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Campeão do Pro Júnior, em Portugal, Lucas Silveira quer vaga na elite do surfe mundial em 2017

Surfista de Florianópolis já está no Havaí, onde começará a correr o QS, a divisão de acesso do surfe mundial

Matheus Joffre
Florianópolis

Uma semana após a conquista do Mundial Pro Júnior da WSL (World Surf League), em Ericeira, em Portugal, o carioca radicado em Florianópolis Lucas Silveira, 19, já se prepara para um novo desafio em 2016: conquistar uma das dez vagas para o ano que vem na elite do surfe mundial no QS, a segunda divisão do esporte.

Laurent Masurel/WSL/Divulgação
Lucas Silveira foi carregado pelos amigos brasileiros após a conquista em Portugal

 

Sem muito tempo para descansar, Lucas Silveira já está no Havaí, onde correrá duas etapas do QS. De lá, segue para a Austrália, que sediará seis eventos, dois deles seis estrelas, no mês de fevereiro.

“O foco deste ano é totalmente o QS, vou correr todas as etapas que derem para se classificar para o WCT. Já corro o circuito do QS praticamente inteiro há uns dois anos, mas acho que agora finalmente chegará minha vez”, projetou.

O surfista que mora desde os 11 anos em Floripa tem tudo para fazer uma grande temporada. Em Portugal, com condições pouco favoráveis, ele teve paciência para aguardar até o último dia da janela de espera para bater o guadalupenho Timothee Bisso na final e ficar com o título do Pro Junior.

“Foram dez dias de período de espera, com tempestade. Quando o campeonato é assim, rola bateria e para, rola bateria e para, é bem cansativo. Você fica todos os dias na tensão, mas a hora que acabou tive a sensação de que valeu a pena todo o sacrifício”, recordou.

Poullenot/Aquashot/WSL/Divulgação
Surfista teve paciência para aguardar a janela de espera e mandou ver em Ericeira

 

Um pouco desta “frieza” na hora de competir Lucas aprendeu com um dos melhores surfistas da atualidade: Adriano de Souza, o Mineirinho, atual campeão do WCT. Os dois treinam juntos com o técnico Leandro Grilo, em Florianópolis.

“O Mineiro começou a treinar com a gente no ano passado. Já fizemos vários treinos juntos em Floripa, na Califórnia, no Havaí, durante o Mundial dele, a gente também estava juntos. É um cara com quem sempre se tem muito a aprender. As estratégias dele e a frieza na bateria. Ele se transforma na hora da competição”, ressaltou.

Além dos títulos de Lucas Silveira e de Mineirinho, no ano passado, o Brasil também teve o melhor estreante no WCT (Ítalo Ferreira), o campeão do QS (Caio Ibelli) e conquistou a Tríplice Coroa Havaiana com Gabriel Medina, no que ficou conhecido como “Brazilian Storm”, que significa “tempestade brasileira”, em tradução livre. “Eu tenho muito orgulho de fazer parte desta geração”, concluiu.

Surfista era parceiro de treinos de Ricardinho, assassinado em 2015

Além de Mineirinho, Lucas Silveira também era parceiro de treinos de Ricardo dos Santos, o Ricardinho, que ontem completou um ano que foi assassinado a tiros pelo então policial militar Luís Paulo Mota Brentano, na Guarda do Embaú, em Palhoça.

“A gente era muito amigo. Fizemos algumas viagens juntos, em Floripa a gente também treinava junto direto. O Ricardinho nos ensinou muito e é lembrado de uma forma muito positiva pela gente, no título do Mineiro, no meu título. Onde quer que ele esteja agora, tenho certeza que ele ajudou a gente”, destacou.

A família e os amigos de Ricardinho ainda aguardam o andamento do processo contra o ex-PM, preso no 8º Batalhão da corporação, em Joinville. 

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