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Segunda-Feira, 24 de Setembro de 2018
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Bicampeão mundial de ondas grandes, surfista Carlos Burle estará em Garopaba neste fim de semana

Atleta de 49 anos exaltou o momento do esporte em entrevista ao Notícias do Dia

Daniel Silva
Florianópolis

O surfista pernambucano Carlos Burle, 49 anos, radicado no Rio de Janeiro, poderia viajar o mundo atrás das melhores ondas por lazer ou viver ministrando palestras para empresas, mas o veterano, bicampeão mundial de ondas gigantes, em 1998 e 2009, segue disputando o Circuito da WSL (Liga Mundial de Surfe) entre atletas 15 e até 20 anos mais jovens.

Neste sábado, Burle estará em Garopaba, na loja oficial da Mormaii, um dos seus patrocinadores, para lançar a nova coleção da marca, mas antes conversou com o Notícias do Dia para falar sobre a carreira e o momento da modalidade.

Brian Bielmann/Red Bull Content Pool
Carlos Burle é especialista em ondas gigantes


Sétimo no ranking da Big Wave Tour, Burle compete contra Nic Lamb, nascido em 1988, por exemplo. Estar entre os novos talentos das ondas gigantes o inspira a ser cada vez melhor no esporte que ajudou a popularizar. O contato com os rivais não o deixa mentir.

“É um estímulo a mais. Tenho que usar o máximo da experiência. E fico feliz em ver como temos talentos hoje em dia, o circuito está muito forte. Antes tinha que ser mais corajoso, agora tem que competir, está ficando mais justo. Sinto bastante o respeito, me falam ‘você que começou tudo’. Está sendo muito legal, mas também estou sentido bastante o corpo. Eles podem virar a noite e surfar no outro dia. A recuperação não é a mesma”, contou. 

Realizado na carreira, Burle, acostumado a surfar ondas com mais de 20 metros de altura, quer deixar um legado para o esporte quando abandonar as competições. O seu sonho é colocar o Brasil na rota do Circuito Mundial de ondas grandes.

A praia seria a do Cardoso, em Laguna, e o atleta trabalha nos bastidores com a WSL para Santa Catarina sediar uma etapa qualificatória. “Estou com muita esperança. Quero aos poucos me despedir do esporte, mas deixar um legado de justiça. Sou realizado, mas falta o Brasil entrar no Circuito. É o meu sonho”, disse. 

Geração de ouro 

Com dois campeões mundiais recentemente, Gabriel Medina (2014) e Adriano de Souza “Mineirinho” (2015), o Brasil vive a sua melhor no surfe, com oito atletas no Top 30 do ranking da WSL. Essa nova geração, segundo Burle, não só deu holofotes para o esporte no país, como também impulsionou a sua modalidade.

“Eu vejo com muito orgulho e gratidão. Eles conseguiram levar o nosso esporte a outro nível no Brasil. O surfe tinha limitações muito grandes, não tinha muito prestígio e dinheiro envolvido. Quando achava que não tinha mais para onde ir, os caras arrebentaram a porta. As premiações estão aumentando, tem sido muito gratificante de ver isso”, concluiu.

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