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Cinco jornalistas que estavam no voo da Chapecoense serão velados em Florianópolis

Corpos chegaram neste sábado (3) à capital catarinense, onde receberão homenagem na Catedral Metropolitana e serão encaminhados aos locais de velório

Matheus Joffre
Florianópolis
03/12/2016 às 10H25

Os cinco jornalistas da RBS Santa Catarina que acompanhavam a delegação da Chapecoense e que morreram no acidente aéreo que vitimou 71 pessoas na madrugada de terça-feira (29), na Colômbia, não serão velados na Arena Condá, em Chapecó, como os demais. Os corpos de André Luiz Goulart Podiacki, Bruno Mauri da Silva, Djalma Araujo Neto, Giovane Klein Victória e Laion Machado de Espíndula chegaram à Catedral Metropolitana de Florianópolis por volta das 9h deste sábado (3), onde serão homenageados em uma cerimônia. A missa é aberta ao público e celebrada pelo Arcebispo da Arquiodiocese de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck. Por volta das 12h, os corpos devem seguir para os locais onde serão velados.

Os corpos chegaram de um voo fretado de Medellín, na Colômbia, que saiu do local por volta das 20h no horário local de sexta (23h no horário de Brasília). Após uma escala no Rio de Janeiro durante a madrugada, a aeronave seguiu para Florianópolis.

Caixões são levados para a Catedral Metropolitana - Flávio Tin/ND
Caixões são levados para a Catedral Metropolitana - Flávio Tin/ND

>> Novatos e veteranos: quem são os jornalistas vítimas da tragédia com o avião da Chape


O repórter do Diário Catarinense André Luiz Goulart Podiacki será velado na capela do Cemitério do Itacorubi, na Capital, mesmo local em que será sepultado, às 17h. O técnico de externa Bruno Mauri da Silva será velado no Campo do Avante, no bairro Pachecos, em Palhoça, e sepultado no Cemitério Bom Jesus de Nazaré, no bairro Passa Vinte, também em Palhoça. O cinegrafista Djalma Araujo Neto será velado na capela do Cemitério do Itacorubi, em Florianópolis, e depois seguirá para o Cemitério Municipal de Canajurê.

O repórter da RBS TV Giovane Klein Victória seguirá em um voo para Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde será velado no estádio do Futebol Clube Pelotas. Depois, será encaminhado para o cemitério da Comunidade São Marcos, em Passo de Salso. O repórter do globoesporte.com Laion Machado de Espíndula seguirá de Florianópolis em um carro funerário para Terra de Areia, também no Rio Grande do Sul. Lá, será velado no Cemitério Municipal São José, mesmo local do sepultamento.

Os dois funcionários da RICTV que também morreram no acidente, Renan Agnolin e Jacir Biavatti, serão velados junto com o restante das vítimas, na Arena Condá. De lá, Renan seguirá para Erechim, no Rio Grande do Sul, onde será enterrado. Já Jacir será sepultado em São Jorge do Oeste, no Paraná.

Clubes homenageiam jornalistas da Capital

Sempre presentes na cobertura diária dos clubes da Capital, André Podiacki e Djalma Araujo Neto serão homenageados pelo Avaí e Figueirense.

Na quinta-feira (1º), o Alvinegro anunciou que a sala de imprensa do estádio Orlando Scarpelli passará a se chamar Sala de Imprensa André Podiacki. Será colocada uma placa com o nome do profissional e haverá uma cerimônia com a família quando o espaço for reinaugurado. O cinegrafista Djalma Araújo também será homenageado com um espaço dentro da sala de imprensa do Centro de Formação e Treinamento do Cambirela, em Palhoça.

Nesta sexta-feira, foi a vez do Avaí divulgar suas homenagens. No estádio da Ressacada, a cabine de imprensa escrita passará a levar o nome do repórter do Diário Catarinense e a cabine central de TVS, o nome do cinegrafista da RBS.

Veja o perfil do time de guerreiros da imprensa

André Luiz Goulart Podiacki (Diário Catarinense) – Chamado de Podi pelos amigos, iniciou a carreira no DC como assistente de conteúdo, ainda quando era estudante de jornalismo da Estácio de Sá, em 2011. No ano seguinte, foi promovido a repórter depois de formado e passou a ser setorista do Figueirense. Natural de Florianópolis, tinha 26 anos, era torcedor e sócio do Figueira e um completo apaixonado por futebol, sobretudo o catarinense, que tanto lhe orgulhava. Há menos de duas semanas tinha acompanhado o nascimento da sobrinha, Antônia, de quem fora escolhido padrinho.

Djalma Araujo Neto (RBS TV) – Era cinegrafista da emissora há 13 anos. Também tinha uma produtora e acompanhou toda a ascensão da Chapecoense desde a Série D. Também era de Florianópolis, tinha 35 anos e deixou a mulher e um casal de filhos pequenos.

Bruno Mauri da Silva (RBS TV) –Técnico de externas, estava na emissora desde 2012. Atuou também como operador técnico. Era natural de Palhoça e tinha 25 anos.

Giovane Klein Victória (RBS TV) – Trabalhava há um ano em meio como repórter da RBS TV, em Chapecó. Nascido em Pelotas, no Rio Grane do Sul, trabalhou também na TV Pampa, em Porto Alegre, e tinha 28 anos.

Laion Machado de Espíndula (globoesporte.com) – Há dois anos atuava como setorista da Chapecoense e acompanhava o Verdão nos principais jogos da equipe do Oeste. Natural de Porto Alegre, tinha 29 anos e também era professor universitário. Também trabalhou nos jornais O Sul e Correio do Povo.

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