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Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
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Brasil leva susto, mas domina a Holanda e segue 100% no Mundial

Seleção feminina de vôlei perdeu primeiro set de virada, mas virou sobre as europeias e manteve-se na vice-liderança do Grupo F, atrás dos EUA. Próximo desafio é a Rússia

LANCE!NET
Divulgação

 

O passe preciso demorou a sair. A marcação sobre as bolas rápidas também. Foi preciso enfrentar momentos de pressão e cobrança. Tudo isso diante de um oponente poderoso no sistema ofensivo. O Brasil mais uma vez suou, mas manteve a invencibilidade no Campeonato Mundial Feminino de Vôlei nesta quinta-feira ao vencer a Holanda por 3 sets a 1, com parciais de 23-25, 25-20, 25-16 e 25-16, em Verona (ITA), pelo Grupo F. Em busca do título inédito, as comandadas de José Roberto Guimarães voltam à quadra no sábado para encarar os Estados Unidos, às 15h (de Brasília), no mesmo local.

Um dos méritos desta Seleção no torneio tem sido a alternância dos destaques da partida. Se no dia anterior a central Thaisa foi quem mais brilhou na vitória sobre o Cazaquistão, desta vez ela teve a companhia da ponteira Fernanda Garay. As duas foram marcaram 18 acertos, melhor marca do jogo. Com 14 pontos na tabela, as brasileiras mantiveram-se na vice-liderança da chave, atrás apenas dos Estados Unidos, que derrotaram a Bulgária por 3 a 0 e foram a 15.

A Holanda era um adversário que, em tese, exigiria muito mais do que o Cazaquistão. Mas o que se viu na prática foi um massacre do time brasileiro sobre as europeias no início da partida. Em bom saque de Fernanda Garay, a equipe bicampeã olímpica fez 8-2. O melhor de tudo era que cada ação se convertia em acerto. A bola menos precisa terminava no chão da quadra holandesa, graças à categoria de nomes como Jaqueline. A vantagem chegou a 17-12.

Mas o cenário mudou radicalmente. Pela Holanda, a levantadora Dijkema também mostrou personalidade com boas largadas de segunda. O saque europeu começou a entrar, e as bolas rápidas tornaram-se frequentes. As comandadas de Gido Vermeulen buscaram cada ponto e ganharam confiança. Em um ataque errado de Jaqueline, passaram à frente. Quem diria... no set em que parecia perdida, a Holanda ficou grande. E chegou à vitória parcial, após um erro de Garay.

Apesar de terem voltado melhor, as brasileiras falhavam muito na recepção. Bola de graça para a Holanda significava contra-ataque efetivo com as centrais ou a oposto Flier. Nos pedidos de tempo, Zé Roberto deixava clara a insatisfação. Suas comandadas conseguiram se manter três pontos à frente, mas sem impor respeito. O mérito maior foi do treinador, que apostou na inversão do 5-1 com Fabíola e Tandara e teve sucesso. A vitória veio após um ataque firme de Fernanda Garay na diagonal.

O terceiro set marcou uma arrancada da Seleção, que chegou à primeira parada técnica vencendo por 8-4. Com a bola nas mãos, Dani Lins conseguia explorar melhor as jogadas. O sistema passou a funcionar como um todo. Mas era preciso manter o foco para não ceder a virada como na primeira etapa. Tanto que, mesmo vencendo por 18-12, Zé Roberto paralizou o duelo e deu uma chamada firme no grupo, após um erro de recepção. O time manteve o foco. No fim, as reservas, como de costume, fizeram bem seu papel. No saque, gabi fez estrago. E coube a Tandara o ponto que colocou o Brasil à frente no jogo.

As holandesas, como sempre acontece em partidas contra as brasileiras, perderam o gás. O quarto set, novamente, foi um passeio das meninas de Zé Roberto, que abriram 7-2. O ataque estava bem servido com Garay, enquanto Jaqueline e a líbero Camila Brait davam show nas defesas. O ponto alto da equipe europeia foi um rally demorado, que foi definido pela boa central De Kruijf. Diante do domínio do Brasil, o comandante até testou Tandara e Adenízia. E foi numa china da central que a Seleção cravou sua sétima vitória.

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