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Circuito Infantojuvenil em Florianópolis serve como vitrine para tenistas na transição

Atletas buscam pontos e visibilidade nacional para atrair patrocínios e angariar recursos para conseguir chegar ao profissional

Matheus Joffre
Florianópolis
28/05/2017 às 21H32

 “Força, força, vamos, guerreiro”. Leonardo Frederico fala consigo mesmo em quadra. O catarinense de Tijucas é um dos 387 tenistas que disputaram a segunda etapa do Circuito Nacional Infantojuvenil promovida pela CBT (Confederação Brasileira de Tênis) no Lagoa Iate Clube, em Florianópolis, na última semana.

Leonardo demonstrou técnica apurada, bom preparo físico e raça em quadra - Daniel Queiroz
Leonardo demonstrou técnica apurada, bom preparo físico e raça em quadra - Daniel Queiroz



Leonardo é um dos destaques da ADK Tennis/Itamirim, em Itajaí. O tenista de 17 anos sabe bem a importância de pontuar no ranking da ITF e aparecer nacionalmente para conseguir alavancar sua carreira. Nas oitavas de final, o catarinense conseguiu uma impressionante virada sobre o paulista Rubens Cristofani, com direito a um pneu no terceiro set, depois de vencer o segundo no tie-break. Só caiu nas quartas para o campeão da primeira etapa em Curitiba, o também paulista Gabriel Silva, sério candidato a faturar o título em Floripa novamente.

Na transição do juvenil para o profissional, Leonardo vive a expectativa de ser “descoberto” por algum investidor para ganhar lastro em torneios fora do país e elevar o nível de competitividade. O tenista tem o patrocínio dos Supermercados Koch e o apoio da Federação Municipal de Esportes de Tijucas e da Univali. “Todo mundo sabe que a transição é difícil, depende muito das condições financeiras também. Minha família não tem condições, meu pai é contador e minha mãe é dona de casa. Nunca saí do Brasil. Já tive várias ilusões, cheguei a agendar passagem e tudo e na hora não tinha grana para bancar a viagem. Às vezes, dói um pouco, você trabalha, treina duro, mas é preciso ter tranquilidade e a consciência tranquila de que estou dando o meu melhor e que estou preparado para quando a oportunidade aparecer”, desabafou.

 Centro de formação entre os melhores do país em Itajaí

A ADK Tennis/Itamirim atualmente é um dos principais centros de formação de tênis do Brasil. O projeto tem por trás dois grandes expoentes do esporte: o argentino Patrício Arnold, que alcançou o posto de número 1 do mundo juvenil e conquistou o cobiçado título dos 18 anos do Banana Bowl e que, como profissional, foi titular da Argentina na Copa Davis de 1995 e campeão do torneio de Mar Del Plata em 2003 e o gaúcho Ivan Kley, que foi top 100 do mundo e também representou o Brasil na Davis nos anos 80.

Em Florianópolis, a equipe contou com 12 tenistas, que vieram sob o comando do técnico e preparador físico Narciso Barbosa, 37. Com mais de 25 anos de experiência no esporte, Narciso se desdobrou para auxiliar seus atletas, que, muitas vezes, estavam em quadra ao mesmo tempo. Na sexta-feira, o treinador incentivava Leonardo em um set e corria para dar instruções para Gabriela Azambuja, 17, do outro lado do clube. “Esta é uma fase muito importante. Eles têm que estar o tempo todo se comparando, se testando. Tentar pontuar e chamar a atenção de patrocinadores para jogar torneios fora do Brasil para melhorar o nível técnico deles”, avaliou. 

Natural de Palmas-TO, Gabriela Azambuja deixou para trás os pais e a cidade natal, no ano passado, e se mudou para Itajaí para correr atrás do sonho de se tornar uma tenista profissional. Atualmente, a atleta de 17 anos é a número 3 do ranking brasileiro em sua categoria e foi convocada para disputar o torneio interfederações. "Eu sempre trabalhei bastante, consegui ser a número 1 do ranking no Brasil e isso requer horas extra de trabalho e treinamentos melhores. Por isso me mudei e passei a treinar na ADK Tennis. Eles trabalham bastante a parte técnica em quadra, mas também o lado emocional, que é muito importante”, avaliou a tenista que tem como patrocinadores o Instituto Sabin, a marca de roupa Just Line e a Babolat Brasil. "Esse é o torneio juvenil mais importante, reúne tenistas do Brasil inteiro e principalmente aqui do sul e de são paulo, que tem o tênis bem forte. É tudo parte de um grande processo até os torneios ITF, depois os futures, é um longo caminho até o profissional", ressaltou a atleta, que também busca novos apoiadores.

Gabriela é a número 3 no ranking brasileiro em sua categoria - Daniel Queiroz/ND
Gabriela é a número 3 no ranking brasileiro em sua categoria - Daniel Queiroz/ND



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