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Conheça os pioneiros a praticar basebol em Santa Catarina

Floripa Ichiban, campeão catarinense da modalidade, é o primeiro time catarinense

Daniel Silva
Florianópolis
24/09/2016 às 17H30

O Floripa Ichiban faz valer o seu nome. “Primeiro” em japonês, foi o primeiro time de beisebol e softbol de Santa Catarina. No dia 7 de setembro, a equipe, que treina todos os sábados em um campo atrás do presídio, na Trindade, conquistou o título do Campeonato Catarinense de Beisebol, o primeiro da história. Disputado no João Marcatto, em Jaraguá do Sul, o Floripa Ichiban venceu os três adversários para ficar com o troféu – Brusque Brewers, Joinville Royals e Curitiba Lapwings (convidado). Parece pouco, mas para os jogadores o torneio marca o início da organização deste esporte no estado.

Time de basebol em Santa Catarina - Eduardo Valente/ND
 Eduardo Valente/ND



O jardineiro Diego Carqueja, 35 anos, posição destinada ao jogador que pega a bola rebatida e lança para os companheiros da base, afirmou que o título era obrigação pelo tempo que o Floripa Ichiban treina junto. Para ser encerrado no mesmo dia, as regras foram adaptadas. Cada partida tinha limite de 1h15 ou cinco entradas. “Foi bem organizado. Ficamos felizes de fazer parte desse momento do esporte que está engatinhando, não tem representatividade, mas vai crescendo. Temos mais tempo e tradição, nossa obrigação era tentar ganhar”, afirmou.

“Se tiver o espaço físico, a própria MLB manda dinheiro e material para a criançada praticar o esporte no mundo todo. Não fazemos o projeto (Little League), pois este campo não tem as dimensões oficiais e ninguém tem essa disponibilidade”.

O beisebol é um esporte inclusivo. Este é o grande diferencial da modalidade para Carqueja. A amizade que se criou entre os jogadores também tem sido importante. Todos estão com o mesmo objetivo de fazer o esporte crescer. “O beisebol não está na nossa cultura. Quem pratica gosta bastante do esporte. Ele dá possibilidade para pessoas que não teriam sucesso em outras modalidades. Não precisa ser forte, alto ou magro. Grandes jogadores são baixinhos ou estão acima do peso. Temos que nos unir para aumentar a nossa representatividade, como no futebol americano ou no rúgbi”, falou.

Beisebol - Arte Rogério Moreira Jr.
 Arte Rogério Moreira Jr.

Brasileiros em destaque na MLB

Apesar de ter menos seguidores e praticantes do que o futebol americano, o Brasil tem dois jogadores na MLB (Major League Baseball), o torneio mais importante da modalidade no mundo. Ambos nascidos em São Paulo, o receptor Yan Gomes atua no Cleveland Indians, enquanto o jardineiro Paulo Orlando fez história ao ganhar o título com o Kansas City Royals. Um feito e tanto para um esporte sem tradição no país, acredita Carqueja. “O Brasil tem muito talento no esporte, e no beisebol não é diferente. São Paulo, pelas colônias japonesas, conseguiu formar grandes jogadores e alguns chegaram em grandes ligas. Nos Estados Unidos têm umas quatro, que são chamadas de minors. Os caras chegaram no topo, é como se tivéssemos um jogador na NFL. Não tem, e jogamos futebol americano aqui”, declarou.

O atleta do Floripa Ichiban espera que a entrada do esporte nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, possa gerar investimento na modalidade no Brasil, que tem uma boa seleção. “Ninguém espera um boom, ficar popular, mas temos muitas crianças jogando, vendo beisebol na televisão, brincando no videogame. Está muito melhor do que era dez anos atrás e vamos acompanhar o Brasil na Olimpíada. Temos um time que incomoda. Dificilmente ganharemos uma medalha, mas temos tudo para fazer uma boa campanha”, comentou Carqueja.

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