Brasil. “As motos aqui são muito caras, o imposto de importação é muito alto. Eu estive na Argentina recentemente e a importação estava proibida e as corridas quase acabaram. Agora liberaram a importação e o motocross voltou a crescer. Acho que os vizinhos são um bom exemplo para aqui”, ponderou. 

Morte de Marronzinho foi o momento mais difícil, segundo espanhol

O momento mais difícil da carreira de Campano foi em junho de 2012, quando seu companheiro de equipe e de treinos, João Paulino "Marronzinho", morreu em um acidente enquanto se preparava para a etapa de Sorriso-MT.

“Foi o pior que eu já passei. A gente sabe que pode acontecer, mas não está preparado. Eu sofri bem de perto, estava aqui há quatro, cinco meses, a gente treinava bastante junto. Foi uma perda muito grande para toda a equipe, que era bem unida. Foi bastante difícil”, recordou.

Carlos Campano é o atual terceiro colocado no ranking da MX1, a cinco pontos do líder - Flávio Tin/ND
Carlos Campano é o atual terceiro colocado no ranking da MX1, a cinco pontos do líder - Flávio Tin/ND



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