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Cade o torcedor? Mesmo brigando na parte de cima, Avaí e Figueira têm médias tímidas na B

Tanto Orlando Scarpelli quanto a Ressacada não têm sido vistos prestigiados por seus torcedores

Diogo de Souza
Florianópolis
19/07/2018 às 21H20

Paralelo a todos altos e baixos da temporada, Avaí e Figueirense chegam na metade desta Série B consolidados no pelotão da frente, entre os postulantes às quatro vagas que dão direito a disputar a Série A, em 2018. Ainda que com campanhas ruins dentro dos respectivos estádios, chama a atenção a média de torcedores presentes na competição, tanto no Orlando Scarpelli quanto no estádio da Ressacada. Afinal, cadê a torcida?

Torcida do Avaí - Daniel Queiroz/ND
Torcida do Avaí - Daniel Queiroz/ND

O futebol brasileiro sugere um paradoxo: mundialmente, o Brasil é rotulado como o “país do futebol”, por outro lado, em terreno local, é consenso que futebol, na verdade, é resultado, independente de que maneira é feito. Clubes e atletas só são aclamados mediante taças, ou ao menos, bons resultados. Clima, horário e data também são variáveis importantes em um calendário repleto. Em 2018, no entanto, ambos os clubes já tiveram a oportunidade de atuar nos mais diversos dias da semana e, mesmo assim, as médias demonstram poucas mudanças.

Em Florianópolis reina um fenômeno desconhecido, porém, compreensível. Tanto os azurras quanto os alvinegros já passaram por boas e ruins no ano. O Furacão até mais boas já que esteve entre os únicos invictos do País e levantou a taça do Catarinense meses depois. O Avaí, desde a chegada de Geninho, assumiu a condição de favorito ao acesso e veste outra roupagem.

Torcida alvinegra prepara viagem a Chapecó - Luiz Henrique/Divulgação/Figueirense/ND
Torcida alvinegra prepara viagem a Chapecó - Luiz Henrique/Divulgação/Figueirense/ND


Dados colhidos pelo ND buscam ilustrar essa situação. Apesar da briga na parte de cima na tabela da Segundona, Avaí e Figueirense têm aproveitamentos idênticos (e ruins) diante do torcedor. Em oito jogos cada um, foram conquistados cerca de 40% dos pontos disputados.

O Figueirense tem uma média de espectadores levemente superior a do rival: 4.694 pessoas por partida contra 4.123 no Sul da Ilha. Embora a diferença, admite-se um empate técnico já que o Furacão leva vantagem por ter sediado o clássico entre as duas equipes, na 5ª rodada, quando o estádio Orlando Scarpelli contabilizou 13.136 pessoas. Afora o principal confronto de Santa Catarina, o público no Estreito tem sido tímido. Na vitória sobre o Boa Esporte por 2 a 0, na 3ª rodada, foi o momento que o Furacão colocou o maior número de pessoas: 4.650.

No Sul da Ilha o maior público foi contabilizado no clássico catarinense diante do Criciúma, derrota por 1 a 0, testemunhada por 5.822 torcedores.

Restando três rodadas para terminar o turno, a dupla da capital busca a manutenção das primeiras posições. Cresce a expectativa, no entanto, pelo aumento (ou não) dessas médias.

 

Reta final de muitas emoções

O Avaí, 4º colocado com 26 pontos, tem mais um jogo diante do seu torcedor nesse primeiro turno. Será no dia 27, contra o vice-líder CSA, às 19h15. Antes disso joga uma decisão contra o Fortaleza, na próxima terça, às 21h30. O Leão fecha sua participação no primeiro turno contra a Ponte Preta, em Campinas-SP.

O Figueirense terá duas oportunidades de melhorar seu aproveitamento (e a média de público) nesta Segundona, até o fechamento dessa primeira parte. Nessa terça-feira recebe o Vila Nova, atual 3º, às 19h15. Na sequência viaja à Belém onde encara o Paysandu; e fecha o 1º turno contra o CRB, dentro de casa, dia 31.

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