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Atletas do vôlei feminino e masculino prestam homenagens à Chapecoense

Em Lages, Rio do Sul e Rexona fazem jogo para 4,3 mil pessoas na Superliga, com minuto de silêncio e faixas de força para cidade de Chapecó. No sábado, líbero Serginho usará camisa em tributo à Chape

Equipe
Florianópolis
02/12/2016 às 23H04

Sem clima para muita festa, mas mesmo assim, dispostos a fazer um bom jogo de voleibol, Rio do Sul e Rexona-Sesc (RJ) se enfrentaram nesta sexta-feira (2) em Lages, na região Serrana de Santa Catarina, pela sétima rodada da Superliga. Ainda consternados com a tragédia ocorrida com o time da Chapecoense nesta semana, as equipes fizeram homenagens com camisetas e faixa para as vítimas, além de prestar um minuto de silêncio antes da partida.

Equipe de Rio do Sul providenciou uma faixa para lembrar as vítimas do desastre aéreo - Clóvis Eduardo Cuco/Rio do Sul/Divulgação/ND
Equipe de Rio do Sul providenciou uma faixa para lembrar as vítimas do desastre aéreo - Clóvis Eduardo Cuco/Rio do Sul/Divulgação/ND



Dentro de quadra, o jogo foi todo do atual eneacampeão e líder da Superliga. O Rexona-Sesc jogava solto e, exceto no primeiro set, foi pouco incomodado pelo adversário que mandava o jogo na cidade lageana para cerca de 4,3 mil torcedores no ginásio Jones Minosso. O Rexona-Sesc venceu por 3 sets a 0 (16/25, 15/25, 12/25) e teve Anne Buijs como escolhida a melhor da partida.

O técnico Fernando Bonatto lamentou a dificuldade do time frente ao adversário, mas preferiu dar todos os créditos ao time comandado por Bernardinho. “Jogaram muito bem, com propriedade. Nós até jogamos com o passe na mão, mas não tivemos eficiência por conta do bloqueio e da defesa”, adiantou. O treinador destacou ainda que o time não pode se abater com a derrota para as próximas rodadas, apesar de todos os jogos da Superliga serem difíceis e o campeonato estar bastante equilibrado.

Para a ponta Sonaly, do time de Rio do Sul, a equipe até teve um bom início de partida, mas foi difícil segurar uma equipe tão preparada como o Rexona-Sesc. “O sistema de bloqueio e defesa deles foi excelente e é uma equipe que sempre atacou muito bem. A gente tentou de todas as formas, mas acabamos saindo sem conseguir fazer um jogo melhor”, comentou.

O próximo de Rio do Sul na Superliga é na sexta-feira (9) de dezembro, contra o time do Renata/Valinhos (SP). A partida será na casa do adversário a partir das 19h30. Em Rio do Sul, a equipe reencontra o torcedor no dia 13 contra o representante de Bauru (SP), às 20h15.

Técnico Bernardinho também participou da reverência  - Clóvis Eduardo Cuco/Rio do Sul/Divulgação/ND
Técnico Bernardinho também participou da reverência - Clóvis Eduardo Cuco/Rio do Sul/Divulgação/ND



Serginho usará camisa em tributo à Chapecoense na Superliga

PAULO ROBERTO CONDE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Detentor de quatro medalhas olímpicas, duas das quais de ouro, o líbero Serginho, 41, homenageará em quadra as vítimas do acidente que matou 71 pessoas, a maioria jogadores da Chapecoense.

O jogador usará uma camisa verde, na tonalidade da cor da equipe catarinense (em vez da habitual preta ou branca), na partida do Sesi-SP contra o Taubaté, às 19h30 deste sábado (3), pela 7ª rodada da Superliga masculina.

"É difícil até falar. Mas não vou representar só o Sesi através desta camisa verde, mas toda a nação do voleibol. Todos que amam o esporte, amam a vida, as pessoas. Acho que essa camisa vai representar isso", afirmou o líbero, campeão nos Jogos Olímpicos do Rio, em agosto.

Serginho foi eleito o jogador mais valioso da Olimpíada carioca. Ícone do vôlei brasileiro e considerado o melhor da posição em todos os tempos, Serginho disse que "sentiu o golpe" com a tragédia de Medellín.

"Representando as famílias, quem perdeu seus entes queridos. Eu, o Sesi e o voleibol brasileiro sentimos demais esse golpe. Eu, particularmente, senti muito. A gente vai fazer essa homenagem, sabendo que nada vai aliviar a dor", complementou.

Além do ouro no Rio, Serginho também conquistou medalhas nos Jogos de Atenas (ouro), Pequim e Londres (levou a prata em ambos).

Até o início da rodada, o Sesi era o terceiro colocado da Superliga, duas posições à frente do Taubaté, atual campeão paulista e rival deste sábado.

Na noite desta sexta, pela Superliga feminina, a líbero Lais, também do Sesi, usou no aquecimento camisa idêntica à que Serginho usará contra o Taubaté.

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