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Com ondas gigantes, frio e longe da terra, Martine Grael é Brasil na Volvo Ocean Race

Sétima etapa, com 12 mil quilômetros entre a Nova Zelândia e o Brasil, tem largada neste domingo

Fabiane Paza
Especial para o ND
19/04/2018 às 15H08

As bandeiras do Brasil e de Itajaí são acessórios garantidos na bagagem de Martine Grael, única representante brasileira na Volvo Ocean Race. A velejadora olímpica participa da regata de volta ao mundo pela primeira vez. "Foi muito disputado e foi muito especial chegar aqui primeiro", disse. Animada com o resultado da sexta etapa, quando o time AkzoNobel foi o primeiro a cruzar a linha de chegada em Auckland, Martine espera ajudar a tripulação a comemorar também na entrada da Vila da Regata em Itajaí.

Martine Grael é a única representante brasileira na Volvo Ocean Race - Fabiane Paza/Especial para o ND
Martine Grael é a única representante brasileira na Volvo Ocean Race - Fabiane Paza/Especial para o ND


A sétima etapa, com 12 mil quilômetros entre a Nova Zelândia e o Brasil, é considerada a mais longa e difícil do percurso, com ventos fortes, ondas gigantes e frio que desafiam a estabilidade dos barcos e a força dos velejadores. "Pra mim, a dificuldade vai ser o frio, como brasileira eu não sou muito acostumada, então as mãos, o rosto e os pés, eu vou ter que tentar fazer o melhor e conseguir a roupa certa", explica.

Acompanhada do pai, o medalhista olímpico Torben Grael, Martine concilia os preparativos para a largada, neste domingo(18), com os treinos visando as Olimpíadas de 2020. Do DNA vem a aptidão para domar os ventos e percorrer as águas, mas pra encarar o trecho de oceano no extremo sul do continente americano, as recomendações de quem já fez o caminho têm um toque de cuidado do pai.

"É um dos lugares no globo onde você está mais distante de terra, então quem vai dar apoio a um barco, se houver algum problema, é outro barco da regata", conta. "A principal orientação é não correr riscos desnecessários. Riscos já têm um monte no trajeto, então é evitar fazer coisas que possam expor sem necessidade".

Longe do Brasil há cinco meses, desde que a regata de volta ao mundo saiu de Alicante, na Espanha, Martine não pensou duas vezes antes de responder do que sente saudade: "pão de queijo", brincou. "Dos amigos, do verão, aproveitar o tempo pra relaxar, e família também", completou.

Não vai dar pra matar a saudade completamente, mas a chegada em Itajaí é muito aguardada pela velejadora, que já esteve na Vila da Regata como espectadora na última edição, e sabe bem como a hospitalidade ajuda a fazer se sentir de casa. "Os brasileiros são muito calorosos, tem muita gente torcendo, eu já recebi muitas mensagens", disse, ao convidar: "eu adoro a torcida, espero que acompanhem a regata e gostaria muito de ver aquele porto cheio!".

>> Velejadores se preparam para a etapa mais temida da Volvo Ocean Race

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