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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Dal Zotto encara o maior desafio na Seleção e tenta alavancar carreira

Seleção Brasileira inicia contra o Egito a luta pelo tetracampeonato mundial. Técnico terá sua maior missão desde que substituiu Bernardinho e quer provar que merece ir a Tóquio <br>

LANCE!
Rio de Janeiro (RJ)

Renan Dal Zotto, de 58 anos, tenta manter o Brasil no patamar dos melhores time do mundo (Foto: Divulgação/FIVB)
Renan Dal Zotto, de 58 anos, tenta manter o Brasil no patamar dos melhores time do mundo (Foto: Divulgação/FIVB)


O peso de comandar a badalada Seleção Brasileira masculina de vôlei demanda a tranquilidade que Renan Dal Zotto exibe ao analisar as chances, os percalços e a concorrência da equipe no cenário internacional. A partir desta quarta-feira, às 14h30 (de Brasília), contra o Egito, em Ruse (BUL), na estreia do país no Campeonato Mundial, o treinador quer dar um passo significativo na carreira desde que migrou para o lado de fora da quadra.

Substituto de Bernardinho, que foi o responsável por comandar o grupo na conquista do ouro olímpico na Rio-2016, o ex-ponteiro, medalhista de prata em Los Angeles-1984, terá a maior missão no cargo, que assumiu em janeiro de 2017, após um período de oito anos sem comandar equipes.

O Brasil busca o tetracampeonato, após erguer a taça em 2002, 2006 e 2010. Em 2014, perdeu a final para a Polônia e ficou com a prata.

– São dois anos na função e quatro competições. O primeiro foi muito bom, com título da Copa dos Campeões e do Sul-Americano, e o vice na Liga Mundial. Neste, tivemos a preocupação de abrir espaço para uma renovação, aos poucos, mas sempre em busca dos melhores resultados – disse Renan, ao L!.

O comandante se refere à campanha abaixo do esperado na Liga das Nações, na qual o grupo ficou em quarto lugar. Ele precisou se virar diante dos problemas físicos. Nomes importantes, como os ponteiros Lucarelli e Maurício Borges, desfalcaram o elenco. E o desgaste com viagens também atrapalhou.

O resultado trouxe maior pressão sobre o treinador para a sequência do ciclo olímpico. No Mundial, que acontece na Bulgária e na Itália, ele tem a chance de mostrar ao torcedor que pode fazer bonito e reanimar as perspectivas em relação a Tóquio-2020.

Para isso, o gaúcho conta com tempo e conforto. Após diversos testes, a comissão técnica encontrou a formação que considera ideal. O Brasil viajou com os levantadores Bruninho e William, os opostos Wallace e Evandro, os centrais, Lucão, Maurício Souza, Éder e Isac, os ponteiros Lipe, Kadu, Douglas e Lucas Lóh, e os líberos Thales e Maique.

– Tivemos um período bom de treinos. O time se apresentará melhor fisicamente, mais bem estruturado taticamente – diz o técnico, que faturou Supercoppa italiana de 2007 no comando do Sisley Treviso e foi campeão da Superliga 2005/2006 com a extinta Cimed, de Florianópolis.

O Brasil está no Grupo B do Mundial e ainda terá pela frente Canadá, França, China e Holanda. O Grupo A tem Argentina, Bélgica, República Dominicana, Itália, Japão e Eslovênia. O Grupo C é composto por Austrália, Camarões, Rússia, Sérvia, Tunísia e Estados Unidos. Já o Grupo D conta com Bulgária, Cuba, Finlândia, Irã, Polônia e Porto Rico.

Seleção tem média de idade de quase 30 anos

O Brasil que o público verá em ação neste Mundial é marcado pela experiência, embora a maioria nunca tenha jogado o torneio. A média de idade da equipe é de 29,8 anos.

Do grupo que faturou a prata em 2014, foram convocados cinco nomes: o levantador Bruninho (32 anos), o oposto Wallace (31), os centrais Éder (34) e Lucão (32), e o ponteiro Lipe (34).

O ponteiro Lucarelli (26), que sofreu uma lesão no tendão de Aquiles direito e não se recuperou a tempo, seria mais um veterano da lista de Renan Dal Zotto. Todos eles estiveram na conquista do ouro nos Jogos do Rio, em 2016.

Entre os que estrearão em Mundiais, há veteranos e atletas da nova geração. O levantador William (39 anos), o oposto Evandro (36), os centrais Isac (27) e Maurício Souza (29), o líbero Thales (29) e o ponteiro Lucas Lóh (27) são parte do primeiro grupo. Já os mais jovens da equipe são os ponteiros Kadu (23) e Douglas (23), e o líbero Maique (21).

Renan deve rodar o time

A tendência do Brasil no Campeonato Mundial deverá ser utilizar os 14 jogadores convocados. Como a competição, que começou no último domingo, vai até o dia 30 de setembro, Renan já planeja rodar o elenco para evitar o desgaste excessivo.

– Temos uma mescla interessante de jogadores mais experientes, como os que foram campeões olímpicos, e outros como o Douglas, que foi o campeão olímpico e ainda é muito jovem, assim como o Kadu, Maique. O Mundial é uma competição muito dura e longa. O time que for até a reta final faz 12 jogos, então é um campeonato que exige muito do atleta e do time – afirmou o treinador.

Douglas Souza

Douglas Souza é um dos estrantes em Mundiais e deverá ser titular ao lado de Kadu na estreia contra o Egito  (Foto: Divulgação)

BATE-BOLA
Renan Dal Zotto Técnico do Brasil, ao L!

‘Este grupo tem muita lenha para queimar’

Quais as chances deste grupo de brigar pelo título no Mundial?
É um campeonato extremamente difícil. O primeiro grupo é equilibrado. Temos de começar fortes e crescer jogo a jogo, para chegar na reta final em condições de disputar o título.

Desde o último Mundial, em 2014, que mudanças aponta na Seleção e no cenário internacional?
É difícil falar da evolução do vôlei brasileiro sem comparar com o cenário internacional. Tivemos de lá para cá várias seleções de alternando, entre Jogos Olímpicos, Mundiais, Liga das Nações e outros. Mas o Brasil está sempre entre os melhores. Não é diferente agora. A cada ciclo olímpico, acontece uma renovação. Somos percebidos como um dos grandes favoritos, assim como Polônia, Itália, Rússia, Estados Unidos, França e Sérvia, as grandes forças do momento, além de Canadá, Irã, Argentina e Holanda, que buscam algo a mais.

O que achou da iniciativa da CBV de lançar uma plataforma na internet para buscar novos talentos?
É um instrumento interessante. O Brasil é muito grande. As pessoas falam da Itália e de outros países, mas o nosso é muito grande. A plataforma não substitui nada, mas agrega um valor importante, aproxima as regiões do Brasil e agiliza o processo.

Estamos atrás dos outros países em renovação?
O esporte como um todo é assim. A renovação é complicada. Infelizmente, não brotam jogadores. Eles têm de ser criados, e a Seleção Brasileira é só a ponta da pirâmide. Eles são formados na escola, nos núcleos e nos clubes, e futuramente são convocados. Existe toda uma aproximação nossa com os clubes, para ver o que eles estão fazendo e para que tenhamos uma renovação intensa. Mas a verdade é que ainda temos jogadores com muita lenha para queimar ainda até os Jogos de Tóquio e muitos até Paris-2024.

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