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Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018
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Catarinenses conseguem sete pódios na etapa de abertura da Mitsubishi Cup

Matheus Joffre
Florianópolis
Tom Papp/Divulgação/ND
Muita velocidade e poeira na etapa de Ribeirão Preto (SP)


Ribeirão Preto –
A nuvem de poeira era constante. A cada minuto, uma picape largava em direção aos 29 quilômetros de terra vermelha, desníveis e curvas sinuosas, em meio ao canavial. Os obstáculos, vencidos pela tração 4x4, também eram superados pelo espírito aventureiro e pela paixão do universo off-road.

A abertura da temporada 2012 da Mitsubishi Cup reuniu 69 duplas em uma disputa cheia de emoção, no último sábado, em Ribeirão Preto, no interior paulista. A 13ª edição do rali está ainda mais acirrada e conta com seis categorias: L200 Triton RS, L200 Triton ER Master, L200 Triton ER, Pajero TR4 ER Master, Pajero TR4 ER e Pajero TR4 R.

Atrás apenas de São Paulo no número de participantes, os catarinenses pisaram fundo e fizeram bonito na primeira etapa do maior rali de velocidade cross country do país. Ao todo, foram 30 pilotos e navegadores de Santa Catarina.

Após um intervalo de 12 anos, o manezinho Marlon Koerich voltou a correr na Mitsubishi Cup e, ao lado do navegador Sidinei Broering, de Rancho Queimado, chegou na quinta colocação na L200 Triton RS. “É muito bom voltar a andar na Cup. Essa é a categoria mais competitiva e o mais difícil é pegar a mão do carro. Fizemos o terceiro melhor tempo na última volta e temos tudo para crescer durante a competição”, afirmou o piloto de 35 anos.

Quem também se destacou foi o piloto de Tubarão Peterson de Oliveira, que ficou em terceiro lugar na categoria L200 Triton ER Master – que substituiu a L200 RS, na qual se sagrou campeão no ano passado. “Sabia que a pressão seria grande por conta do título. O carro é novo, mas corrigirei os erros”, ressaltou.

A próxima etapa será em Paulínia (SP), no dia 21 de abril. Na sequência, será a vez de Mafra, no Norte catarinense, receber a terceira etapa da competição, no dia 26 de maio. A Mitsubishi Cup ainda passará por Jaguariúna (SP), Mogi Guaçu (SP), uma cidade paranaense a definir e Poços de Caldas (MG).

 

Tom Papp/Divulgação/ND
Marlon Koerich, piloto de Florianópolis, chegou na quinta colocação na L200 Triton RS

 

Dos ralis da Grande Florianópolis ao Dakar

Com apenas 12 anos, Marlon Koerich viu um carro do multicampeão Luís Tedesco exposto no terminal Rita Maria e teve a certeza de que queria ser piloto de rali. Quando fez 18 anos, tirou a carteira de motorista e começou a correr literalmente atrás do sonho.

Ao lado da irmã Joseane, como navegadora, participou da primeira edição da Mitsubishi Cup, em 2000. “Como todo começo, passei dificuldade. O mecânico era meu amigo, o chefe de equipe era meu cunhado. Mas, mesmo assim conseguimos ter alguns bons resultados”, revelou.

A situação começou a melhorar a partir de 2003, quando os irmãos conquistaram o Rali dos Sertões na categoria Production – a mais básica – e ficaram em terceiro no geral. A conquista rendeu ao piloto uma parceria de sete anos com a Chevrolet, dois títulos brasileiros, um paulista e outro Sertões na Super Production.

No ano passado, Marlon subiu mais um degrau na carreira e participou pela primeira vez do Rali Dakar. Com a equipe da Petrobrás, ele levou o prêmio de melhor estreante e ficou em 14º na classificação geral da principal competição off-road do planeta. “O Dakar foi uma experiência diferente de tudo o que já tinha vivido até então. Foi a realização de um sonho”, disse.

 

Tom Papp/Divulgação/ND
Ingo Hoffmann, supercampeão da Stock Car, voltou a pilotar na Mitsubishi Cup

 

Ingo tenta repetir sucesso no rali

Maior nome da história da Stock Car e dono de 12 títulos da competição, o paulistano Ingo Hoffmann voltou a disputar a Mitsubishi Cup, após mais de um ano longe das pistas. O multicampeão, que estreou em ralis cross country em 2003 e foi vice-campeão do Rali dos Sertões e bicampeão brasileiro, mostrou que ainda não perdeu a mão e chegou em sexto na categoria L200 Triton RS.

Ingo começou a carreira em 1972, passou pelas categorias europeias F-3 e F-2 e pela Fórmula 1, em 1976. Em 1979, retornou ao Brasil e iniciou sua trajetória na Stock Car. “Aquele primeiro título da Stock, em 1980, foi um marco. Eu voltei desacreditado da Europa por conta da falta de patrocínios e recuperei o gosto pelo automobilismo na Stock”, revelou.

Estrutura de primeiro mundo

A cada etapa, a Mitsubishi Cup cresce cada vez mais. Não apenas no grid, mas em termos de organização e bem-estar de pilotos, navegadores e fãs do automobilismo.

A novidade em Ribeirão Preto foi a transmissão da corrida em circuito interno. Por meio de um telão, o público pôde acompanhar cada detalhe da corrida.

O ambiente da competição é familiar e em toda prova é montada uma estrutura com buffet, estandes de patrocinadores e área para crianças, além do espaço destinado aos juízes da prova e à imprensa.

 

Cadu Rolim/Divulgação/ND
Ronald (esquerda), Roberto e Rodrigo Leis: família unida no rali

 

Família unida pela velocidade

O gosto pela velocidade está no sangue da família. Filhos do ex-piloto e mecânico Roberto Leis, Ronald, 26 anos, e Rodrigo, 31, cresceram em uma oficina e brincando com carros. Em 1999, os dois começaram juntos no rali de regularidade e, desde então, têm uma parceria de 13 anos dentro das pistas de off-road.

A boa relação fraternal tem dado resultados. Em 2010, os irmãos, cariocas de Niterói, estrearam com um quarto lugar na Mitsubishi Cup. No ano passado, melhoraram e terminaram em terceiro.

Este ano, apesar da troca de funções na tripulação da TR4 ER e do sétimo lugar na abertura da competição, Ronald e Rodrigo apostam nos laços familiares para o sucesso na temporada. “Como não poderei participar de todas as etapas fizemos esta troca. Foi pior para mim, que como navegador de primeira viagem tinha que falar uma referência a cada 100 metros. Mas na próxima etapa já entraremos mais atentos”, ressaltou Rodrigo. “Por conta da troca, largamos muito atrás e acabamos prejudicados pela poeira dos outros carros. Mas tenho a tranquilidade de saber que estou andando com meu irmão e vamos melhorar na próxima etapa” projetou o caçula.

Números do maior rali de velocidade do país

29 km foi o trajeto da pista em Ribeirão Preto
69 duplas disputam a primeira etapa
30 catarinenses, entre pilotos e navegadores
7 pódios foram conquistados pelos catarinenses
21 de abril é a data da próxima etapa, em Paulínia (SP)

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