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Após tragédia, Indiozinho da Chape é acompanhado por terapeuta

Carlinhos desistiu de ser goleiro depois que seu ídolo Danilo morreu no acidente de 29 de novembro do ano passado

Diogo Maçaneiro, Especial para o Notícias do Dia
Chapecó
24/11/2017 às 18H34

Carlos Miguel, ou Carlinhos, ficou conhecido mundialmente por ser o mascote da Chapecoense. Com seu cocar indígena e o rosto pintado com as cores do time do coração, a criança de seis anos tem sua imagem diretamente ligada ao clube, tanto que já viajou com a delegação em compromissos longe de casa, como para Santos, São Paulo e Barcelona.

Apesar da dor e do luto, o time do Oeste tenta se reerguer  - Renato Padilha/ND
O menino alegre sentiu a perda dos ídolos da Chape - Renato Padilha/ND


Sempre alegre e agitado, Carlinhos também sentiu bastante a perda dos ídolos. Maria Antônia Moreira, a mãe dele, explica que o rapaz passa por acompanhamento psicológico por causa da tragédia. “ terapeuta disse que ele sentiria o baque do que aconteceu 60 dias depois e foi exatamente isso”, explica, lembrando que ele demonstrou tristeza, um pouco de irritação e desânimo.

Mas o maior impacto na vida do menino tenha sido dentro de campo. Aluno de uma escolinha da cidade, Carlinhos era goleiro e tinha como ídolo justamente Danilo, de quem copiava até mesmo o corte de cabelo. “Eu resolvi que não quero mais ser goleiro depois que o Danilo morreu”, confessou.

A reportagem do ND foi até Cianorte e mostrou o vídeo para dona Ilaídes, mãe de Danilo, que se emocionou com o relato do garoto. “Carlinhos, se você quer ser goleiro, não desista dos seus sonhos. Imagina um dia eu assistir ao jogo da Chapecoense e te ver no gol. Um novo Danilo?” Carlinhos assistiu à resposta e prometeu pensar no assunto. O que será dele só o tempo dirá.

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