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Sábado, 17 de Novembro de 2018
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Decisão da Copa RIC Interligas começa neste sábado em Santo Amaro

Dono da melhor defesa do campeonato, Estrela Azul recebe Grêmio Cachoeira, que tem ataque mais positivo

Matheus Joffre
Florianópolis

Esqueça os finalistas da Liga dos Campeões, Messi, Neymar e Luis Suárez, do Barcelona, e Tevez, Vidal e Pogba, da Juventus. Nos campos de futebol amador da Grande Florianópolis as estrelas são outras. De um lado, Osvaldo, Itauê e Roger tentam levar o Grêmio Cachoeira, de Floripa, ao bicampeonato da Copa RIC Interligas – Taça Trimania. Do outro, Fabinho, Alemão e Neném tem a missão de conquistar o título inédito para o Estrela Azul, de Santo Amaro da Imperatriz. As duas equipes iniciam a disputa da decisão neste sábado, às 15h15, no campo do Sul do Rio, em Santo Amaro.

Marco Santiago/ND
Fabinho (da esq. para dir.), Djonne Kammers, Roger e Nadio Rachadel brigam pelo título 

 

O duelo também marca o confronto do melhor ataque contra a defesa menos vazada. Invicto na competição, o Grêmio Cachoeira balançou as redes 29 vezes em dez jogos, enquanto o Estrela Azul sofreu apenas três gols em dez partidas. “Tenho certeza que será uma grande decisão. Chegaram as duas equipes que foram melhores durante todo o campeonato”, afirmou o técnico do Grêmio, Djone Kammers. “Espero que a gente leve a melhor neste duelo entre o melhor ataque e a melhor defesa”, projetou o treinador do Estrela, Nadio Rachadel.

Organizada pela LJF (Liga Josefense de Futebol) desde 2013 e com o apoio da RIC TV Record desde 2011, a Interligas reúne os principais times do futebol amador da Grande Florianópolis. Este ano, foram 12 equipes de Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu e Santo Amaro da Imperatriz. “É a Liga dos Campeões do amador. Os times têm se estruturado e investido cada vez mais e a competitividade tem aumentado a cada edição”, avaliou Djone. “As pessoas, às vezes, não tem noção, mas nosso trabalho e a dedicação não difere em nada do futebol profissional”, ressaltou Nadio. 

Treinadores têm ligação especial com os clubes 

Enquanto no futebol profissional os jogadores cada vez mais trocam de clube como se troca de roupa, no futebol amador é muito mais fácil encontrar atletas que, realmente, jogam por amor à camisa. Pessoas identificadas com times da comunidade onde cresceram, filhos que seguem os passos dos pais nos campinhos de várzea da região e equipes formadas por amigos que se reúnem para churrascos e jogar conversa fora nos finais de semana, depois dos jogos.

E é este sentimento, somado a um alto investimento e muito trabalho e dedicação, o segredo do sucesso dos dois finalistas. Filho de um dos fundadores do Grêmio Cachoeira, Vanir Silva, que morreu em um acidente de carro ao lado da esposa, Vilfrida Kammers, em 1996, Djone tem uma forte ligação com o clube. “Eu lembro quando era pequeno e acompanhava meu pai no Grêmio. É uma emoção à parte para mim porque remete à batalha dele para fazer futebol amador, que a gente sabe que é difícil”, recordou.

Marco Santiago/ND
Filho de fundador do Grêmio, Djone dedicou título de 2014 ao pai, morto em acidente 

 

Nascido em Santo Amaro da Imperatriz, Nadio Rachadel também tem uma relação estreita com o Estrela Azul. “Eu tenho uma dívida pessoal com o Estrela. Em 2011, não passamos das quartas da Interligas, foi minha pior participação na competição. Eu, hoje, moro em São José, mas minha família é toda de Santo Amaro. Então devo esse título a eles”, contou Nadio. 

Marco Santiago/ND
Meia Fabinho (à esq.) é destaque do Estrela Azul; zagueiro Roger é o xerife do Grêmio 
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