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Domingo, 23 de Setembro de 2018
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Brasil perde para Polônia por 3 sets a 1 na decisão do Mundial de Vôlei, em Katowice

Donos da casa não venciam competição havia 40 anos. Time de Sidão e Wallace buscava feito inédito

LANCE!NET
Divulgação

 

A Seleção Brasileira masculina de vôlei queria fazer história no Mundial da Polônia, mas quem obteve o feito foram os donos da casa. Neste domingo, em Katowice, em uma Spodek Arena completamente lotada, os poloneses quebraram um jejum de 40 anos e conquistaram o bicampeonato mundial. Em um jogo tenso, venceram o Brasil por 3 sets a 1, parciais de 18-25, 25-22, 25-23 e 25-22.

O Brasil buscava o tetracampeonato mundial consecutivo, um feito inédito no vôlei. Acabou ficando com o tricampeonato (2002, 2006 e 2010), assim como a Itália, que venceu em 1990, 1994 e 1998.

Ao chegar na final, o Brasil se igualou à extinta União Soviética, com quatro finais seguidas. Os soviéticos disputaram a decisão entre 1974 e 1986, mas perderam a primeira justamente para a Polônia e a última para os Estados Unidos. A ex-URSS, no entanto, segue como a maior campeã, com seis troféus, e também o país com mais mais finais: oito. Quem tem mais decisões consecutivas é a extinta Tchecoslováquia, com seis. Apesar disso, saíram vencedores apenas duas vezes.

A Polônia, por sua vez, havia sido campeã no México, em 1974. Em 2006, perdera o título justamente para o Brasil. Mas no Mundial em casa deu o troco, Primeiro, tirou a invencibilidade da Seleção na competição na primeira rodada da terceira fase. E neste domingo derrotou na final.

O JOGO

O Brasil iniciou a final com o Levantador Bruninho, os centrais Lucão e Sidão, os ponteiros MUrilo e Lucarelli, o oposto Wallace e o líbero Mário Junior. E o jogo começou como esperado: totalmente equilibrado. Até que Lucão conseguiu um bloqueio e a Seleção abriu a primeira folga: 5 a 3. O central era o jogador mais acionado por Bruninho nos primeiros pontos do Brasil.

Com boas defesas e explorando bem os contra-ataques, a Seleção foi para o primeiro tempo técnico do set vencendo por 8 a 4. Apesar do apoio da torcida, os poloneses erravam mais, seja de ataque, seja de saque. Logo em seguida, num rali sensacional, com grandes defesas dos dois lados, incluindo uma com o pé da Polõnia, a equipe da casa descontou para 9 a 6.

Concentrados, os brasileiros defendiam bem e não desperdiçavam os contra-ataques. Com dois bloqueios seguidos de Lucão, o Brasil abriu cinco pontos: 16 a 11. Maior pontuador do campeonato, o polonês Wlazly não conseguia desempenhar o seu melhor jogo, parando nas boas defesas do Brasil ou na marcação do bloqueio. Assim, a Seleção fechou o set em 25 a 18.

No segundo set, a Polônia abre 2 a 0 após erro de Mario Junior. Os poloneses voltaram mais concentrados após cobranças do técnico francês Stephane Antiga. Depois de ver o rival abrir 4 a 1, o Brasil reagiu. Primeiro com Murilo, após mais um rali sensacional. Depois com Lucarelli, empatando em 7 a 7.

Mas a Polônia voltou a melhorar e abriu 10 a 7. O momento ruim fez o técnico Bernardinho parar o jogo. E, depois de novo rali espetacular, Mika fez mais um para os poloneses. Após pedido de desafio que corrigiu erro da arbitragem e um erro de ataque de Leandro Vissotto, a Polônia fez 14 a 9.

Os poloneses, que não tinham feito nenhum ponto de bloqueio no primeiro set, começaram a achar os brasileiros no jogo. Com isso, fizeram 17 a 11. Mas o Brasil não desistiu da parcial e reagiu, cortando a vantagem para 17 a 14 e obrigando Antiga a parar a partida. Em ace de Bruninho, a diferença caiu para dois pontos. E em bloqueio de Lucão, caiu para apenas um. Antiga, então, pediu tempo novamente.

Em ataque de Wallace que explodiu no bloqueio, o Brasil empatou em 17 a 17. E a disputa seguiu equilibrada até o mesmo Wallace parar na marcação e a Polônia abrir 22 a 20. Com a vantagem, os poloneses aproveitaram a oportunidade e, após excelente saque de Wlazly, venceu por 25 a 22.

O início do terceiro set foi igual ao da parcial anterior, com a Polônia abrindo 2 a 0. Mas o Brasil reagiu e empatou em 3 a 3. Mas em recepção ruim de Mario Junior, os poloneses fizeram 5 a 3. Porém, em jogada genial e ao mesmo tempo despretenciosa de Lucão, a Seleção empatou em 5 a 5.

O confronto ficou novamente equilibrado até que Bruninho tocou na rede e a Polônia fez 11 a 9. Mas o Brasil empatou de novo, em 11 a 11. Com bloqueio de Wlazly, os poloneses fizeram 18 a 16. E também em bloqueio, com Lucão, o Brasii igualou novamente o placar, agora em 19 a 19. Mas a Polônia em bom contra-ataque abriu 21 a 19. E, com menos erros, os poloneses viraram o jogo com um 25 a 23.

O início do quarto set manteve o equilíbrio que foi uma constante na partida. As duas equipes se alternavam na dianteira do placar. Até que a Polônia, em mais um erro de Mario Junior, abriu 11 a 9. Vendo o tetra escapar, Bernardinho parou o jogo. O Brasil errava mais, enquanto os poloneses pareciam determinados a quebrar o jejum de 40 anos sem o título mundial.

Em erro polonês, o Brasil empatou em 12 a 12. Em ótimo ataque de Mika, a Polônia fez 15 a 13. Após uso do desafio, a Seleção igualou novamente, agora em 15 a 15. Em bloqueio de Lucão, o Brasil ficou na frente: 17 a 16. Com Lucão inspirado no bloqueio, a Seleção abriu dois pontos: 19 a 17. A Polônia reagiu e empatou em 21 a 21. E virou para 23 a 21. E em erro de Eder, 24 a 21. Logo depois, fecharam em 25 a 22.

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