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Após revolta, viraliza vídeo de Guga criticando MP que retira investimentos do Esporte

Medida publicada pelo governo federal esta semana destina mais recursos para Segurança Pública em detrimento das pastas de Esporte e Cultura

Redação ND
Florianópolis
15/06/2018 às 16H58

O tenista Gustavo "Guga" Kuerten criticou a medida provisória MP841 publicada nesta semana pelo governo federal. A medida aumenta a transferência dos recursos arrecadados pelas loterias federais ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp), mas diminui o repasse para as pastas do Esporte e da Cultura.

A decisão gerou revolta em entidades e personalidades ligadas a essas duas áreas, incluindo o tenista que se manifestou através das redes sociais. Ele considerou a medida "totalmente insensata" e "um ato de desespero e covardia" por tentar resolver o problema da segurança tirando o dinheiro destinado ao esporte e à cultura.

"Que tipo de educação a gente quer promover para os jovens? Que formação queremos para o futuro do nosso país?", questionou o tenista em vídeo que acabou viralizando nas redes sociais. Guga sugeriu inclusive que o governo utilizasse os R$ 2,5 bilhões do Fundo Partidário para sanar os problemas da segurança, sem mexer nos recursos das outras pastas.

Repercussão negativa

A medida provisória irritou também os ministros Leandro Cruz (Esporte) e Sérgio Sá Leitão (Cultura). Ambos reclamaram pessoalmente ao presidente, que prometeu encontrar nova fonte de recursos para as duas pastas.

Nas redes sociais, Leitão chamou de "equivocada" a iniciativa que, segundo ele, não tinha seu apoio. O deputado federal Leonardo Picciani (MDB-RJ), ex-ministro do Esporte, anunciou que fará uma emenda parlamentar para que seja preservada parte do repasse para a pasta. A arrecadação das loterias é uma das principais fontes de recursos do ministério.

Outra mudança prevista na MP841 é aumentar o percentual da arrecadação das loterias que é destinada ao prêmio, de 43% para 50%.

Com a repercussão negativa, o governo federal já estuda eduzir esse percentual de 50% para 47% ou 48%, repassando a diferença para as duas pastas que tiveram diminuição no recebimento de recursos após a medida provisória.

"Nós estamos trabalhando com a hipótese de reduzir um pouco o prêmio e fazer o redirecionamento para que as áreas sejam atendidas. Em vez de elevar aos 50%, elevaria a 47% ou 48%", afirmou o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública).

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