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Análise do primeiro turno: como os times catarinenses nas séries A e B se saíram

Avaí e Chapecoense brigam contra o descenso no Brasileirão, enquanto Figueirense e Criciúma sonham com retorno à elite

Matheus Joffre
Florianópolis
04/08/2017 às 22H04

O primeiro turno do Campeonato Brasileiro das Séries A e B termina neste fim de semana, e o Notícias do Dia faz um balanço das quatro equipes catarinenses que disputam as duas competições. Dezenove rodadas após o pontapé inicial, Avaí e Chapecoense, na Série A; Figueirense e Criciúma, na B, têm pouco a comemorar. Dos quatro, apenas o Criciúma se apresenta como candidato na parte de cima da tabela. A dupla da Capital sofre para evitar o rebaixamento, enquanto a Chapecoense tenta se estabilizar após demitir o técnico.

Desempenho de Avaí e Chapecoense no primeiro turno da Série A - Rogério Moreira Jr/Arte ND
Desempenho de Avaí e Chapecoense no primeiro turno da Série A - Rogério Moreira Jr/Arte ND


Avaí para gigantes, mas peca em confrontos diretos

O Avaí iniciou o Brasileirão da Série A com um objetivo bem definido: permanecer na elite em 2018. Mas das 18 rodadas disputadas até o momento, o Leão da Ilha esteve apenas duas delas fora do Z4 e terá que melhorar a pontuação no returno para escapar da degola.

A goleada por 5 a 0 sofrida para o Atlético-PR no último jogo colocou em xeque o esquema reativo utilizado pelo técnico Claudinei Oliveira, que entra pressionado no cargo para a partida deste domingo contra o Santos, na Ressacada.

Após um início ruim, o Avaí conseguiu resultados expressivos contra grandes clubes – venceu Botafogo e Grêmio, fora de casa, e empatou com o líder Corinthians, em Florianópolis –, mas perdeu a maioria dos confrontos diretos contra times da parte de baixo da tabela e desperdiçou todas as chances de deixar a zona de rebaixamento. Apesar da consistência defensiva, o Leão tem o pior ataque da Série A, com apenas dez gols marcados em 18 jogos.

Avaí - Rogério Moreira Jr/Arte ND
Avaí - Rogério Moreira Jr/Arte ND



Chape tem turno oscilante e segue perto do Z4

Campeã catarinense em cima do Avaí, a Chapecoense iniciou o Brasileirão cheio de expectativas. O Verdão do Oeste chegou a liderar o campeonato por duas rodadas, na terceira e quarta rodadas, mas a derrota por 6 a 3 sofrida para o Grêmio, em plena Arena Condá, foi um choque de realidade para o time catarinense, que também foi goleado por 5 a 1 pelo Flamengo.

Mesmo sem entrar na zona de rebaixamento, o técnico Vagner Mancini acabou demitido na 11ª rodada, após o empate com o Fluminense no Rio de Janeiro, que fez a Chape chegar a quatro jogos sem vitórias, e desgaste com a diretoria. Vinícius Eutrópio assumiu o comando do Verdão, que conseguiu um respiro ao vencer os confrontos diretos contra São Paulo e Vitória, mas voltou a ficar ameaçado pela degola após perder para o lanterna Atlético-GO e empatar com o Bahia, em dois jogos em sequência em casa.

A Chape encerra o turno em mais um confronto direto contra o Coritiba, neste domingo, no Couto Pereira, e não poderá oscilar no returno, caso almeje coisas maiores na competição.

Chapecoense - Rogério Moreira Jr/Arte ND
Chapecoense - Rogério Moreira Jr/Arte ND



 

Desempenho de Figueirense e Criciúma na Série B - Rogério Moreira Jr/Arte ND
Desempenho de Figueirense e Criciúma na Série B - Rogério Moreira Jr/Arte ND



De candidato a título, Figueira briga contra degola

Um cenário inimaginável para o torcedor alvinegro. De candidato ao acesso e até ao título da Série B antes do início da competição, a realidade do Figueirense, hoje, é a briga contra o rebaixamento para a Terceira Divisão. Mesmo se vencer o Paysandu, neste sábado, no Pará, o Furacão do Estreito não deixa o Z4 e encerra o primeiro turno no grupo da degola.

A péssima campanha do clube do Estreito na Segundona é reflexo de uma série de decisões equivocadas tomadas neste primeiro semestre. O interino Márcio Coelho é o quarto técnico a comandar o Figueira este ano. Marquinhos Santos caiu ainda durante o Catarinense e Márcio Goiano e Marcelo Cabo não resistiram aos maus resultados na Série B.

A equipe, que também brigou contra o descenso no Estadual, foi totalmente reformulada para a disputa da Segundona. Chegou a vencer as duas primeiras rodadas e dar mostras de que realmente brigaria no topo, mas amargou uma sequência de oitos jogos sem ganhar e desceu ladeira abaixo. 

Paralelo aos maus resultados dentro de campo, o Figueirense também vive uma de suas maiores crises políticas, onde aceitar a proposta de um fundo de investidores que pretende comandar o futebol do Alvinegro pelos próximos 20 anos parece ser a única solução viável para o time não cair para a Série C.

Figueirense - Rogério Moreira Jr/Arte ND
Figueirense - Rogério Moreira Jr/Arte ND



Após começo ruim, Criciúma se recupera e mira G4 no returno

O Criciúma teve um começo de Série B terrível e foi obrigado a correr atrás do prejuízo. Foram três derrotas nas três primeiras rodadas, que custaram a demissão do técnico Deivid e do executivo de futebol Gabriel Skinner. Luís Carlos Winck assumiu o comando do Tigre, que só conheceu a primeira vitória na sexta rodada.

Mas a partir daí o Carvoeiro emendou uma sequência de nove jogos sem perder, deixou a zona de rebaixamento e se afastou do pelotão de baixo. Na última rodada, o Criciúma chegou, inclusive, a ter a chance de entrar no G4, mas acabou derrotado no confronto direto com o Ceará, em Fortaleza, e continuou no meio da tabela.

No encerramento do turno, o Tigre recebeu o Brasil de Pelotas, no Heriberto Hülse, e foi surpreendido. 

De qualquer forma, o Criciúma terá o returno inteiro pela frente para buscar uma das quatro vagas à Série A. 

Criciúma - Rogério Moreira Jr/Arte ND
Criciúma - Rogério Moreira Jr/Arte ND



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