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Crianças de projeto da Udesc podem ganhar bolsa para jogar basquete em equipe da Itália

Instituto Baby Basquetebol Cidadania firmou uma parceria com a Benetton Basket e se tornou a primeira filial do tradicional time italiano na América do Sul

Matheus Joffre
Florianópolis
28/11/2016 às 21H09

Passar quatro anos treinando na melhor equipe de basquete da Itália com todas as despesas pagas. Um sonho que pode virar realidade para jovens talentos catarinenses a partir de julho do ano que vem. No mês passado, o Instituto Baby Basquetebol Cidadania, projeto de extensão do Cefid (Centro de Ciências da Saúde e do Esporte), da Udesc, firmou uma parceria com a Benetton Basket, tradicional equipe da cidade italiana de Treviso, e se tornou a primeira filial do clube europeu na América do Sul.

Projeto foi criado em 2013 e usa metologia de norte-americana - Flávio Tin/ND
Projeto foi criado em 2013 e usa metologia de norte-americana - Flávio Tin/ND



O intercâmbio é voltado para atletas das categorias sub-12 e sub-13. Além da seleção dos melhores para bolsas de estudos de quatro anos, com direito à ajuda de custo para hospedagem e alimentação, o acordo também prevê fornecimento de uniformes de jogo e treino e de bolas, capacitação de professores e treinadores do projeto na Itália. “Conseguimos essa parceria através do pai de um aluno, o Marco Biscaro, que é italiano e foi técnico do Benatton na década de 90”, contou o professor e coordenador do projeto, Gilberto Vaz.

Com a metodologia da Score Basketball Academy, dos Estados Unidos, o Instituto Baby Basquetebol Cidadania iniciou as atividades em março de 2013 com apenas 15 crianças, gratuitamente. Hoje, são mais de 300 meninos e meninas de 4 a 14 anos em Florianópolis, São José e Blumenau. Em janeiro do ano passado, um grupo de 30 pessoas, entre alunos e membros da comissão técnica, viajou para Orlando, na Flórida, para treinar e jogar contra times de high school norte-americanos. “Esse período de treino nos EUA e a possibilidade dessa bolsa na Itália só nos motiva mais ainda para continuar treinando. Começar jogando profissionalmente já na Europa é um grande passo para jogar a NBA. Seria um sonho”, vislumbrou Caio Brandão, 12.

Outra grande parceria fechada pelo Instituto foi com a Interperformances, que agencia jogadores para NBA e já representou o ídolo brasileiro Oscar Schmidt quando ele jogou na Itália. Atualmente, a empresa agencia grandes nomes da NBA, como o argentino Emanuel Ginobili (San Antonio Spurs), Sacha Vujacic (New York Knicks) e Draymond Green (Golden State Warriors). 

 Instituto também foca em formar cidadãos

Mas para fazer parte do time do Instituto as regras são claras. É preciso ter notas acima da média, bom comportamento e dedicação aos treinos. “Aqui, mais do que formar atletas, nos preocupamos em formar bons cidadãos”, ressaltou Gilberto.

Há três anos, Victor do Rosário, 13, era um problema na escola e também para os pais. Mas por indicação do diretor do colégio, entrou para o projeto e mudou radicalmente de comportamento. “Eu era muito nervoso na escola, meio brigão, tirava notas baixas, até em casa, às vezes, eu respondia para os meus pais. E depois que vim para o projeto melhorei em tudo, agora só tenho notas acima da média, sou um bom aluno e um bom filho”, contou o aluno do colégio Almirante Carvalhal, em Coqueiros.  

Morador da Vila Aparecida, Victor foi um dos alunos que viajaram para os Estados Unidos com a ajuda do Instituto no ano passado. “Meus pais não tinham condições de pagar a viagem. Então, o professor Gilberto bancou tudo, comprou a passagem e ainda me deu dinheiro do bolso dele para eu gastar lá”, recordou Victor. “Se um dia eu for para a NBA vou ajudar meus pais a melhorarem de vida e ajudar todo mundo que me ajudou”, completou.

 

 

 

 

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