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Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018
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Confirmação da Olesc e do Parajesc mantém vivos os sonhos da comunidade esportiva do Estado

Fã de Usain Bolt, Daniel Dias sonha em conquistar pódio na competição para conseguir o bolsa atleta e ajudar a mãe copeira

Matheus Joffre
Florianópolis

O anúncio sobre o cancelamento da Olesc (Jogos da Juventude Catarinense) e do Parajesc (Jogos Escolares Paradesportivos de Santa Catarina) feito pela Fesporte (Fundação Catarinense de Esporte) no último dia 13 pegou de surpresa fundações municipais, técnicos e cerca de 8 mil atletas de 15 a 17 anos. Entre eles, Daniel Dias, de São José, que sonhava em conquistar uma medalha no atletismo para ganhar o bolsa atleta no ano que vem e ajudar a mãe, copeira em um hospital de Florianópolis. 

Eduardo Valente/ND
Daniel Dias está feliz por ter a chance de voltar a competir na Olesc

Nascido em Palmas (TO), Daniel se mudou com a mãe e um irmão para São José em 2013. Em abril, o aluno do último ano do Ensino Médio conheceu o projeto da UCA (União Catarinense de Atletismo), mantido em parceria com a Fundação Municipal de Esportes da cidade, e encontrou no esporte uma forma de diminuir sua ansiedade e de melhorar de vida.

“Quando fiquei sabendo que não teria mais Olesc fiquei arrasado. Eu comecei a treinar porque o atletismo me fez bem, melhorou minha ansiedade, mas depois que soube que poderia ganhar o bolsa atleta passei a me esforçar ainda mais”, contou o velocista, que tem como ídolo o recordista mundial Usain Bolt. 
Na quarta-feira passada, a decisão da SOL (Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte) de que as duas competições seriam mantidas renovou as esperanças de Daniel e soou como um alívio para toda a comunidade esportiva do Estado.

Com redução de custos e com menos dias de disputas, a Olesc deve ocorrer até o fim de outubro em Jaraguá do Sul – Timbó também se candidatou para ser sede – e o Parajesc será realizado simultaneamente com o Jesc (Jogos Escolares de Santa Catarina), em São Miguel d’Oeste, no fim deste mês. “Eu nunca deixei de treinar. Sempre acreditei que a Olesc ainda poderia sair. Agora é só dar o meu melhor e tentar conseguir um pódio para ganhar o bolsa atleta e ajudar minha mãe”, projetou.

Técnicos e atletas fizeram pressão nas redes sociais

Técnico de atletismo há 16 anos e coordenador da UCA, Anderson Sebastião Chaves foi um dos principais “incendiadores” nas redes sociais, quando saiu o anúncio do cancelamento da Olesc e do Parajesc. Segundo o treinador, a realização das competições é fundamental para a continuidade de atletas destas faixas etárias no esporte, como Daniel Dias, Karina de Souza e Wilson Ladik.

“Eu já fui atleta, já passei por tudo isso. A gente sabe o valor que essas competições têm para a gurizada. Essa é a idade chave, onde eles começam a levar o esporte a sério. Fui um dos primeiros a botar lenha na fogueira no Facebook, em grupos do WhatsApp para tentar reverter esse cancelamento”, contou.

Pressionados, os órgãos competentes – a SOL, o Conselho Estadual de Desporto e a própria Fesporte – iniciaram uma série de reuniões para tentar viabilizar as competições. O custo da Olesc caiu de R$ 2 milhões para R$ 1 milhão, enquanto o do Parajesc diminuiu para R$ 45 mil – antes era de R$ 690 mil. “Eu nem acreditava mais que iria sair, mas ainda bem que deu certo. Sem competição seria difícil segurar atletas como o Daniel, que vai fazer 18 anos e provavelmente vai ter que começar a trabalhar, mas que agora tem a oportunidade de conseguir o bolsa atleta”, ressaltou Anderson.

Atletas comemoram realização dos Jogos

As meninas da ginástica rítmica da Adiee/Udesc também comemoraram a manutenção da Olesc. A equipe, que foi terceira colocada no conjunto em um torneio regional envolvendo os três Estados do Sul, há duas semanas, treinou o ano inteiro com o foco na disputa estadual.

“A Olesc é a principal competição estadual da faixa etária delas, que na ginástica rítmica é de 10 a 12 anos. Muitas vão competir fora, em outra cidade, pela primeira vez. Realmente, seria uma pena se não acontecesse. Eu já fui atleta também e sei bem o crescimento como atleta e como equipe que participar de uma competição como a Olesc proporciona”, afirmou a técnica Lais Matsuo. 

Beatriz Linhares da Silva vai para sua última Olesc, mas tem grandes planos para o futuro. “Nós nos preparamos o ano todo. Essa é a minha última Olesc, tinha ficado bem triste. Mas ainda bem que deu tudo certo. Hoje é a Olesc, mas quem sabe um dia seja uma Olimpíada”, projetou a ginasta.

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