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Terça-Feira, 23 de Outubro de 2018
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Base do Santos mantém sucesso, mas 'micos' atrapalham investimento

Contratar jogadores como Patito e Ibson fez o clube desembolsar mais dinheiro do que para manter 45 atletas formados nas categorias de base. Isso segundo balanço de 2013

LANCE!NET
Divulgação

A fase do Santos não é boa. São três empates seguidos no Brasileirão, com futebol burocrático, só um gol marcado e torcedores e dirigentes já perdendo a paciência com o trabalho de Oswaldo de Oliveira. Os “Meninos da Vila”, base do time na brilhante campanha da primeira fase do Paulistão, perderam espaço e só estão voltando ao time aos poucos, graças às lesões dos titulares e à opção por um time misto, nesta quinta-feira, contra o Princesa do Solimões-AM, pela segunda fase da Copa do Brasil.

Gabriel, uma das revelações da base do Peixe, é hoje o artilheiro da equipe, com dez gols marcados e à frente de jogadores mais caros, como Cícero, Thiago Ribeiro e Leandro Damião, que foi contratado para ser o principal goleador, mas ainda não rendeu o esperado. Só mais uma prova de que o investimento na base é o diferencial do Santos.

Segundo o balanço financeiro divulgado na última semana, o clube aplica mais de R$ 11 milhões na formação de atletas nas categorias infantil (sub-15), juvenil (sub-17) e júnior (sub-20). Além de colher os frutos com títulos na base, o clube ainda aproveita boa parte de suas promessas no time de cima. Em 2013, foram gastos R$ 6,74 milhões só para manter no profissional os jogadores que vêm do time inferior.

O valor para manter todos os 45 atletas, inclusive, é menor do que o que foi investido se somadas as transferências do argentino Patito Rodríguez, hoje emprestado ao Estudiantes, da Argentina, e do volante Ibson, que já passou por três clubes depois de deixar o Peixe.
Em sua demonstração financeira, o Peixe ainda dá uma estimativa de quanto foi gasto para formar cada atleta. Emerson Palmieri, por exemplo, exigiu investimento de R$ 121 mil no último ano. E só para trazer por empréstimo o atacante Everton Costa, outro que fracassou na Vila Belmiro, foi necessário desembolsar R$ 130 mil.

Em relação a outros jogadores formados na base, o Santos investiu R$ 693 mil por Gabriel, R$ 541 mil por Lucas Otávio, R$ 475 mil por Victor Andrade, R$ 146 mil por Gustavo Henrique e surpreendentes R$ 429 mil por Claudinho, que atualmente defende o sub-17 do Santos.

O passado já mostrou qual é a receita ideal para se gastar menos e ganhar mais. Difícil aprender...

JOVENS TÊM OS DIREITOS REPARTIDOS

Dos 45 jogadores formados no clube sob contrato profissional, apenas um tem 100% de seus direitos econômicos detidos pelo Santos: o lateral Wanderson de Jesus Martins, apelidado de Caju, que atua no time sub-20. Fora o jogador nascido em 1995, todos os outros têm os direitos repartidos entre o clube e empresários. Os casos mais emblemáticos são do zagueiro Lucas Veríssimo, do sub-20, e Patrick Florindo, sub-17. Ambos têm apenas 20% dos direitos econômicos presos ao clube.

A atual administração do Santos afirma que tem buscado deter a maior parte do percentual de seus atletas e, nas renovações dos garotos campeões da Copinha de 2014, obteve relativo sucesso.

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