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Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018
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Avaí é um clube que dá chance para os jogadores da base, afirma Rômulo

Estreia como profissional foi acompanhada pelo pai e o irmão nas arquibancadas da Ressacada

Redação ND
Florianópolis

Quando o massagista Pereirinha foi buscar o garoto Rômulo no aquecimento para entrar na metade do segundo tempo, a pedido do técnico Geninho, Ronier de Souza não conteve as lágrimas nas arquibancadas do setor D da Ressacada. A emoção de ver o filho estrear no profissional do Avaí e, mais do que isso, ajudar o time a voltar a vencer depois de seis jogos e continuar na briga pelo acesso compensou todo o esforço que o pastor fez para o atacante chegar até ali. “Passa um filme na nossa cabeça. A hora que ele estava para entrar, eu já comecei a chorar na arquibancada. A gente batalhou muito para ele chegar até aqui. Passamos por várias dificuldades, mas sempre contamos com a ajuda de familiares e amigos e nunca desistimos”, contou Ronier.

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Alceu Atherino/Divulgação
Rômulo estreou no profissional com a presença do pai e do irmão na Ressacada

 

O pai de Rômulo dirigiu 12 horas do Rio de Janeiro até Florianópolis e trouxe o irmão mais novo de Rômulo, Daniel, de oito anos, para ver a estreia do atacante.  Além do pai, outra figura importante na promissora carreira do jogador de 19 anos é o bisavô, Seu Bahia. “Quando meu pai não podia me levar, era ele quem me levava para os treinos. Essa vitória de ontem [terça-feira] não foi só minha, mas da minha família e de todos aqueles que me ajudaram de alguma forma”, afirmou Rômulo.

Mas a estreia do atacante quase não aconteceu. Um dia antes, no coletivo de segunda-feira, Rômulo sentiu uma lesão antiga, na sola do pé esquerdo, e deixou o treino mais cedo para a tristeza de Ronier, que acompanhava a atividade na Ressacada. “Ali eu desabei. Tinha viajado 12 horas de carro, sem dormir, para ver a estreia do meu filho para acontecer uma coisa dessas”, recordou Ronier.

O jogador, então, ficou em tratamento intensivo e pediu ao pai uma palmilha de silicone para a chuteira para diminuir a dor. “Fui levar a palmilha para ele lá na concentração e, graças a Deus, deu tudo certo e ele pode entrar e ajudar o Avaí. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida”, ressaltou o pastor.


Dos campinhos de chão batido do Rio para a Ressacada

Nascido no Rio de Janeiro, o atacante começou a jogar bola nos campinhos de chão batido na Zona Leste carioca. Jogava os campeonatos regionais pelo Biju, time local, que lhe abriu as portas para o América-RJ.

Lá, não demorou a chamar a atenção do Fluminense, onde ficou por quase seis anos, mas as lesões e a falta de oportunidades encerraram sua passagem pelas Laranjeiras. Cansado de bater cabeça no Rio, onde também atuou por Artesul e Boavista, vislumbrou no Avaí a grande chance de sua carreira.

Rômulo chegou à Ressacada na metade do ano passado, foi campeão catarinense sub-20 pelo Leão e incorporado à equipe profissional na semana passada. “Aqui eu sabia que uma hora a oportunidade ia chegar. O Avaí é um clube que sempre dá chance para os jogadores da base. Vim para cá no meio do ano passado e, graças a Deus, as coisas estão dando certo”, ressaltou.

Conversas com o pai mantém jogador centrado

Cotado para brigar por uma vaga no ataque para a partida contra o Santa Cruz, no sábado, em Recife, Rômulo mantém a mesma humildade dos tempos de base. Apesar do bom desempenho na vitória sobre a Portuguesa, onde contribuiu com uma assistência e iniciou a jogada do segundo gol, o atacante não deixa os elogios lhe subirem à cabeça e mantém os pés no chão.

As conversas diárias com o pai mesmo à distância, pelo telefone, e as frequentes visitas de Ronier a Florianópolis servem de suporte emocional para o jogador. “Eu procuro sempre estar presente. A gente conversa todo dia por telefone, ele é um garoto centrado, humilde. Tenho muito orgulho dele”, ressaltou Ronier.

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