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Da paixão à inclusão: escola de patinação fomenta a prática e rende frutos na Capital

Com movimentos sutis, a patinação comove por sua plasticidade e sensibilidade; escola localizada no Saco dos Limões oportuniza crianças e adultos e rende promessa na modalidade

Diogo de Souza
Florianópolis
12/08/2018 às 17H20

Poucos esportes são tão plásticos e sutis quanto a patinação. É importante, porém, não se confundir: apesar de ser praticada por milhares de pessoas mundo a fora, a patinação sobre rodas – diferente da patinação artística, no gelo – não é considerada uma modalidade olímpica. Isso não impede, entretanto, que amantes da modalidade não levem a sério o esporte como inclusão e rendimento.

Escola Floripa Patinação, em Florianópolis - Marco Santiago/ND
Escola Floripa Patinação, em Florianópolis - Marco Santiago/ND


Floripa Patinação. Esse é o nome da escola, sediada no Centro Social Urbano do Saco dos Limões, que emergiu das cinzas de um problema de saúde grave: a Síndrome do Pânico.

“Minha esposa teve uma crise no meio da rua e entrou em uma academia para pedir socorro. Ao chegar lá, viu cerca de dez pessoas patinando em uma sala de balé, foi acolhida e distraída ali. Foi assim que surgiu o interesse”, relatou o, hoje treinador, Leonardo Fermino, 36 anos.

Foi ali que sua esposa, Priscila Santiago Fermino, 37, desenvolveu a paixão e a aptidão pela modalidade.

Passados mais de dez anos do episódio, Leonardo e Priscila, na companhia do técnico Alisson Gassen, 28, ofertam, desde aulas a atletas de rendimento, a possibilidade de crianças - e adultos - da comunidade experimentarem a sensação de andar sobre “pequenos carrinhos”.

“É um esporte bem diferente. Não é tão difundido, não é olímpico, mas está brigando para ser. Ao colocar nos pés, [as crianças] se apaixonam. Envolve a parte artística, a parte física, é um esporte de rendimento, tem ainda o desenvolvimento cultural”, resumiu Alisson, ex-atleta e técnico há dez anos.

O espaço, conquistado no início desse ano, partiu de uma ideia de revitalizar um ginásio de posse do governo do Estado que estivera abandonado.

“Fizemos um projeto de revitalização do local com a condição que cuidaríamos do ginásio pelos próximos cinco anos, abrimos um espaço para a comunidade, temos, além das aulas diárias para todas as idades, projetos de inclusão. Conseguimos arrecadar patins pra possibilitar essa aventura. Patinação é um esporte muito caro, não é qualquer um que pode fazer, conseguimos essa parceria e ofertamos ao pessoal”, acrescentou Fermino.

A maior promessa da modalidade é de Florianópolis, tem 12 anos e atende pelo codinome de “Belinha”. Com olhos brilhantes, Izabella Fornari foi a única brasileira da categoria a conquistar uma vaga no Pan-Americano que acontece em setembro, na Colômbia.

“Meu objetivo é ser patinadora profissional. Eu amo fazer isso e é o que quero fazer para o resto da vida”, declarou.

Izabella Fornari de Faria, a Belinha; promessa da patinação - Marco Santiago/ND
Izabella Fornari de Faria, a Belinha; promessa da patinação - Marco Santiago/ND



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