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Com sete pênaltis agarrados no Timão, Dida agora é a esperança gremista

'Mais marcante pegador de pênaltis da história corintiana', segundo historiador, baiano que é titular do Grêmio pode ser o vilão alvinegro caso ocorra um novo 0 a 0

LANCE!NET
Divulgação

"Ele vai pegar. Fique tranquilo, porque temos o Dida no gol". Frases de otimismo desse tipo eram comuns para os corintianos entre 1999 e 2000 e, depois, entre 2001 e 2002, quando o time tinha algum pênalti marcado contra si.

Em 94 jogos com a camisa alvinegra, divididos em duas passagens, conquistou quatro títulos: Brasileiro de 1999, Mundial de 2000 e Torneio Rio-São Paulo e Copa do Brasil de 2002. Mas além de suas defesas em tempo normal, o que mais ficou guardado na cabeça dos torcedores foram os pênaltis agarrados pelo baiano.

Afinal, foram sete! Cinco deles de forma consecutiva (veja a lista abaixo). Companheiro dele na primeira passagem, Marcelinho Carioca destaca a serenidade e tranquilidade do goleiro como um fator diferencial:

- A gente brincava: "Dida, tá caindo um avião (sic), Dida olha o terremoto". E ele: "Calma, vai passar" (risos). É um cara que dá muita tranquilidade para o time. Espero que no dia do jogo não acorde bem, que tenha brigado com a esposa ou algo para nos favorecer (risos). É um cara que merece todo o sucesso que tem - destaca o Pé-de-Anjo.

Na opinião do historiados Celso Unzelte, "Dida foi o mais marcante pegador de pênaltis da história corintiana". Embora considere o falecido Gilmar dos Santos Neves como o melhor camisa 1 dos 103 anos de conquistas do Timão.

Preparador de goleiros de Dida no Timão em 2002, e hoje auxiliar técnico do Flamengo, Cantarelli acredita que o atual goleiro gremista tinha o dom de escolher o lado certo para pular:

- Acho que existe uma intuição. Isso nasce. O goleiro percebe o que o atacante vai fazer. E o tamanho dele ajuda. Quando ele abria os braços, ocupava dois terços da baliza. Mas tinha o mérito dele, era um cara frio nisso, com um autocontrole muito grande. Na hora que ia agarrar um pênalti, estava pronto para tudo.

Herói no passado, Dida pode ser o vilão corintiano aos 40 anos caso ocorra um novo empate sem gols no jogo de quarta-feira, às 21h50, na Arena Grêmio, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

- O Dida sempre se caracterizou por pegar pênaltis, foram muitos na carreira. Se acontecer, temos de confiar nele, mas também nos batedores. Não adianta ele pegar três e nós errarmos todos. Mas vamos buscar um gol, tentar vencer e ver o que acontece - disse o paraguaio Riveros.


Os pênaltis defendidos por Dida no Timão:

Corinthians 1x1 Guarani
Pegou pênalti de  Marcelo Souza, pelas quartas de final do Brasileirão-1999.

Corinthians 3x2 São Paulo
Pegou DOIS pênaltis de Raí, pelas semifinais do Brasileirão-1999.

Corinthians 2x2 Real Madrid
Pegou pênalti de Anelka, em jogo decisivo pela 1 fase do Mundial-2000.

Vasco 0x0 Corinthians
Pegou pênalti de Gilberto na final do Mundial-2000, no Maracanã.

Corinthians 3x2 Rosario
Pegou o pênalti de González, na deci-são pelas oitavas da Liberta-2000

São Paulo 0x2 Corinthians
Pegou o pênalti de França, pelas semifinais da Copa do Brasil de 2002.


Cantarelli
Auxiliar técnico do Flamengo, foi preparador de Dida no Timão em 01/02

"Tem um autocontrole que impressiona"

Eu não via defeito no Dida. Antes de tudo, era um grande atleta. Isso mostra por que chegou a esse ponto, jogando aos 40 anos em alto nível.  Eu sempre falava para ele nos treinos: “Um pouquinho mais”. E ele se entregava mais, mais e mais.

Dida queria atingir a perfeição. Ele gostava muito daquele exercício de pegada, por exemplo. Então, acabava o treino e ele pegava o Yamada (goleiro reserva) e batiam umas 80 bolas um para o outro.

Não digo que era tímido, nem que era frio, mas ele tinha um autocontrole muito grande, tanto nos jogos quanto fora, extracampo. Isso era a principal característica dele.

Sobre pegar pênaltis, eu acho que existe uma intuição. Isso nasce com você. O goleiro percebe o que o atacante vai fazer. E o tamanho do Dida sempre o ajudou. Quando ele abre os braços, ocupa dois terços da baliza. Mas claro que também tem o mérito dele, de se controlar  na hora em que vai agarrar um pênalti. Ele fica pronto para tudo.


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