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Crescimento da participação feminina é destaque na Maratona de Florianópolis

Prova neste domingo, na Capital, vai receber cerca de 8 mil atletas, quase a metade deles são mulheres

Diogo de Souza
Florianópolis
24/08/2018 às 21H04

“Um dia eu vou fazer isso também”, contou Vivian Munari Dewes, apontando e referindo-se às dezenas de atletas que corriam na Beira-Mar Norte, em um final de semana de céu claro e temperatura amena.

Vivian (à esq.), Cristina e Cristiane têm objetivos diferentes, mas adotaram a corrida como novo estilo de vida e saúde - Marco Santiago
Vivian (à esq.), Cristina e Cristiane têm objetivos diferentes, mas adotaram a corrida como novo estilo de vida e saúde - Marco Santiago

Vivian é apenas mais uma inscrita, entre milhares, na Maratona Internacional de Florianópolis, marcada para esse domingo (26), pela manhã. Serão quatro percursos: 42k, 21k, 10k e 5k, traçados por oito mil atletas ao longo do dia, que promete ser de céu limpo, porém, temperatura baixa.

Há pouco tempo, o publicitário e colunista Nizan Guanaes publicou um texto na Folha de S. Paulo, onde descreve a corrida como “o novo MBA” do corpo humano. Essa alusão, apesar de particular, foi corroborada por Fabiano Braun, diretor técnico da Floripa Runners: “A corrida de rua não para de crescer e o número dos alunos nas assessorias segue essa tendência, aumentando a cada ano. Esse crescimento contribui, não só para a saúde das pessoas, mas também para o crescimento dos setores da economia”, pontuou.

Essa tendência também se alastrou entre as mulheres. Segundo dados repassados pela organização da Maratona de Floripa, o número de mulheres inscritas em 2017 foi de 35% do total. Na edição atual o percentual pulou para 47%.

Vivian, que é bióloga e professora da rede estadual de ensino, tem 37 anos e está há um ano e meio praticando. Ela começou sob a justificativa de perder peso e hoje prepara corpo e mente para, pela primeira vez, fazer os 42 km da prova.

“Como é minha primeira [prova], meu objetivo é concluir em cinco horas. Vamos ver. Mas já vou pensando na próxima”, antecipou a professora, que revelou uma meta ousada: “quero me tornar uma ultramaratonista”.

Em um outro extremo – e não menos revolucionário – Cristiane Mass, 42 anos, atleta há pouco tempo, descreve esse período para elucidar e projetar o percurso de 5km. “Para muita gente, 5k parece pouco, mas não é. A disposição física, o corpo, tua cabeça, tudo muda, tudo é outro. Se tu não te programar, se não tiver disciplina, vai ser difícil”, garantiu Cristiane, engenheira de computação.

Ela ainda revelou que o objetivo inicial era, inicialmente, concluir a prova, mas agora, mais preparada, quer fazer em menos de 35 minutos. “Meu peso é alto, se eu chegar dentro desse período vai ser uma grande vitória”.

Números - .

Florianópolis é uma cidade inspiradora

A beleza florianopolitana não é novidade. É verdade também que, para onde se olha, testemunha-se algum indivíduo praticando alguma atividade física.  São dois fatos e se, de alguma forma ainda não move os elementos mais inertes, serve de combustível e (mais) motivação para quem vê, no ar livre, a fresta de liberdade do dia a dia.

É o caso da jornalista Cristina Benetti, 31 anos, moradora de Florianópolis há quatro anos, o mesmo período em que corre antes mesmo dos primeiros raios de sol. “Eu treino às 5h30 e chego no meu trabalho no ápice da potência mental. Melhorei minha produtividade, a concentração. É uma paz de espírito, de tranquilidade, o meu elixir diário”, contou.

Cristina se prepara para percorrer os 21k pela primeira vez e disse que não pretende parar, ao menos, enquanto o corpo permitir fisicamente. “Acalma minha rotina”, conclui.

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