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Domingo, 16 de Dezembro de 2018
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Árbitro da primeira partida da decisão de 1999 diz que federação não cumpriu acordo

Osvaldo Meira Júnior conta que, não havendo polêmicas na Ressacada, acerto era manter trio para segunda partida no Scarpelli

Matheus Joffre
Florianópolis

Daniel Queiroz/ND
Osvaldo Meira Junior queria ter sido escalado para o segundo jogo

A decisão de 1999 ficou marcada por lances polêmicos da arbitragem no segundo jogo, no Orlando Scarpelli. Até hoje, o pênalti a favor do Figueirense marcado pelo árbitro Clésio Moreira dos Santos, o Margarida, e um gol do Avaí anulado pelo auxiliar Paulo Henrique de Godoy Bezerra são lembrados. O resultado foi o nono título catarinense do Alvinegro.

O que poucos lembram foi a atuação do árbitro Osvaldo Meira Júnior na primeira partida da final, na Ressacada. Um dos árbitros mais respeitados de Santa Catarina na década de 1990, Meira apitou o jogo de ida sem nenhuma polêmica e ainda guarda a mágoa de não ter sido escalado para o segundo confronto.

Segundo ele, havia um acordo entre ele, a FCF (Federação Catarinense de Futebol) e o próprio Clésio. Antes do sorteio para o primeiro duelo, todos concordaram manter o árbitro sorteado para apitar também a segunda partida, caso não houvesse nenhum problema no jogo de ida. “Até hoje não sei por quê desistiram de me manter no segundo jogo. Naquele momento, éramos unanimidade como o melhor trio de arbitragem do campeonato. O Margarida, inclusive, atuou como meu assistente”, lembrou.

O ex-árbitro duvida até que tenha havido, de fato, um sorteio para definir a arbitragem para a segunda partida. “Os sorteios costumavam ser no chapéu do Delfim (presidente da federação). Ver eu não vi. Estava no vestiário. Mas depois não aceitei nem entrar para o sorteio de auxiliar daquele jogo”, revelou.

Apesar de não condenar o ex-companheiro de profissão por nenhum lance específico, na opinião de Meira Clésio cometeu alguns erros determinantes para a vitória do Figueirense. “Errar, todo mundo erra. Não dá para falar deste ou daquele lance. Mas se analisarmos o jogo, o todo, vamos perceber várias coisas nesse sentido”, afirmou.

Auxiliar que anulou gol do Avaí volta a apitar clássico na final

Treze anos depois, o árbitro Paulo Henrique de Godoy Bezerra voltará a atuar em um clássico entre Avaí e Figueirense, na final do Catarinense. Bezerra venceu o sorteio com Bráulio da Silva Machado e terá como assistentes José Roberto Larroyd e Eder Alexandre.

Auxiliar de Clésio Moreira dos Santos, o Margarida, na decisão de 1999, Bezerra anulou um gol do Avaí para desespero dos avaianos, que reclamam até hoje da marcação equivocada.

Mais experiente, atualmente Bezerra é um dos árbitros com mais prestígio junto à Federação Catarinense de Futebol e apitou o segundo jogo da semifinal entre Avaí e Chapecoense, em Chapecó.

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